Resumão Biscate

E se hoje é domingo, é dia de biscatagi relembrada, nosso resumão semanal… E, olha, espiando os posts de agosto do ano passado devo dizer que foi uma semana muito, muito inspirada, com as biscates afiadas ao percorrer um caminho que vai da desconstrução da traição até uma inesperada biscatagem cinematográfica com Bond, James Bond.

resumão

A semana começou, em 2013, com a Fome da Raquel e nós salivamos juntos. E o que estávamos degustando nesse dia em 2012 (eu sei, eu sei, piadinha tosca)? Uma conversa boa com a Liliane Gusmão sobre o filme Bonequinha de Luxo: “o filme está cheio de mulheres biscate, que bebem, que fumam, que tem casos extraconjugais, que sustentam seus amantes. Mulheres que não se encaixam no padrão ‘boa moça’, ou ‘mulher de respeito’ de 2012 quem dirá dos anos 60. Essas mulheres estão protagonizando suas vidas e suas escolhas. Buscando a satisfação sexual que a vida dentro dos padrões não lhes proporcionou. O que pode ser mais biscate do que o inconformismo, do que a busca, do que o questionamento, do que a incerteza?”

No dia 13 de agosto de 2013 tivemos o Flerte da Sílvia Badim. E no ano passado a biscatagi também era lírica e poética, com os Impasses da Raquel: “Há muito tempo resolvi dizer o que penso. Não me calo diante do desejo. Então quando hoje verbalizei o “morra!” foi uma forma de dizer que eu desejo que você morra para mim. Dentro de mim. Não para o resto do mundo. Ou materialmente.”

Dia 14 de agosto foi dia de pergunta no nosso clube, a bisca-borboleta indagou: Você Não Acredita No Amor? e foi logo adiantando que ela não acredita não e disse porquê. Em 2012 outra das idealizações românticas estava sendo desconstruída no texto da Sílvia Badim sobre a Fidelidade Biscate: “Porque quando a gente escolhe e – de repente – a gente escolhe, a gente escolhe pelo desejo mais profundo de poder ser. A gente não escolhe porque precisa, porque quer modelo, porque quer segurança. A gente escolhe porque quer ser feliz pelo que vem de dentro. Talvez essa seja a grande vantagem de se relacionar com uma biscate: a gente tá porque quer. Porque a gente sabe que pode não querer, e tudo bem.”

E teve estréia de biscate-escrevente-fixa essa semana, Jeane Melo chegou no dia 15 de agosto com sua declaração de desejo: Você, meu koi no yokan. E em 2012 também rolava solto o desejo, com a intermediação da tela grande, enorme, imensa (ui). Nossa bisca-convidada de além-mar, Teresa declarou: A Girl é Dele! Porque “ao contrário da opinião corrente, James Bond não é um mulherengo nem um D. Juan. É  um homem que gosta de mulheres. Que gosta muito de mulheres.  Não é um abusador, não é  um agressor. Não é violento no contexto de uma relação  amorosa. É um sedutor, mas a sua conduta  nunca é cruel, nunca humilha ou diminui as mulheres. Nunca as rotula.”

Dia 16 de agosto foi dia da Sara falar das suas Perdas. E em 2012, pelo visto, quem tava perdendo era o moço que recebeu recadinho do coração da bisca-borboleta Luciana em sua Carta Aberta (ou melhor, arreganhada): “é assim que partilho minha vida, minha cama, meu corpo: com quem fica feliz por estar justo ali, no meu querer, entre as pernas, no meu riso. Eu nunca andei com balança pro afeto e não me pergunto se você gosta mais de mim. Meu espelho de madrasta da branca de neve já quebrou e deixei os cacos na estrada, refletindo o sol. Não me importo se alguém gosta mais ou menos. O que me interessa é se gosta. Se quer. Se sabe chegar. E, ainda mais precioso, se sabe partir. Se sabe seguir com o coração em festa. Se sabe deixar o meu assim, mesmo que um pouco vazio por uns dias”.

E o nosso clube tem biscate valente, sabida e crítica, ontem a bisca Renata Lins colocou o dedo na ferida da polêmica da Capricho e reafirmou nossos princípios: Biscate é pra tudo. E no ano passado, o que se estava aprontando? A Lis Lemos fazia um mea culpa lembrando os preconceitos que machucam, especialmente as adolescentes com ar biscate ao recordar a Estela: “Os desprezados a xingavam. Para eles, Estela era puta, galinha, vagabunda. Despeito e machismo exalando de poros tão jovens. Os preferidos também teciam comentários terríveis sobre a menina. Machismo daquele tipo que separa mulher pra casar e mulher pra transar. Ninguém nunca quis namorar Estela.”

E já finalizando a semana, enquanto estamos aqui nesse revival interessante e divertido, em 2012, no dia 18 de agosto, a Traição voltava a ser pauta, com Renata Lins e O Nome do Jogo: “Ninguém quer ser “traidor”. Mesmo que o que se chama de traição seja um tipo de honestidade. Com nossos próprios desejos. Com nossa própria integridade, nossa própria liberdade. Que tenha como arcabouço uma ética que não inclua a hipocrisia amorosa. Até porque, né. Nada é assim preto no branco. Tem zonas cinzentas, tantas gradações. Tem os que são, é certo; mas também tem aqueles que talvez. Aqueles que quem sabe. Aqueles que às vezes. Aqueles que não era pra ser, mas. Aqueles que quando viu, já foi. Aqueles que a gente nem viu quando foi. Aqueles que um dia. Amanhã ou depois. E aí, como fica?”

Então amigo/amiga biscate, aproveita esse domingão e mergulha de cabeça nesse baú de biscatagem que, eu garanto, a sua resposta vai ser sim quando, acendendo um cigarro e virando de lado a gente perguntar: e aí, foi bom pra você?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Uma ideia sobre “Resumão Biscate

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *