Meu cu não é troféu

Dia desses um escritor pulicou em sua coluna semanal por aí que o sexo anal é uma dádiva, que era um presente, que, salvo com as mocinhas mais perversas (e acho que ele inclui as biscates aqui) era algo que acontecia só de vez em quando. O texto, até cheio de boas intenções tal como o inferno, esqueceu um detalhe: o prazer. As mulheres fazem sexo anal, dão o cu, liberam a porta de trás porque sentem prazer, não porque querem premiar o namorado/amante/marido/rolo/amizade colorida/sexo casual.

Foto do espetáculo Macumba Antropófaga, do Teatro Oficina

Foto do espetáculo Macumba Antropófaga, do Teatro Oficina

Tati Quebra-barraco já tinha dado (ops) o recado há muito tempo: dar o cu é bom. Simples assim. Sexo anal é uma prática sexual como qualquer outra. Salvo o tabu que existe em torno do tal buraco. Sexo é um assunto dos mais tabus nessa sociedade de tradição judaico-cristã em que viemos parar, imagine só falar por aí que dar o cu é gostoso, prazeroso. Pobre Sandy quando declarou que “é possível ter prazer anal”.

É talvez esse tabu que impeça que as mulheres explorem seus corpos e se permitam sentir prazer. (E nem pretendo entrar na pauta do quanto é tabu para homens heterossexuais falar sobre seus cus). Sexo anal dói? Claro que dói. Dói quando a mulher não quer e o parceiro insiste, pressiona, chantageia, força e ela acaba cedendo. Dói porque ela não queria. Dói porque não havia desejo ali. E quando não há tesão nem 20 litros de KY resolve. Quando se quer, um cuspezinho resolve qualquer problema.

Foto: Spencer Tunick

Foto: Spencer Tunick

Sexo anal não é prêmio porque meu cu não está para ser conquistado. Se já ousamos gritar que “a porra da buceta é minha”, que tenhamos o prazer de gritar que o cu é nosso também. Que damos, ou não, ele a quem bem entendermos, quando e quantas vezes quisermos. Que não somos “mocinhas perversas” porque gostamos de ser penetradas pelo cu vezes seguidas numa daquelas trepadas ocasionais. Por cus mais livres e menos policiados.

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39 ideias sobre “Meu cu não é troféu

  1. Finalmente, os papos de mesa de bar vieram parar aqui. Pois que nossos desejos – inclusive o de dar o cu – não sejam castrados, nem forçados!
    Recado dado, né querida?

  2. Acho que a blogueira inverteu o pouco o sentido geral do texto, salvo as piadas e expressões tipicamente masculinas e as velhas convenções machistas que o acompanham (adequado em um texto do Xico Sá para um público masculino – mas isso é outra discussão). O texto me deixou a entender que, realmente a mulher dá as cartas e o cu quando bem entende e quando ela resolver dar. Seja porque o parceiro a seduziu para tal ( a escolha ainda vai ser dela, assim como escolhe beijar diante de um flerte) ou seja porque ela esta a fim no dia, será sempre um presente para o parceiro, uma dádiva. No fim das contas, é sempre a vontade da mulher q determina. O ideal é sempre q ela quiser, mas assim como fazemos coisas para agradar as mulheres na cama (conheço casos de homens q nao gostam de comer o cu mas que comem o de suas parceiras para agradar) o sexo anal pode ser um mimo sim. Nao criemos regras demais, sexo é liberdade, não um manual de instruções.

    • Murilo,

      a questão do texto – e que me parece bem pertinente – não é a questão do consentimento ou de quem está na rédea do quê. É a questão do prazer. No post do Xico Sá estão listados os motivos para uma mulher fazer sexo anal:
      “1. é dádiva, oferecimento, mimo, presente. 2. Atitude da menina que louva aquele que bem merece. 3. Pode ser também, em alguns casos, medida emergencial para tentar segurar o vagabundo que está de partida. 4. se a mocinha for pervertida”

      em nenhum momento se dá a entender o que este texto reivindica: a gente faz sexo anal por prazer. pronto. e isso não faz de nós pervertidas.

