A gente estancou de repente…

O dia depois, seguinte. Aquele dia em que o mundo cresce e enquanto tudo não parece parar, vem a dor. Aquela hora em que a vida derrama-se, esgota-se o peito, amargura e horror. Aquele instante mediato, midiatizado, o pavor.

alma-de-luto

Como erguer-se? Como sustentar-se? Como acreditar-se capaz de se manter, de não duvidar, de segurar forte, de não doer, de só amar e do amor recriar? Como velar?

Não tem razão. Não tem questão. Não tem senão. É a mácula. É a dúvida. É a miragem de uma alcunha devida, repetida, exigida, implorada e encarnada. Impregnada de vida, é o que queria. O mundo à frente, é o que teria. Um ser patente, é o que seria.

Uma flor que jamais desabrochará, Um sonho que jamais vingará. Uma folha que já, a mais, cairá. A falta da última desdita. A falta da última ferida. A falta da última despedida. Sem cor. Sem sorriso. Só lágrima. Dormindo na incômoda fileira. Sofrendo a interna trincheira. Provando da horrorosa maneira.

É a dor e não é assim. É a tragédia e não tem fim. É uma roda vida e não bonfim. Atitude? Consolo. Atitude? Decoro. Atitude? Atitude. Atitude… Não tem fim, sequer sim, dor assim, no dia seguinte.

#Luto #SantaMaria

 

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