Silent Night

Aviso aos Navegantes:a Renata Lins publicou este post (Meus 50 tons de…) que incendiou a imaginação d@s bisc@s deste nosso querido Club. Decidimos, pois, cada um@ tratar do erotismo como lhe apetece. Inclusos @s convidad@s. Tem sido uma quinzena caliente não lhes parece?

#Erotismo em Nós
Silent Night, Valmont

Diz ela, deitada de lado:

– Não gostas de mim a sério.

– Gosto tanto, como podes dizer uma coisa dessas?

– Não gostas, não. Não me tratas mal…

Não era tempo para explicações. Ele puxou-lhe de repente os cabelos com força, esticando a pele do escalpe pela raiz.

Ela, de lado, ficou em C, com um joelho cravado nos rins, de olhos desfocados e os pés presos nos dele. Um alarme, uma dor quase boa.

O dedo duro do homem correu o desfiladeiro das nádegas e foi molhar-se no lago da cona dela, desfeita em água acre. A seguir o dedo retrocedeu até ao olho do cu, fez círculos molhados à volta do poderoso músculo fechado e arrombou-o com força.

– Dói? – “Não” disse ela com vontade de “sim”. E ele foi rompendo caminho até enterrar a falange, todo dentro dela.

Saber respirar: inalar pouco, expelir longamente; tirar partido da dor, aproximar-se dela e torná-la sua. Quando o homem tirou o dedo com vagares de toureiro, ela sentiu um alívio e um vazio, uma ausência forçada, um falta.

Mas isto não vai ficar por aqui.

Ele regressou ao centro húmido da mulher, tão quente, tão à espera que viessem feras saciar-se nele e molhou agora o polegar. O grosso e inquietante polegar, esse pequeno detalhe na fisiologia humana que nos distingue dos animais e nos permite agarrar, manipular, tomar posse do mundo e das coisas que se passeiam nele.

Era então o polegar que ela sentia enfiar-se pelo cu adentro, abrindo um túnel entre os tecidos trémulos, incapazes de festejar o prazer que sentiam que não fosse apertando aquele dedo intruso.

E doía sim, cada vez mais e cada vez melhor.

Com artes de trompetista, hábil em tirar todo o partido do instrumento, o homem enfiou-lhe também o indicador na cona, rodando-o contra as paredes daquela cripta dilatada e nesse rodopio criando um ritmo que ela bem percebeu ter de acompanhar com as ancas. Fazia ainda parte da dança ele apertar os dois dedos, um contra o outro, calcando a película de carne entre o ânus e a vagina, fazendo ambos os canais transbordarem de lava ardente.

Mas não lhe bastava isto e a cantata ficou completa com o anelar dele bem esticado, alcançando-lhe o clitóris. E muito quieto, fez de lua parada no céu enquanto a terra roda, parecendo que é ao contrário.

A ela soube-lhe mal gemer na situação em que se colocou; seria dar parte de fraca na vontade de ficar submetida. Arfou portanto, para mostrar que sofria, como havia pedido.

Estavam nisto quando o comandante lhe ordenou:

– Abre os olhos – e ela só teve tempo de afastar os dentes do caralho que vinha em torpedo contra a sua boca. Num instante ficou sem saber onde pôr a língua e a garganta asfixiada e cheia de homem por todos os orifícios.

Ele começou a foder-lhe a cara, sem movimento mas fazendo da cabeça dela um êmbolo, empurrando e puxando os cabelos, esfregando-lhe o céu da boca e as gengivas contra aquela peça de carne latejante. A única alternativa que a ela restou foi olhar para cima e fazer olhos suplicantes de gato.

Foi então que ele explodiu, liquefez-se. E ela era um fluído contínuo de cima abaixo, boca e cona em sintonia e também rebentou, sentindo os ossos estalar dentro de si. Não engoliu.

E já de joelhos diante do homem prostrado, a mulher depôs-lhe no peito o esperma que recolhera até à derradeira gota. A seguir deitou o rosto naquele charco e de cabelos soltos e molhados, ficou à espera que ele lhe desse alguma ordem.

Outros textos da série #Erotismo Em Nós:

Sobre Beijos e LínguasAugusto Mozine

Façamos, Renata Lima

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Orgia com Brando e Schneider, Lis Lemos

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