      De resto, não vi nada no texto parecido com uma proposta de manual. me pareceu mais um desbunde bem vindo
      😉

    • Oi Murilo. Quero só complementar a resposta de Borboleta nos Olhos. Primeiro que esse texto não é e jamais teve a intenção de ser um manual de instruções. Segundo, que quando falamos em escolhas devemos ter em mente dentro de que possibilidades são essas escolhas. Tudo bem, que ao final a palavra é da mulher, mas vc já se perguntou como ela faz essa escolha? As relações de gêneros são relações de poder, logo, dentro de uma relação afetivo-sexual, o poder está presente também. Muitas mulheres escolhem depois que “o parceiro a seduziu para tal” (conforme suas palavras) mas de que forma se deu essa sedução?

    • Acho que a gente tem que falar de sexo anal, e tentar quem sabe, que nossas práticas sexuais deixem de ser tabu. E concordo: sexo anal é bom.

  3. Achei bem machista a postagem. Parece que estão induzindo a mulher a fazer sexo anal, pois se fizer ela é uma menina má, livre e que manda no seu corpo. Será?
    Mais parece um machismo disfarçado de liberdade sexual e feminismo.

    O sexo anal tem história, era praticado pelos gregos quando não queriam que sua mulher engravidasse.
    E devido a própria posição que a mulher era colocada (e é colocada) demonstrava (e ainda demonstra) quem é que mandava, quem era superior. Enfim…

    • Ju, oi.

      Me parece que eu e você, além de termos lidos textos muito diferentes – já que a Lis não “induz” ninguém a nada, apenas ressalta que uma mulher pode fazer sexo anal pelo seu próprio prazer e não pra agradar mais alguém – também temos visões divergentes sobre sexo. Me parece uma visão limitada e determinista analisar um fenômeno que tem dimensões históricas, culturais e de narrativas individuais (estou falando de sexo e também de sexo anal) a partir de um único espectro. Mesmo que a história fosse assim linear (ninguém fazia sexo anal antes dos gregos- tentando entender que cê tá falando dos gregos filósofos e tal e tal e não dos moços de hoje que estão lá na crise do euro? nem ao mesmo tempo, em outros lugares? china, áfrica?) a vivência de cada pessoa é mais complexa do que a reprodução direta da história. Quanto à posição, olha, se faz sexo anal deitada de lado, embaixo do parceiro e sentada por cima dele, você acha mesmo que essa prática, livremente consentida e apreciada é pra mostrar quem é que manda?

      • Os gregos foi apenas uma citação (não disse que eles que inventaram ou foram os primeiros), mas todo mundo sabe que existe sexo anal no mundo inteiro, não é mesmo?
        E parece que você não entendeu que eu falei de passado e presente, mas posso explicar novamente.

        Claro que existem outros lugares e países. Não os disse para não ficar um texto grande e chato.

        Sexo anal até mesmo de cabeça para baixo é um forma de poder do homem sobre a mulher.
        Fazer o quê se a Marie Clarie e a Cláudia impregnaram a cabeça das mulheres como algo que é bom para elas?
        Divirta-se.

        • Sério mesmo que sua argumentação é: a) você é burra, não entendeu para além do que explicitamente eu escrevi e b) você é alienada, só acha isso sobre sexo anal porque leu muita Cláudia e Marie Claire?

          E você disse que podia explicar, mas não explicou, apenas lançou de novo a sua assertiva doutrinatória: não pode fazer.

          Nós, aqui do BiscateSC, e eu, especialmente, acho (achamos) que sexo (seja ele feito em que posição for) é um elemento de relação social e como qualquer outro, vulnerável às características da sociedade em que ocorre, incluso machismo, homofobia, etc. E justamente por compreendermos assim entendemos (entendo) que ele é plástico, dinâmico e recebe configurações a partir das vivências. Ou seja, manualizar o sexo, ou seja, dizer que modalidade A ou B é isso ou aquilo sempre é uma das formas de colonizar o desejo tanto quanto qualquer outra censura machista ao comportamento feminino. Ocorre-me a questão dos homossexuais masculinos. Nesse seu raciocínio o homem que é penetrado no ânus é sempre subordinado ao outro? Acho muito, muito na risca da homofobia esse posicionamento.

