Quando um coração biscate sofre…

Amar não é mérito pra ninguém… maior dos desassossegos, invade, infunde, aborrece… não é para principiantes. Causar amor, sim. Trabalho de qualquer um para um qualquer… não se vê, ou só vê quando quer, ignora, tripudia, samba de salto agulha na existência alheia…

Sim, amor, às vezes, não tem troca… A profundidade da existência de um é amargada pela liberdade e a negligência do outro. Se deprime? Quem sente? Amar sem ser correspondido é como ser uma Maya Desnuda eternamente deitada chamando “vem, neném”, Goya! Amar sendo correspondido é resguardar um malicioso sorriso e olhar para tudo sem ver nada, Da Vinci…

Amar e Correspondência… furos vitais na biscatagem… não que biscates não amem… Amamos, só não devemos nos apegar às correspondências… atrapalha o Carpe Diem, o amor… esse monumento de papel machê prestes a derreter na primeira chuva da infância. É aí que, pego pelo rabo, o coração biscate aprende a sofrer…

É, assim, morto na fraqueza de que tanto ri, que um coração biscate não correspondido padece de tudo… é enxaqueca, febres, tremores… doenças da cabeça que refletem na pureza da alma que não quer ser pura. Sim, porque se for pra ter tremores, que seja de desejo; febres, de êxtase; e dor de cabeça, de falta de cuidado com a cabeceira da cama… quando for convencional…

Querer e Sofrer não combinam, mas se completam… fundidos à biscatagem levam a coisas que fariam a Monalisa virar O Grito, Munch. Tudo forma de se expressar. Amar-Querer-Sofrer… tudo necessidade de expressão… tudo um fator de ubiquidade, de querer estar em tudo e em todos ao mesmo tempo… com o mesmo tesão. É assim, sofro, por você, mas enquanto não te tenho (mais?), vou fazendo como meu amigo José Augusto: “eu já tentei, fiz de tudo pra te esquecer, eu até encontrei o prazer”, sempre… Perdeu!

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