Traduzir

Vida de biscate que viaja é foda! Ops, malz! Podia falar foda? Ah, é! Aqui pode. Então.. é foda! Deparar-se com um mundo de possibilidade, de pessoas, de jeitos, de signos, de costumes… E ter que traduzi-los.

Frank Moore - Nascimento de Vênus (Traduzido)

Frank Moore – Nascimento de Vênus (Traduzido)

Traduzir não é simples, requer observação, entendimento, alma aberta a sentir aquilo que se vê, ver aquilo que se escuta, provar aquilo que se ouve e degustar aquilo que se sente. Nem sempre traduzir é bom, mas traduzir é sempre uma experiência!

De viagens e traduções se constrói uma vida biscate… Biscateando de porto em porto, de língua em língua, de sotaque em sotaque, vamos nos permitindo o entendimento, vamos nos provocando a traduzir… Traduzir para participar, traduzir para se juntar, traduzir para não parar.

É nessa vida de bisca-viajante que nos acontece, contudo, o melhor: aprendemos. Aprender é tudo! Aprendemos o outro, conhecemos o seu jeito, a sua forma, seus costumes, daquilo que gosta e não gosta, viajamos por sua fala, sua espécie, sua língua.

Levamos ao outro aquilo que somos e acumulamos nessa viagem biscate e buscamos nele aquilo que possa nos acrescentar, nos modificar, nos compreender. Mas pra isso é necessário traduzir… Estar completamente aberto para absorver, processar e (re)significar toda a impulsão que um lugar novo com pessoas novas pode representar. Precisa fugir do óbvio.

Viajar, traduzir, viajar, aprender, traduzir, libertar, libertar, libertar-se!

É só conhecendo o resto, que nos libertamos. É só traduzindo o resto que nos entendemos.

Por isso, amigues biscates, viagem e traduzam! Libertem(-se) o óbvio, encontrem o novo.  Se joguem nessa arte!

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