Corpo

quel

Meu corpo. Todos os seus buracos, ausências, cheiros, sabores. Com todos os seus detalhes, que algumas pessoas tão bobas chamam de defeitos ou abrigo para a maldade para em revistas e religiões insistirem em ensinar a modificar, odiar, estranhar, machucar, transcender.

Meu corpo mergulhando nas noites marulhosas, em rituais cercados de sensações e afagos com gosto de sal. Liberto das convenções sociais, dos espartilhos patriarcais, de falsas obrigações inventadas para tentar dominá-lo.

Meu corpo para um outro. Orgulhoso, entregue, feliz, satisfeito, exausto. Sem medo.

corpo 2Tantas possibilidades apre(e)ndidas em abraços e alegrias. Meu corpo conhecendo em toques e delicadezas. Em ânsias e desespero. Com pressa. Devagar. Aqui. Ali. Acolá.

Corpo com seus gozos e calafrios. Temperaturas, calores, febres e suores.

Porque tanto escândalo?

É apenas um corpo de mulher. Livre.

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2 ideias sobre “Corpo

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