Paixão? Amor? Outra resposta possível?

Aqui em Minas, a gente tem um jornal. Quer dizer, temos uns três, mas acho que um é “O grande jornal dos mineiros” ¬¬ e é o Estado de Minas – EM (uma grande porcaria, se querem minha opinião. se não quiserem, azar.).

Meu pai ainda o lê. E minha mãe, na segunda feira, me mostrou uma coluna escrita por um deputado e conselheiro sentimental, cagador de regras, chamado Antõnio Roberto, o artigo em comento, que começa, via de regra, como as colunas dele no tal jornal, com a pergunta de um leitor(a).

Eis a pergunta:

“Antônio Roberto, apaixonei-me por um rapaz, há um ano. Foi uma loucura nosso relacionamento nesse período. Vivíamos exclusivamente um para o outro. Há um mês, ele terminou, após um período de esfriamento. Por que a paixão acaba? Estou sofrendo muito. Me ajude. Beatriz de Belo Horizonte.”

Me peguei pensando em todas as paixões, paixonites e amores que já vivi na vida.

E lembrando de Legião Urbana e do amor que é fogo que arde sem se ver e que sem amor, eu nada seria…

E de todas as canções de amor que já foram escritas.

E de que alguém já disse que de amor não se morre, se vive.

E que sou uma eterna romântica, mesmo quando faço cara de biscate blasé.

E lembrando de Legião, busquei o Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

E lembrando da Luciana, que freudianamente me indico este texto, eu lembrei de um post do Borboletas, e quando o encontrei, me perdi. E me achei.

A resposta, Beatriz, afinal, eu não sei.

Paixão, amor, amor, paixão? Quem é que sabe?

Mas explicação para eu escolher os dois, sempre, mesmo com a dor e a agonia, é essa aqui, do vídeo:

Enquanto dura, é bom pra caralho! (E pra buceta!)

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5 ideias sobre “Paixão? Amor? Outra resposta possível?

  1. “-Um amor verdadeiro e real cria uma trégua da morte. Toda covardia vem de não amar ou não amar bem, o que dá na mesma…”
    Diálogo entre Gil e Hemingway, no filme ‘Meia Noite em Paris’

    Paixonar é bão demais. As biscate também ama. Beijos e quero bolo.

  2. Rê, vou comentar batendo bola, já que o post é mais um desafio, né? eu acho – astrologicamente – o seguinte sobre esse imbroglio de amor e paixão: que tem isso, sim, do 1° momento da paixão. Que depois muda, com o tempo, porque essa do 1° momento tem ainda um componente de susto, de medo do desconhecido, de surpresa. Mas quando se fica numa história boa um tempo, a gente descobre que se reapaixona pela pessoa: tem períodos mais afastados, períodos de crise total, e períodos de reapaixonamento incríveis, em que vem tudo de novo, e meio que uma oitava acima. Claro que nada disso se espera sentado: é preciso estar atento e forte. Atenção é fundamental. Não perder o cuidado com o outro, o respeito pelo outro. Alguma cerimônia, sabe. Porque pode sim desandar. Pode sim acabar. Pode não ser tudo isso. Mas acho simplista acreditar que gente que tá junto há muito tempo simplesmente abdicou da paixão. É nada. Pode ter mais. E tem.

  3. Renata, então… tbm não sei, afinal, qual a resposta… Acho que só posso arriscar dizer que essas coisas não são lineares, não tem muita lógica, elas acontecem assim: de forma complexa, onde algumas peças se encaixam e outras não. Quanto a mim… várias vezes postei no meu blog sobre o meu amor. Ainda vivo as mesmas crises, porém agora de forma mais contida… Digamos que são reservas e estratégias de preservação. Porque amar é muito bom, no concreto e no abstrato, mas a desilusão de um amor que “acaba” é doloroso demais… Por doer tanto, é que amar é bom demais.

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