          • Borboleta nos olhos, você é uma pessoa extremamente grosseira. Em todo o tempo não procurou me explicar, pelo contrário, tentou me humilhar e chamar de ignorante. Sim, a minha intenção foi exatamente esta no que diz respeito a letra A e B, pois só respondi a altura de sua hostilidade.

            Não conhecia o site e estava apenas problematizando. Sua forma agressiva só gerará mais agressividade em troca,por parte das pessoas, o mesmo serve para a Iara.

            Fale o que quiser, pois não perderei mais meu tempo entrando aqui e nem te respondendo com enormes textos enfadonhos como os seus, que ao invés de explicar tentam dar lição de moral e trazem uma ÚNICA verdade.

          • Olha, Ju,

            me achar grosseira é um direito seu. Mas se você tiver um tempinho e for reler meu primeiro comentário, talvez não encontre essa hostilidade que você diz que demonstrei. A seguir leia sua resposta. Sabe, foi você que deslegitimou minha militância colocando aspas no meu feminismo. Foi você que disse que eu pauto minha vida sexual por revistas de banca. Foi você que acusou o blog de machista.

            Você diz que eu não expliquei nada, mas tá lá, na minha primeira resposta, a explicação de porque acho que temos visões divergentes sobre sexo. E no segundo comentário eu novamente explico a concepção de sexo que vivo (e que não pretendo como manual pra ninguém como expliquei) e ainda discorri sobre o tema que você disse querer problematizar, colocando as implicações do discurso pra quando se vai analisar outros vínculos e relacionamentos.

            Por fim, só pra esclarecer, o texto em questão (que você pode achar enfadonho, mas longo, desculpa, não é) é de uma autora chamada Lis, não é meu. O blog é um coletivo, tem textos de várias pessoas.

            E, bom, se você continua achando que minhas respostas falam de uma única verdade quando eu digo que cada mulher pode viver sua sexualidade de uma forma e acha que sua postura é plural ao ditar que sexo anal é sempre uma relação de submissão homem/mulher, então, bom, realmente acho que não conseguimos dialogar.

        • Ju,

          Eu queria que você apontasse onde no texto diz que as mulheres, todas, devem fazer sexoa anal assim, como norma. Dica: não tem. O texto fala sobre prazer: faz quem quer, se quiser, quando sentir vontade. Eu não vejo onde isso pra mim possa ser submisso. Mas pelo jeito bacana mesmo é se submeter a cartilha política de uma parte da militância que diz como, quando e onde é lícito sentir prazer. Liberdade para todas as mulheres! (contanto que elas trepem com a gente acha lícito, claro). Eu, hein.

          • Gente, a Borboleta nos Olhos grosseira. Então não entendi o teor da discussão.
            Não sou grande “comentadora” do blog, mas sou leitora regular, não estou aqui para “defender” ninguém, mas não achei nada machista ou agressiva.

            É necessário sim pautar coisas como o sexo anal. Ninguém é obrigada a praticar, mas estou certa que todo sexo deve ser feito por prazer, não por obrigação/retribuição. De fato, o post foi bem polêmico, mas foi importante para que eu continue sendo leitora, me dando muita vontade de contribuir também com o blog! Isso ai gurias!

      • Aí está uma frase machista que vocês “feministas” não enxergaram. Bom acho que enxergaram, pois aceitaram, mas não entenderam. Lamentável…

        Ele acaba de dizer que as mulheres quando debatem é sobre marca de fogão e assuntos de cozinha.

        • não, Ju, o comentário do Maycon é sobre a música da Tati Quebra-Barraco, mencionada – e linkada – acima. Ali é que se menciona marca de fogão, vê lá.

    • Ju, sou eu a autora do texto. Acompanhei aqui suas respostas e reitero tudo o que foi dito por Borboleta nos Olhos e Iara aqui. Dizer que sexo anal é bom e que as mulheres sentem prazer não é machista. Dizer que as mulheres fazem sexo anal porque gostam não é machista. E em nenhum momento do texto eu disse que a partir de agora tá todo mundo obrigado a dar o cu pq eu tô dizendo que é bom. Agora, vc colocar que há práticas sexuais que não devem ser vividas por pessoas que querem vivenciá-las pq vc acha que existe coisa que pode ser feita e coisa que não pode, aí sim é machismo. Geralmente, são os machistas de plantão que tentam regular a sexualidade das pessoas ao definirem o que é coisa de “mulher direita” e de “homem de verdade”.

