Re-Invenção Biscate

Re-invenção: E o nosso clube, vira e mexe, mexe e remexe, tá sempre se transformando. Vem chegando uma ou outra mudança e a gente já fica na maior excitação (hohoho). Por exemplo? Tem bisca-escrevente-fixa nova no pedaço. Fiquem de olho, na próxima quinta, dia 15 de agosto, é a estréia dela. Qué dizê, novata, inexperiente, virgem – no nosso clube – ela não é. Mas tem um glamour em passar a fazer parte das hordas constantes da biscatagem, né? Invenção de letras, trabalhamos.

E mais? Agora, aos domingos, teremos um resgate da semana [a imediatamente passada – porque xs biscxs do nosso clube vez em quando gostam de holofote; e uma visita aos posts da semana correspondente no (s) ano (s) passado (s) do biscate porque águas passadas não movem moinho, mas biscatagis passadas podem mover corações, corpos e mentes]. Invenção de memória? trabalhamos.

Também aos domingos, vez ou outra, pintarão entrevistas bem biscates, porque biscate (se) questiona, duvida, biscate quer gozar e quer saber, né? Se você tem sugestão de pessoas bem biscas, que você gostaria de ver entrevistadxs aqui e pelo clube, mande suas sugestões pro biscatesocialclub@gmail.com. Invenção de perguntas? trabalhamos.

E a última novidade antes do resumão é que estamos pensando em resgatar as semanas temáticas (cês lembram, num lembram, do #AlmaBiscate, #BrasileirãodaBiscatagem e do #ErotismoEmNós que começou com este post da Renata Lins?). tem sugestão de tema? De novo: usa nosso email, tamos aê pra isso, né.

Resumo-da-Semana4 (1)

 Então, vamos à(s) semanas…

04 de agosto – Começamos a semana com o post-convidado da Camila Pavanelli: Imagine e sua pergunta inquietante e necessária: “já imaginou as pessoa tudo vivendo em um país onde os presos são tratados como cidadãos com direitos e não como bichos a serem enjaulados?” Um ano atrás, lá estava a Sara dizendo, enfática: Só Fico Com Quem Eu Quero! “Ser mulher livre não é sinônimo de ser objeto de alguém, muito pelo contrário! Somos donas de nossas vontades, de nossos corpos, não quero ter que me policiar de usar uma calça comprida no calor, quero poder escolher a roupa que eu uso, na verdade, quero viver minha vida sem ter medo de ser assediada na rua, na família, no trabalho ou entre amig@s de minh@s amig@s!”

05 de agosto – O Augusto falando Das Noites Que Encarei Sem Deus, lembrando que “enquanto nós, biscates, estamos por aí borboletando na experiência divina (as que querem, porque pode não querer, não entender, não gostar, ignorar… sei lá…) as religiões, ao contrário, cagam tudo ao querer institucionalizar isso!”.

06 de agosto – Na terça tivemos as Perdas da Silvia Badim, “porque biscate também é ter coragem de mergulhar nesses buracos da gente”. Nesse mesmo dia, em 2012, o Augusto nos trazia a Bisca Millet, pra gente conhecer e se deleitar: “eu fico só imaginando a cara de todos aqueles artistas novinhos, alvos da caneta ferina de Catherine Millet que, talvez tarde demais, descobriram que todos aqueles “va te faire foutre” e “va te faire encouler” dispensados à nossa biscatona foram, na verdade, muito bem recebidos… elogiosos, inclusive. O “mon cul” coletivo deve ter sido impagável! O ahazo daquelas poucas páginas, pelo que li das resenhas à época, serviram para mostrar que o ambiente moderninho da arte francesa do início do novo milênio não era capaz de digerir uma respeitável profissional de meia idade expondo aventuras sexuais que iam da suruba a escatologias ao ar livre em ambientes parnasianos”.

07 de agosto – Na quarta, mais bisca convidada. Dessa vez foi Liliane Gusmão e a memória de um tempo sem Inverno. O que ficou na sua memória? Na memória da bisca, “ficaram as músicas que cantamos e o cheiro da maresia que hoje se misturam em uma sensação de felicidade intrínseca que acho que vem dessa época e talvez até dessa noite em particular”.

08 de agosto – A Niara trouxe mais um capítulo da deliciosa Gramática Biscate, dessa vez se debruçando sobre verbos e conjugações verbais. Como ela lembra bem: “QUERER, na minha opinião, é o verbo preferido das biscates. Bueno, porque sem ele, conjugado na primeira pessoa do presente em alto e bom som, nenhuma mulher é biscate.” E um ano antes? Laralilá, pra comprovar nossa vocação pra transformação, estávamos anunciando outra, Dando Um Trato: “é que estamos, por assim, dizer, trabalhando pra melhor servi-l@. Gente que vai, gente que chega, o clube anda sempre de pernas portas abertas. A partir deste sábado, tudo com cheirinho de estréia: nova colunista, horário de postagem mais cedo: 10horas, uma coluna pornô…”

09 de agosto – E clube biscate se alegra em dias de suruba, nem que seja literária. Delícia de texto de Renata Penna e Sílvia Badim: Latejada: “Volto para dizer que aprendi a deixar doer, e que as dores são adubo para os novos tempos. E esses novos tempos nascem do que eu fui nas noites brancas de lua que dividimos arrepiadas. Assim, sem mais, eles nascem, e você nasce de novo, a cada dia, latejada. E eu não tenho mais medo”.

10 de agosto – Terminamos a semana conhecendo, pelos olhos e lentes de Toni Miotto, a valente Maria Medalha. E no ano passado? Não lembramos, mas temos a intuição de que estávamos biscateando por aí, hohoho…

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