Na corda bamba!

O post de hoje fala sobre minha vida de Biscate-equilibrista. Ando na corda bamba desde que o assunto em meus planejamentos se transformaram em Dia 8 de março. Como explicar que não quero fazer flores de artesanato para presentear as mulheres? Então estou tentando ser o máximo política, pode poesia, pode flor, mas a poesia passa pelo meu crivo e a flor vem com uma mensagem de luta colada em seu caule.

Sou chata? De acordo com meus alunos adolescentes eu sou! De acordo com minhas alunas adolescentes eu sou justa e correta! É incrível ver como ainda vemos educadores resistentes. Enquanto as educadoras dão ideias para mostrar que a luta vale a pena, os educadores falam de florzinha e bombom. Enquanto minhas alunas falam de divisão de tarefas, meus alunos falam que mulher só serve pra cozinhar!

Porque é tão difícil sair do lugar confortável de homem machista para alguns homens? Seria tão melhor e mais simples a vida se todxs lutassem pela liberdade… Como abrir a mente de pessoas conformadas? Preciso de muita força de vontade e amor a minha profissão para continuar tentando modificá-los.

Sei que ser educadora e feminista é ser a Biscate da corda bamba, como na música do Bêbado e o Equilibrista, o show tem que continuar, eu não posso nem pensar em parar. E assim continuo o meu caminho na corda bamba, equilibrando as obrigações do serviço de lembrancinhas com as mensagens que falam de nunca deixar delutar, de manifestação pacífica (afinal, sou pacifista) e conhecimento de como se defender e ser independente!

corda-bamba

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