    • Ju, vamos combinar uma coisa? Se você não gosta, não faça. Simples assim. =)

      Eu gosto de ser pega por trás (ops, lá vou eu falar da minha própria sexualidade em público, que “feio”…). Nunca tentei o anal propriamente dito porque confesso que tenho, sim, alguns receios… com dor, com o fato de ser, bem, necessário algum preparo higiênico mais cuidadoso para não “passar cheque”, como dizem meus amigos gays. Fico meio ressabiada, mas quem sabe um dia?

      Voltando ao assunto, quando me pega por trás (normalmente quando me apoio na parede ou na cabeceira da cama de forma a ficar mais ereta), meu noivo acha mais fácil acessar meus seios, estimular meu clitóris, beijar minha nuca (que é bem sensível)… ele fica bem mais livre para me tocar em mais áreas, coisas que posições “clássicas” como papai e mamãe complicam um pouco. E eu adoro! Às vezes nos animamos e fazemos em pé mesmo, diante do espelho, fica ótimo!

      Mas algumas pessoas também acham essa posição (quase um “cachorrinho”) algo degradante. Será, Ju? Será que devo sacrificar meu prazer em prol de um TABU que algumas pessoas colocam em cima de uma posição que eu curto? Sim, que EU curto (e meu noivo também), e não que eu faça pra agradá-lo.

      Se for assim, devo fazer sexo apenas bancando a dominatrix, por cima? Qualquer posição em que ele estiver por cima, no comando, significa que estou corroborando o machismo e “envergonhando a classe”? Quer dizer que se eu me excitar ao ser algemada à cama (não é exatamente a minha, mas tem quem curta), ainda que em um ambiente de respeito e confiança, serei machista?

      Você diz, Ju, que a postagem quer incitar as mulheres a fazerem sexo anal como se fosse obrigação de uma mulher liberal. Mas relendo o texto e relendo o seu comentário, parece que quem quer impor regra na sexualidade alheia é VOCÊ. É você que implicitamente recrimina uma mulher que gosta de sexo anal por “se deixar dominar” e blablablá.

      Regras para a sexualidade feminina. Onde será que já vimos isso antes?

      O que a postagem disse (e concordo plenamente) é que a mulher é LIVRE pra gostar de sexo anal. Queixa-se da visão (do post mencionado) de que a mulher só faz sexo anal pra agradar ao parceiro ou manter o relacionamento, como se a mulher obrigatoriamente não tivesse prazer no ato, como se fosse um “favor”.

      Se VOCÊ não gosta, se VOCÊ se sente “reforçando o machismo da sociedade” numa situação dessas, simplesmente não faça. Mas apontar o dedo pra determinar o que deve ou não deve ser feito na cama, que a mulher não pode se permitir ter prazer em uma posição CONSENTIDAMENTE submissa ao parceiro… sinto muito, aqui não. Já tem muito machista querendo mandar nas nossas atitudes quanto ao sexo, não merecemos uma pessoa autoproclamada feminista se achando no direito de fazer o mesmo.

      E a postagem é que é machista? Sério mesmo?

  4. Poizé. Acho que o cu é de cada uma e o que fazer dele é decisão pessoal e intransferível.

    Uma vez vi um vídeo da Bruna Surfistinha com dicas de sexo em que ela dava uma série de sugestões para as mulheres sentirem “menos desconforto” no sexo anal. PERAÍ: Se causa desconforto, por que fazer?

    Infelizmente, o cu ainda é prêmio, principalmente para as mulheres que não gostam de sexo anal. A mulher não gosta, não quer, o parceiro faz chantagem e ela acaba aceitando. Aí, rola o “desconforto” e ela pega as dicas da Bruna pra facilitar. As mais espertas oferecem primeiro, pra “cobrar a conta” depois. Tipo: “eu dou o cu e você concorda em passar o Natal na casa da mamãe”. Mesmo que estas tenham maior domínio sobre a situação, também são mulheres fazendo o que não querem para agradar homens que não aceitam um não como resposta.

