Água quente, pó de café.

#erotismoemnós #2anosBiscateSC

cf. SANTOS, Welber. Cartas para Raquel. Brasil: BSC, 2013, p.1 e 2

cf. SANTOS, Welber. Cartas para Raquel. Brasil: BSC, 2013

Oi, amor de um monte de jeito,

Dezembro é mês de aniversário biscate, o que não faz de forma alguma com que a distância diminua, mas dá uma sensação de que tudo ficará bem, melhor, mais leve mesmo, sabe?

Afinal foi aqui mesmo, cercada de amigos, onde há um ano nos conhecemos conversando sobre trens, música e sexo. Sobre dormir juntos. Ou não.

Ainda desejo que não passe esse calor, essa ternura, esse tesão que tem nos acompanhado desde que. Pego a próxima rodada de cerveja pra brindarmos e sorrio ao dividir planos. Meus, nossos.

Ah, meu tão querido leitor…

O fato é que foi primeiro aqui e finalmente com você que perdi de vez o medo de me consumir. Quero que você me coma, me ame, me deseje. Me mande cartas, declarações, fotos, lembranças, videos, gemidos. Quero também que me peças. Mais. Mais. Todos os dias.

Ah, seu cheiro, amor… seu cheiro… É, saudades. Muitas.

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cf. SANTOS, Welber. Cartas para Raquel. Brasil: BSC, 2013

Foi também por conta desse aniversário que escolhi escrever sobre erotismo. Em mim. Em nós. E relembrar. Porque todas as palavras sobre o assunto me remetem a você, que é minha escolha até onde pode ser escolha isso de arrepiar pele, eriçar pelos, acelerar o coração.

Você, que me manda cartas lindas, tão lindas…

A sua presença, o toque, o conforto da sua mão no meu corpo todo, do seu olhar no meu corpo dizendo: quero. Da sua língua que cala buscando a minha. Os gemidos que pouco a pouco aumentam e vão substituindo com sei lá o que essa necessidade de contar de amor. Os seus dedos me invadindo  ao invés de digitar esperas. Os meus com unhas pintadas em rubro que alisarão suas costas no depois.

Cafuné.

Aconchego.

Chegar em casa.

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cf. SANTOS, Welber. Cartas para Raquel. Brasil: BSC, 2013

Onde pornograficamente ando nua. Falo palavrão. Gozo gritando e incomodando os vizinhos. Gargalho e choro, meio louca, meio santa, tão puta. Biscate com todas a letras que me cabem.

Porque até nossos tratos, os ciúmes que desafiam o querer, as malas sempre arrumadas para saber mais uma vez que nada disso importa ou deveria importar são carregados de erotismo. Com ou sem clichês. Ainda. Novamente.

É. Somos. Não nos devemos, nunca nos devemos nada e no entanto, ainda quero compartilhar um tanto contigo. Tanto. Que bom ter te conhecido, amor. Como, pois, não comemorar e desejar mais Dezembros?

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cf. SANTOS, Welber. Cartas para Raquel. Brasil: BSC, 2013

Enfim, escrevi só para dizer que continuo querendo dormir e acordar ao seu lado. Te desejando de tudo que é jeito. Mas você sabe, é só por que seu café é muito, muito, muito gostoso…

Bom dia, tesão!

R.

P.S: “Quando Fevereiro chegar…”

 

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