A Biscatagi e a Visibilidade Lésbica

Lésbicas. Mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com outras mulheres. Diariamente invisibilizadas nos discursos que, no máximo, as tratam por gays ou homossexuais, obnubilando o gênero, as lésbicas sofrem preconceito por sua orientação sexual e seu gênero, preconceito este agravado quando são mulheres trans. Pois não aqui e, especialmente, não agora. Respondendo ao chamado da Blogagem Coletiva de Visibilidade Lésbica e Bissexual, começamos não uma semana, mas uma quinzena de postagens que – do nosso jeitinho biscate, trôpego, tateante (ui) de quem tá sempre tentando fazer o melhor, embora nem sempre acerte – colocarão holofotes e megafones bem onde a sociedade vela e cala: lésbicas, lésbicas, lésbicas (incomodou, benzinho? lê mais um pouquinho)
A biscatagi decidiu se unir ao movimento da visibilidade lésbica, que tem como dia de comemoração oficial o dia 29/08, e soltar o verbo sobre o tema. Falar, sem pudor, sem meias palavras, sem receio. Visivelmente, como queremos que todos e todas sejamos. Falar pra escancarar os preconceitos, as limitações, as dificuldades, as sombras que caem sobre o que a sociedade heteronormativa, cissexual, racista, cristã e classista rotula de diferente e indesejável. Estamos aqui, biscatemente, pra incomodar, ao lado do que causa estranhamento e desconforto, somos vadias, gays, lésbicas, transexuais, poliamoristas, macumbeiros, bissexuais, negros, índios, feministas. Estamos com.
A idéia da nossa quinzena não é falar por, não é falar no lugar de, não é ocupar o espaço. Nossa semana quer dar a ver. Mostrar. Chamar pro centro do palco. Ouvir. Queremos estar juntxs, despidxs, entregues e livres. Não somos, aqui, todxs lésbicas ou bissexuais, mas queremos estar ao lado de quem desconstrói um mundo lesbofóbico e bifóbico. Biscate é uma mulher, um homem, um ser humano que se quer livre. E não há liberdade possível em um mundo onde mulheres são agredidas diariamente por sua orientação sexual. 
Nós, biscates do clubinho, temos sonhos. Que os rótulos sejam para quem os deseja e não uma violência externa e imputada. Que todos possam se assumir, transgredir, extravasar. A definição a quem a deseja, a não definição aos que assim decidam. Queremos respeito pelas nossas diversidades e vivências sexuais, queremos a desconstrução, o gozo livre, queremos ser o que quisermos ser, sem penas ou juízes arbitrários.
 
Queremos mesmo é que nos amemos livre e loucamente entre nós, queremos é que, dentro do desejo de cada um, gozemos. Queremos mesmo é sermos felizes sendo quem somos. Queremos é um mundo em que mulheres que desejam outras mulheres sejam livres e que se amem, que se beijem, que trepem, que se deliciem e que sejam. E que sejam assim, sem precisarem se esconder, sem precisarem de bar específico, sem precisarem de fachada. Que sejam assim, no meio da rua, no dia-a-dia, nas esquinas, nas padarias, nas casas abertas e fechadas e aonde for. 
 
E os incomodados é que engulam, porque vamos, cada dia mais, viver abertamente como somos. Que venha a Quinzena Biscate de Visibilidade Lésbica e que nunca nos calemos até que seja trivial e fácil ser quem se é gozar como se quer. E, por agora, você pode ir se informando, se divertindo, se antenando nesses espaços virtuais…luz na passarela que lá vem elas:
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