mãe e amiga

Nunca soube quando me dei conta que era bissexual, mas minha atração física desde sempre foi por ambos os gêneros. Já me perguntaram porque me atraem as mulheres, outra pergunta que acho difícil de responder, eu sei o que me atrai, mas porque, não tenho ideia!

Meu primeiro beijo com uma mulher me incomodou, para mim foi tão natural que me incomodou, como assim? O normal é querer homem, será que sou estranha? Uma garota de 15 anos passando por essa reviravolta louca na cabeça! O que fazer? Será que eu sou errada? Já não bastava ser a nerd, a desajeitada nos esportes, a filha de militar, ainda seria a “machona”? Você fica em pânico, quer se esconder… Por muitos anos não assumia minha sexualidade a ninguém, só ficava com homens.

Aí, desabafei com minha mãe, contei para ela, tive medo de sua reação mas ela reagiu como nunca imaginei que reagiria, ela foi a minha companheira! Depois disso, ela se tornou minha maior e melhor amiga. Somos brigonas, mas ela sempre foi meu porto seguro, vejo tantas meninas na mesma situação que eu sofrendo com o preconceito da família. Assumo que sou uma tremenda sortuda, nunca precisei me esconder da minha mãe. Apaixonei por homem, por mulher, conto pra ela, falo e mostro quem é, ela torce por mim.

“Eu amo a minha filha lésbica”

Qual a dificuldade de amar seu filho ou sua filha? Sendo hetero ou homo, não deixa de ser filhx! Minha mãe é moderna, diferente de mães que conhecemos? Sim, mas poderia ser o modelo de mãe que se encontra no cotidiano. Triste saber que amigas minhas sofrem, são expulsas de casa, sofrem coisas piores de familiares intolerantes que não conseguem aceitar e conviver felizes com a diferença.

Ia escrever um post sobre preconceito, mas acho legal falar de como é bom ter esse apoio em casa, uma forma de falar de como a tolerância na família pode fazer bem. Saber que independente de como seja meu dia, independente de como me tratem, cheguei na casa da mamãe, lá eu tenho carinho, apoio, cuidado e um ombro pra desabafar! Sou dessas que acredita que um bom exemplo pode mudar muita coisa, é o exemplo da minha mãe que deixo hoje nessa quinzena da visibilidade lésbica e bissexual.

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Esse texto faz parte da 1ª Semana de Blogagem Coletiva pelo Dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual, convocada pelo True Love

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