Um livro como uma mulher

Tinha dito à Niara que não ia mais escrever sobre o livro. Afinal, a Fal (a Fal!) já tinha escrito o que precisava, aqui. E eu fico até meio sem graça de escrever depois dela. Mas aí bem tava com vontade. Porque o texto já tava meio andado na cabeça, sabe? Meio escrito. Gestado pela metade. Então vou.

O texto falava do livro da Rita, da Lu, da Joana, Contos do Poente, como uma mulher. Era esse o mote. Um livro como uma mulher. Que é meu jeito de ver o livro.

Uma mulher de cabelos soltos: cabelos livres. Cabelos se espalhando pra todo lado. Cabelos como a imagem da liberdade dessa mulher, talvez mais pra calada, às vezes meio contida: cabelos que desfiam histórias, que desenrolam novelos-vida. Cachos. Debaixo dos caracóis. Ah, Roberto. Tanta história pra contar. Mundos distantes. Soluços. Vontades.

A mulher é pintada em cores fortes, como os textos da Lu. E as cores não vou escolher, deixo pra vocês que estão lendo e imaginando. Cores de olhos, de cabelos, cores de braços, de tornozelos. Só digo uma coisa: o vestido dela era azul. Azul da cor do mar, azul da cor do céu. Azul é a rainha que nós vamos coroar. Contra-mestra. Azul.

No pescoço, um fino colar. Pérolas pequenas, quem sabe. Ou ainda um camafeu, preso com uma tira de veludo. Delicado e precioso como os textos da Rita. Precisas miçangas. Sutilezas. Bordados. Semeaduras. Doçuras. Como só a Rita sabe.

Mulher com brinco de pérola

Mulher com brinco de pérola

Depois tem as mãos, que se movimentam à medida em que ela conta histórias, que ela dança… as mãos que dançam também, que cantam. Os cabelos. Os olhos. Os meandros. Como os desenhos-riachos da Joana. Que acompanham a melodia, que complementam, que fazem parte do contar. Contar de rodas, de cirandas, de cantigas.

Um desenho da Joana, pescado no mar virtual

E essa história da mulher que era um livro, um livro de mulheres que se encontraram nesse mar virtual e que escreveram e desenharam esse livro de histórias de mulheres, acaba com um convite que é o meu. Porque já teve lançamento do livro em Fortaleza, em Floripa, vai ter em Sampa e, logo depois, aqui. No Rio. Na Livraria Folha Seca que é do amigo Rodrigo Ferrari mas é também patrimônio de todo mundo que gosta de livro. Uma livraria de quem gosta de livros: não tem lugar melhor pra lançar esse livro. Eu, pelo menos, acho que não tem. Do alto de toda minha isenção.
A Rita e a Lu vão estar lá, a Niara vai também, eu não perco por nada, e um monte de biscos e biscas tão chegando pra aparecer no lançamento que é festa. O Dodô prometeu aparecer pra contar umas histórias do livro, daquele jeito Dodô de ser que se vocês ainda não viram tem que ver. É lançamento, e encontro, é festa. É sábado que vem. Vai ser bem lindo, eu acho. Vocês, é claro, tão todos convidados. Por mim, que nem sou dona da festa, mas já me sinto. É da Rita, é da Lu, é da Joana que eu nem conheço mas já: é da gente, né? Bora lá?

Lançamento Rio

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

7 ideias sobre “Um livro como uma mulher

  1. Pingback: Luciana Neponuceno | Biscate Social ClubBiscate Social Club

Deixe uma resposta para adrianne Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *