Intimidade, Casas de Swing e outras ferramentas de busca

Então fui para o Rio. Bom, bom, bom. Bom, nada! Deliça! Cremosa! Catupiry da coxinha! (Re)encontrei muitxs que amo. Tomei todas. Curti o que em proposta tinha feito ao moço:- vamos brincar de lua de mel? Santa Teresa. Ai, ai.

De lá trouxe comigo para essas paragens nordestinas e com sol de rachar o quengo, lembranças de risadas, alguma saudade apaziguada, intimidade renovada, esse homem moço que tenho amado em encontros e várias cidades e uma gripe inconveniente que me derrubou de forma retumbante.

Pois é. Ainda consegui trabalhar a manhã de sexta. Só. No meio do dia a gripe, única companhia que não solicitei me obrigou a buscar o telefone da farmácia. Imaginei congelar embaixo do endredon enquanto uma vergonha sem tamanho me invadia. Cadê glamour, Brasil?- Clamei em desespero enquanto me esvaia em fluidos corporais diversos, porque obviamente também menstruei assim que o avião pousou. Se dramaticidade pede sangue então o quadro estava completo.

sangue e neve

Só sei que foi assim…

Não, não é engraçado. Imagine imaginar idílios românticos e só conseguir tossir e tremer. Nada de tremidinhas das boas, quem dera, mas daquelas que vem acompanhadas de catarro e da sensação de ter sido atropelada por elefantes azuis do alto Himalaia montados por freiras cotós bordadeiras. Porque obviamente delirei um pouco. Também.

“Enfim sós” é o caralho. Meu nome é Zé Pequena!

- Me deixa morrer, porra!

Me deixa morrer, porra!

Daí. Culpa. Culpa. Culpa. De não me sentir sexy, de não sentir um tico de tesão enquanto penso que vou morrer (lembro da personagem de Capitães de Areia e resmungo Jorge, mesmo Amado), de não conseguir levá-lo para (re)conhecer a cidade. De não. Tosse. Febre. Culpa. Culpa. Tosse. Febre. Sinfonia dos infernos.

- No céu tem pau, mamãe? E morreu.

No céu tem pau, mamãe? E morreu.

Obviamente essa não sou eu. Aquela. Biscate. Biscatona de marré descer. Lembra?

Então.

Toalha molhada na testa. Afago. Café feito. Trilogia que começou com trenzinho assistida na cama. Conchinha. Delicadezas cotidianas. Melhoro um pouco. Feira. Xarope. Paciência. Enrosco. Essas coisas que recitadas juntas quase podem ser chamadas de intimidade.

De repente. Desejo. Tesão. Tesão. Tesão. Sexo de imaginar estrelinhas na voz dele. No sotaque dele. Ai, ai. Again.

E as casas de swing do título? Nem te conto!

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