    Temos aí a mulher do momento, Nicole Bahls, que já disse na imprensa que foi traída mais de uma vez porque não aceita “dar o bumbum”. Pode ser que ela tenha errado o motivo, mas tem uma coisa interessante aí: se ela é tão “objeto” como diz o Gerald Thomas, por que bate o pé e não dá o que não quer dar? Muitas dariam, ela continua negando, aguenta as consequências e até relata isso publicamente.

    Tem mulheres que gostam de dar o cu e fazem “charminho” porque não querem ser consideradas “pervertidas”. E tem as que não gostam, mas dão porque são pressionadas. Tá tudo errado.
    As coisas deveriam ser mais simples: gosta de dar, dê. Não gosta, não dê. E ainda acho que, se o acordo for a monogamia, o parceiro não deve usar o argumento escroto “se você não dá pra mim, vou arranjar uma que dê”.

    Sabe o que eu acho merrrmo? Que sexo não reprodutivo é altamente controverso. Daí o tabu do sexo homossexual, do orgasmo feminino e do sexo anal. E acho que o cu é só a ponta do iceberg.

  5. Meu cu não é grego, mas já que é pra falar de História (eu achei que era de cu, mas ok), só queria dizer que os homens gregos se comiam não pra evitar gravidez (até porque pra quem quer conquistar territórios, ter mais gente pra lutar é uma vantagem), mas pra transmitir, uns aos outros, sabedoria, força, coragem e outros valores que eles julgavam importantes. O ritual pra transmissão de valores era esse, mas poderia ser qualquer outro. Não é um buraco quem define a hierarquia. A mulher nem entrava nessa conta, já que nessa época, além de nem ser considerada cidadã, nem se cogitava a relação entre sexo e gravidez (para efeito de informação, só no Renascimento é que se descobriu isso).

    No mais, tenho a dizer que, do jeito que anda a Proctopatrulha, daqui a pouco vai ser necessária a criação da ANFIOFÓ, uma agência reguladora que determine e regule quando, como e por quem o cu deve ser usado. Onde já se viu isso de liberar o Tonho assim, na hora que quer? Isso é um desserviço às lutas histOPS

    • Ô gente com mania de regular o cu alheio viu? E dá ideia não, Patrícia, pq do jeito que tá Bolsonaro manda proposta de lei pra criar a Anfiofó em breve.

  6. Acho que a mulher tem que ter autonomia sobretudo né? E condicionar essa autonomia ao patriarcado é nos transformar em pessoas sem agência. Se a gente não tivesse agência nenhuma e estivessemos totalmente dominadas pelo patriarcado, nem poderíamos lutar contra, entendem? Então eu defendo que as mulheres possam ter autonomia para escolher o que dá prazer seja sexo anal ou qualquer outra coisa. Logo, com consentimento tudo pode <3

  7. Rendeu o negócio aqui, né? Contempladíssima nas falações sobre o direito de dar o cu e não ser chamada de puta ou pevertida. Ou ainda aquele frase “com você não”, como se sexo anal fosse (para alguns é, de fato) proibido para moiçolas comportadas. Só que não. Era sobre isso o post, gente. Dar o cu sem ser tabu. E quem não quiser que não dê, vôoôti!

  8. nunca vi uma definição tão perfeita sobre a vigilância da sexualidade alheia como um cartaz que vi na Marcha das Vadias ( sim, sou biscate e vadia tb) – O CU É A ÚLTIMA FRONTEIRA BURGUESA.

    amo vcs, menin@as

  9. Nem sei como cheguei neste blog. O fato é que, além de rir deliciosamente, nunca vi tanta menção a essa parte tão anatômica funcional, o anus, como polemica sexual feminina. Penso que dar o cu está mais em nosso imaginário (fantasia) do que realmente como fonte de prazer. Enfim… meninas. O que vale mesmo é simplesmente o prazer seja ele como for.
    Parabéns. Gostei muito do blog.

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