Não basta ser biscate…

Daí que não basta ser biscate, temos que acordar de ressaca e depois de recolher a calcinha vermelha pendurada no lustre da sala há mais de duas semanas, nos deparar com “instruções” pra sermos uma  das tais “mulheres de verdade” compartilhadas por gente que até gostamos e tal e coisa e coisa e tal… ah, o facebook… essa rede social tão marota, tão fofinha, tão meiga, tão… tão…  que século  é hoje mesmo, caras colegas de auditório?

Então… como “lhedar”? Simples! Aumenta o Chopin do teu radinho e vamos analisar com profundidade e espírito científico, além de muita galhardia mais essa pérola de sabedoria “feminina”, que “bombou” em muita TL antenada e cult poraí.

Comecemos, pois…

Biscate

Já de cara, reconhecemos a tal da “mulher de verdade”, esse ser mitológico que dizem ter a capacidade sobrenatural de gozar enquanto lava a louça, aspira o tapete e lê Proust em busca de conselhos para agradar o homem que chama de seu e que neste momento ronca num imaculado sofá branco futurista e de grife, comprado por ela com o salário recebido no emprego que “desempenha” com um sorriso cândido nos lábios e apenas nos intervalos dos seus oito partos, todos naturais e assistidos por freiras cotós do alto Himalaia e onde ela aproveita pra também fazer as unhas e mais uma lipo.

Notem o vestido vintage, o look new vitoriano chiquérrimo, coisa phyna, clássica e vendido em qualquer loja de departamentos pertinho de você… apreciem com emoção esse ar de desconsolo levemente chocado, mas jamais histérico, depois de saber que a vizinha lê esse site wândalo…

Mas enfim… como diz o muso Amaury Júnior… vem comigo… que o negozi só faz é melhorar com o texto. Ah, o texto…  Adelante!

“Mulher inteligente não usa o corpo, usa a mente (…)”

Óbvio, né? Porque o cérebro não faz parte do corpo e fazemos sexo por transmissão de energias cármicas, sem trocas de fluidos de espécie alguma, coisa que sabemos completamente anti-higiênica e manchadora de nossos lençóis egípcios de 56789088976786 fios… técnica essa que é milenar e aprendemos lendo a revista Nova enquanto rezávamos o terço da Virgem de Guadalupe.

“(…) Não precisa de roupas curtas, falar alto, ficar bêbada e dançar até cair (…)”

Não precisa, Brasil! Ainda bem. Já pensou que horror se divertir? E com “ças coisas” de vadia?

“(…)Não se desrespeita, não abre mão de si e nem de seus princípios para prender alguém (…)”

Muito complexo. Lembrete: pedir a Mãe Jussara pra desfazer aquela amarração queu fiz pro bofe magia vir nimim.

Próxima.

“(…) Sabe que sua beleza é apenas reflexo de seu conteúdo e de todo seu eu (…)”

Amo muito tudo isso. Todo meu eu é aquele negócio do fundo do âmago do meu ser enquanto pessoa verdadeiramente verdadeira, né? Enfim…

“(…) Sabe a diferença entre ser sensual e ser vulgar (…)”

Obviamente. Ser sensual é dançar na boquinha da garrafa, já ser vulgar é cantar Núbia Lafayette no karaokê da Lagoa depois de chafurdar na lama com dor de cotovelo. Bem que Mãe Jussara me avisou…

“(…) Sabe o que falar. (…)”

Se eu quiser beber eu bebo… se eu quiser fumar eu fumo…

“(…) Sabe deixar saudades e que a sua presença seja notada, não porque seu corpo está a mostra, mas porque tem presença, é decidida, sabe o que quer e o que merece.”

Neste momento fechei os olhos, respirei através da luz que irradia do âmago no fundo, bem fundo do fundo do meu ser e deixei que ela me inundasse de neon fluorescente pink , dei uma última agachadinha na boquinha da garrafa, lancei um olhar Paulo Ricardo 43, joguei  o cabelo e gritei: beijoooooo, me ligaaaaaaaaaaaaa!!!

Porque né?

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7 ideias sobre “Não basta ser biscate…

  1. Perfeito, perfeito, perfeito!!!
    Decididamente “(…) Não precisa de roupas curtas, falar alto, ficar bêbada e dançar até cair (…)”
    Eu não faço porque preciso.
    Faço porque quero mesmo!!!!

    Beijos biscates.

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