Um (não) poema sobre “fé”

féQuando menina
Ouvi que algum dia
Viria o Homem Bom, de fala mansa
Para que todos fôssemos salvos
E para que o mundo se enchesse de amor
E de luz…

Então por que o que hoje vejo, está mais para treva?

Aqueles que ontem disseram sim
Às palavras que com tanto afinco
Eram pregadas
Hoje dizem não uns aos outros
E cultivam um tipo de ódio
Que de tão maquiado
parece fervor…

Como será o amanhã???
Tenho medo.

Esse ódio maquiado quer se expandir
Para as nossas mentes
Para outras fés
Para os nossas escolhas
Para os nossos olhares
para as nossas leis
E para os nossos ventres…

Quem poderá nos libertar?

Agora eu, mulher
Não espero a chegada do Homem Bom
De fala mansa…
Mas se eu estiver errada e algum dia
Ele chegar
Tomara que ele responda
Se as cruzes pesadas que tanta gente
hoje carrega
Não são nada mais, nada menos
Do que a manutenção de um “paraíso na Terra”
Para que alguns poucos jamais percam
Poder.

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