Dia de memória biscate

#MemóriaBiscate #2anosBiscateSC

Do filme “Colcha de Retalhos”. Um filme biscate.

Hoje é dia de memória biscate. E memórias a gente – já – tem muitas, com apenas dois anos. Dois anos de desconstrução e de ressignificação do termo “biscate”, do seu conteúdo, dois anos de afirmação de luta à base de gargalhadas, de copos, de abraços, de choros também, de dores. Falando de comidas gostosas, que a gente também é disso. De futebol, como não. De sexo, todo dia e sempre. Falando e fazendo, quando dá. Ou não, porque tem períodos em que não. Questionando idéias prontas, transformando idéias feitas, questionando, rediscutindo, mudando de posição (que sempre é bom mudar de posição de vez em quando, já nos ensinava o Kama Sutra). Solidificando afetos, que isso também o biscate faz, todo dia. Nosso clubinho só cresce, e se alegra com seus novos integrantes. Com visitantes ocasionais. Com viajantes que passam pra dar um alô. Biscate acolhe, abraça, dá espaço. Clubinho gostoso esse nosso clubinho.

Saboroso, sacana, moleque, maroto, dançarino. Pairando, saltando, roçando, encostando, sentindo, provando, esfregando, gostando, doendo, chorando, abraçando,  acarinhando, gostando de novo. Lembrando.

Lembrando aqui de tanto caminho desde que a Niara e a Luciana tiveram a idéia de criar um blog pra se contrapor à ideia feita, pronta, difundida de que “mais vale uma mulher incrível do que uma coleção de biscates”. Um blog que diz ao se apresentar: “Biscate é uma mulher livre para fazer o que bem entender, com quem escolher e onde bem quiser. Esse é o nosso clube.”   Parece simples? Parece fácil? Pois é luta de todo dia, nesse mundão de meu deus em que tantas mulheres não conseguem sair de casa sem autorização do marido ou do pai; não conseguem usar a roupa que querem, namorar a pessoa que querem, dançar no passo que desejam, cantar a melodia que lhes apraz. O Biscate é um espaço, que a cada dia reafirma a necessidade de estar e de dizer. De dizer contra quem machuca. Às vezes com palavras que parecem pequenas e simples. Que parecem quase nada. E escondem tanto. A gente precisa dizer muito, dizer sempre, dizer de novo.

Viva o Biscate. Longa vida ao Biscate. Que venham muitos textos, muitas fotos, muitos encontros, que a rede que a gente tece vá ficando cada vez maior, que os fios cheguem em mais lugares, que venha mais gente conversar e pensar junto e gargalhar e cair no choro e dançar com a gente, até que a gente possa, um dia – quem sabe? -, esquecer que o Biscate surgiu porque tinha gente que achava que uma “mulher incrível”  vale mais do que  uma penca de biscates. Um dia em que essa afirmação não faça mais nenhum sentido. Porque, é claro, biscates são mulheres incríveis. Desculpaê. Mas é isso, eu tinha que dizer, né?

 

 

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