Coletivo de biscate é amor!

Niara e Luciana

Niara e Luciana

Sim, biscate já pressupõe um coletivo, e um coletivo de amor. Porque nós gostamos mesmo é de nos misturarmos uns nos outros. Da possibilidade de encher os olhos e o peito de amor e de transbordar sem medo, sem receio, sem pudor. E a gente transborda.

Luciana e Silvia

Luciana e Silvia

Luciana e Renata Lima

Luciana e Renata Lima

Biscate se junta para espalhar amor. Para somar. Para se divertir na mesa cheia do bar, por entre os olhares curiosos para o coletivo esparramado de risadas e cumplicidades. Biscate tem as mãos cheias, a disposição farta, o riso solto, grande, abrindo os braços para a vida. Para o que vem, e quem vem.

Não nos interessa o pouco. O contido. O padrão. O padrão nosso a gente mesmo desconstrói, sambando em melodias rasgadas e fora do compasso. Samba de biscate é samba de liberdade, que não obedece à cadência da bateria nem ao passo da comissão de frente. É samba vasto de cantar abraçado e sentir o corpo do outro, e o seu próprio, no ritmo do pulso que vem de dentro.

Renata Lins e Augusto

Renata Lins e Augusto

Renata Lins e Luciana

Renata Lins e Luciana

Augusto e Jeane

Augusto e Jeane

E o que importa se formos alvo do apontar de dedos? Biscate não precisa de compreensão, porque biscatear já é nadar contra a corrente dos julgamentos sociais. E trazer em si, para semear aos ventos, o espírito livre do amor, o lirismo dos bêbados, a lucidez dos loucos, a incoerência dos filósofos, a falta de senso comum, a individualidade acolhida, o remelexo nos quadris, a possibilidade de ser o que se quiser ser.

Augusto e Niara

Augusto e Niara

 

Augusto e Silvia

Augusto e Silvia

 

Luciana e Raquel

Luciana e Raquel

 E assim a gente vai se acolhendo nesse amor indefinido e vasto, nessa família que se expande pelo Brasil afora, que se quer junto, que suporta o peso das injustiças sociais e políticas com cheiro de perfume, buscando a revolução que se faça pelo amor e pela liberdade. Pela voz das minorias travestidas em respeito e igualdade. Pelo direito de dispormos sobre os nossos corpos como bem quisermos, com quem quisermos e seja lá como inventarmos. Pela luta contra o machismo e a opressão sexual. Contra a homofobia, a transfobia, a gordofobia, e  quaisquer padrões engessados impostos aos nossos corpos.

E assim segue a nossa luta para que todos tenham liberdade sexual e afetiva garantida  pelo Estado e respeitada pela sociedade. E a nossa luta é assim, cheia de amor e tesão, porque de outro jeito a gente não sabe.

Jeane e Luciana

Jeane e Luciana

Silvia e Renata

Silvia e Renata

Vem junto pra caravana biscate!

 

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13 ideias sobre “Coletivo de biscate é amor!

  1. Acho total lindo. Total a gente.
    E, ao mesmo tempo, filha dos rescaldos dos anos 60 que sou, me espanta: o que, em 2014 – 2014! – a gente ainda posta foto de “selinho” e é acontecimento?
    O mundo gira… vai e volta… ondas….
    Beijo, Silvinha! 😉

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