‘Rôr-re’, mi amor… ♥

Por Niara de Oliveira

Faz tempo que uso esse espaço para declarar meus amores, e vou fazer isso mais uma vez… 😛

Não tive tempo de ler o post da Karla (nossa biscate convidada dessa semana) ontem, mas li hoje cedo no ônibus a caminho do trabalho, enquanto brigava com o sono. Post lindo por sinal, declaração de amor próprio biscate. Esse sentimento já existia, óbvio. Mas temos o dom, neste espaço, de renomear e ressignificar coisas, cores, sentimentos, lugares, e trazê-los à luz. Essa coisa de ser e de estar no mundo. Amo muito tudo isso, mas não é (só) esse amor que quero declarar.

jorge drexler barbudão

Essa relação que a Karla fez de dar e receber me lembrou desse amor, que estremece meu peito e pernas toda vez que ouço a música desse (docinho) uruguaio que me foi apresentado por ninguém menos que Vitor Ramil, numa entrevista generosa que Vitor me concedeu por telefone em Pelotas, em novembro de 2004. (p.s.: infelizmente a entrevista só existe impressa e ninguém me fez o favor ainda de escanear ou fotografar). Lembro que quando Vitor falou seu nome, Jorge Drexler, pronunciado em espanhol fica Rôr-re Drexler, tive que perguntar novamente e ele precisou soletrar para mim. Era a primeira de muitas vezes que ouviria e falaria dele… E me derreteria.

JorgeDrexler-8Quanto mais ouço e conheço Drexler mais me apaixono. Meus neurônios, hormônios, moléculas vibram com a música dele. Traduzindo: ele mexe com minha libido. Entro numa vibe de alegria quando o escuto, fico alheia às demandas e sentimentos diários. Fica tudo lindo, num tom azulado, brilhante… É minha ‘dorga’!

E tem uma música dele em especial, que poderia ser um hino da biscatagem e que traduz em notas musicais esse texto da Karla. E vou deixar aqui letra e música. Ah, assistir o Rôr-re cantando  nesse vídeo é pura biscatagi…

Todo Se Transforma

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de La Rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.
.
Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.
.
Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.
.
El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en Torino,
Y antes de Torino, en Prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.
.
Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En Salvador de Bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería
.
Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

Nada se perde na música de Drexler e ela se transforma em alegria para mim. ♥

Quer conhecer melhor o Rôr-re? Aqui um vídeo onde ele mesmo explica um aplicativo criado para interagir com seu público. Seu Site, e seus canais oficiais: Facebook, Twitter e Youtube.

Está liberado suspirar. Seria inútil proibir… É inevitável.

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4 ideias sobre “‘Rôr-re’, mi amor… ♥

  1. Jorge lindo, sempre vem ao Brasil. Já tive a oportunidade de ver dois shows dele, sempre emocionante. E essa é, com certeza, uma das minhas músicas preferidas!

    E parabéns pelo blog!

  2. Pingback: Biscatear é como respirar - Biscate Social ClubBiscate Social Club

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