Tempero ou Veneno?

Que atire a primeira bomba de chocolate quem nunca sentiu ciúme. Nem um tiquinho de nada. Muita pretensão da minha parte afirmar que todo mundo, de alguma forma, já passou por isso?

É bem difícil não ter ciúme quando a maioria de nós “aprende” que não existe amor de verdade sem esse danado. Procurando num dicionário uma definição para ciúme, eis o que encontrei:

ci.ú.me
sm (lat vulg *zelumen) 1 Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração. 2 Vigilância ansiosa ou suspeitosa nascida dessa inquietação. 3 Ressentimento invejoso contra um rival ou suposto rival mais eficiente ou mais bem-sucedido, ou contra o possessor de uma vantagem material ou intelectual cobiçada. 4 Bot Arbusto asclepiadáceo, denominado também capulo-de-seda, flor-de-seda, bombardeira (Calotropis procera). 5 Bot Arbusto asclepiadáceo (Calotropis gigantea).

Forca-coraçãoLegal hein? Inquietação mental e vigilância ansiosa ou suspeitosa. Vigiar, suspeitar, controlar… Chama a atenção também a palavra possessor. Será que temos esse sentimento porque, talvez, já tenhamos acreditado que o outro é nossa propriedade?

Não sei explicar direito se isso faz bem para o ego. Na verdade, todas as situações que envolviam ciúme presenciadas ou sofridas por mim foram absolutamente patéticas. Eu não lembro de momento algum em que estive feliz com a ilusão de que “fulano é meu e ninguém tasca”. Muito pelo contrário, me senti uma idiota depois. Mas essa sou eu. Há quem alimente e defenda esse sentimento como algo fundamental em uma relação, caso contrário é, invariavelmente, falta de interesse. Muitas vezes, se esquecendo que há infinitas possibilidades mais gostosas de se demonstrar que ama alguém.

De uns tempos pra cá, comecei a pensar que na minha vida, o verdadeiro “tempero” para o amor é a confiança. Nada como deixar o outro estar contigo por sua própria vontade, sabe? É muito bom vivenciar um relacionamento que permita que eu continue sendo livre e que o outro seja assim também. Sem achar que quem está ao meu lado me pertence.

 

 

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