Memória da pele

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Tem dias que você acha que até esqueceu como é, como era. É tanta vida pra dar conta, tanto mundo pra percorrer, tanta luta pra comprar e tanto cansaço que você se esquece disso. Na verdade, não esqueceu jamais. Embora, seja a coisa mais prazerosa do mundo, tem dias que não é a mais importante.

Mas aí você vê alguém que desperta aquilo que há muito estava dormindo. E de repente seu peito está na boca dele e o pau dele na sua mão. E é aquela explosão de hormônio e o gozo é só uma consequência do que estava no ar há algum tempo.

O corpo sabe que caminhos percorrer, por onde ir, onde se atiçar, onde provocar. O corpo não esquece o prazer de estar junto a outro corpo que quer o mesmo que ele. De uma mão que puxa os cabelos, ou de uma boca que o suga por completo. Não, isso fica guardado na memória da pele.

O corpo tem dessas coisas. Desses quereres. De se molhar, de se abrir as pernas, os braços e a boca só por causa de uma mão que o descobre. De se remexer, se arrepiar com uma língua macia que o refresca. Dessas vontades de tirar a roupa só por causa de um olhar.

O corpo tem memória. É do prazer que ele gosta e é a ele que se rende.

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3 ideias sobre “Memória da pele

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