Esses homens maravilhosos e seus instrumentos fabulosos!

Penny Lane.

Penny e Russel, Penny e William…

“They don’t even know what it is to be a fan. Y’know? To truly love some silly little piece of music, or some band, so much that it hurts.” Sapphire, personagem de Fairuza Balk, em Quase Famosos.

Minha primeira memória de um homem com uma guitarra?

Paulo Ricardo, 1985. Eu tinha 9 anos, mas tinha também uma prima adolescente, que morava com a gente, e gostava de rock, de Led e Pink Floyd. E de RPM, que foi o auê da abertura. Até hoje tenho o LP.

O rival do Paulo Ricardo no meu amor pré-adolescente era o Roger, do Ultraje. Ou você gostava de RPM ou de Ultraje. Mais ou menos com percebo o lance hoje com Restart e Luan Santana (não me apedrejem, pls, mas olhemos as roupitchas de RPM e Ultraje a Rigor, na década de 80, e as roupas de Restart… só muda a época, amores).

Digo  apenas que 15 anos depois, eu beijei o Roger, vocalista do Ultraje! (foi antes do Twitter, e de descobrir que ele é meio de direita, né… forgive me), e mais ou menos na mesma época, tardia, descobri o submundo das bandas cover e de garagem.

Sei que esses homens maravilhosos e seus instrumentos fabulosos povoam a imaginação e o tesão de milhões de biscates por aí.

E nesse filme, fantástico, do Cameron Crowe, ele retrata não só o amor, a amizade, a família, como esse lance fantástico que é a paixão (e o tesão) pelo rock.

A alma do guri (William Miller) e da guria (Penny Lanne) é dissecada.

Uma guitarra. Uma canção boba.

Um desejo irrefreável.

Não sei se é pensar naquela voz no seu ouvido, não sei se são aquelas mãos habilidosas que mandam fagulhas e acendem uma fogueira.

Sei que Frejat cantando “Por que que a gente é assim” e se esfregando na guitarra me derrete.

“Mais uma dose. É claro que eu to a fim.

A noite nunca tem fim. Porque que a gente é assim.

Agora fica comigo, mas não, não desgruda de mim. Vê se ao menos me engole, não me mastigue assim…

Sem gramas, sem dramas… por que que a gente é assim?

Você tem exatamente dez mil horas pra parar de me beijar. Você tem a vida inteira pra me devorar. “

Sei que por amor ao rock n’roll eu treparia com a tia velha do punk, Joey Ramone, e olhem, não sou necrófila.

Sei que um sujeito qualquer, em um palco minúsculo, com uma guitarra e um amplificador (pode ser também a bateria, claro, ou o subestimado baixo, ah, os baixistas e seu charme discreto – ou nem tanto) elevam minha libido nas alturas. A minha e a de muitas outras.

Mas esses homens, tatuados, despenteados, suados, com suas guitarras distorcidas e harpas envenenadas… (Zeca Baleiro, seu lindjo…te pego demais) me enlevam, me encantam, me excitam.

Groupie, é o nome que dão. Em um tom depreciativo, sempre, claro. Afinal, uma mulher que admite que gosta de sexo, que sente tesão, que fala sobre isso, que se joga, o que se poderia esperar que dissessem?

E aí, eu respondo com uma canção de uma das maiores guitarristas do rock (sim, MULHER, guitarrista!), Joan Jett:

 “I don’t give a damn about my reputation…”

(Joan, sua linda, até a Bella do Crepúsculo ganhou tempero quando te interpretou, delícia!)

Eu gosto de rock. E gosto de meninos que tocam em bandas de rock.

“Nice guys don’t play rock n’ roll…”

E meninas boazinhas não gostam de caras malvados.

Azar o seu, eu não sou uma boa menina.

Boas meninas vão para o céu.

Biscates, vão para onde quiserem, para qualquer lugar que desejamos!

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9 ideias sobre “Esses homens maravilhosos e seus instrumentos fabulosos!

  1. Uma frase do Cake (que não é punk, mas também dá suas cacetadas) para corroborar: Sheeps go to heaven, goats go to hell!
    Uma frase do Capital Inicial para relembrar o rock dos anos 80: Pá-rá-pá-pá-ôôuu, yeahhhh!
    E uma frase popular que resume o rock nacional:Toca Raul!
    Parabéns pelo post!

  2. E quanto aos baixistas, devo dizer: a maioria deles sempre me fascinou. Um deles, em especial, tem esse charme “discreto”. Uns olhos e um sorriso lindo e um jeitinho tímido muito fofo. Céus.

  3. A Rita Lee aos 60 anos gritava: “Rock n’roll não é para frouxos”
    Ser biscate também não- digo eu.
    Vá meninos, vá. Toca a lançar esse perfume!
    Mais uma razão entre as muitas que tornam tão bom ser biscate é que a sua vida vai ser sempre uma alegria.
    Agora se gosta é de pantufa, pode ser que Deus te faça nascer labrador na próxima encarnação.
    Até são cãezinhos simpáticos.

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