Fica a Dica

Por Ânderson Luiz Galdino Rodrigues*

Há alguns dias descobri que um amigo da família está com mal de Parkinson. Ele não deve ter 50 anos, tem filhos dos quais só se tem notícia de que são seu orgulho, vive um casamento aparentemente feliz de muito tempo. Uma pancada dessas levanta questões sobre a justiça da vida. Bom, minha conclusão, já de há muitos anos, é que não existe justiça ou injustiça nos acontecimentos que nos atropelam. Não dá para viver esperando que nossas ações nos trarão alguma recompensa neste ou em algum outro mundo. O máximo que dá para fazer é: viver, amigos e amigas. #ficadica

dica

Tenham orgasmos, sozinhos ou acompanhados, por uma ou mais pessoas, do mesmo sexo e/ou do oposto. Gozem por onde vocês quiserem. Mas estendam a gentileza de ter suas vidas sexuais fora do controle público aos outros. Não odeie nem ensine a odiar. O que você ganha com isso? Não odeie nem mesmo o Felipão, que convocou o Henrique no lugar do Miranda. Já que falamos de Copa: torça se quiser, grite se quiser, festeje se quiser. Mas não dirija ressentimento a quem quer se fazer ouvir e ter seus direitos assegurados mesmo nesta hora. Não me venha com o papinho de “odeio o pecado e amo o pecador”. Esse não cola. Não se importem com a opinião dos outros. #ficadica, again

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Dêem o braço a torcer, caramba. Apesar do que a expressão possa dar a entender, não dói. Deixa eu contar um segredinho: aquele chefe daquela empresa na qual você se mata de trabalhar está cagando e andando para você. Dêem um jeito de serem felizes. Se preocupem menos com regras gramaticais e mais com fazer do mundo um lugar do qual quem vier depois de nós não sinta vergonha. Estejam prontos para redescobrir o amor aos 30, 40, 50. Diabos, estejam prontos para redescobrir o amor aos 60, como minha mãe acaba de fazer. Não sejam tão duros com o funk. Mordam mais bochechas. Vejam mais filmes de artes marciais da Tailândia. E saibam que, quando a hora chegar, a única coisa que a gente vai querer por perto é um montão de gente querida pra dizer: “mas já vai? fica, vai ter bolo”.

PS: quando chegar a minha hora, eu quero que o meu caminho para o crematório seja feito desse jeito aí. Se virem 😉

Z144vmkx*Ânderson Luiz Galdino Rodrigues tem um nome grande que ficaria bem em um cartaz de filme mexicano, mas resolveu trilhar um caminho diferente e trabalhar no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Entre um desastre e outro sobrevive de uma dieta de filmes, quadrinhos e música que não é recomendada para os fracos. E tem um poder mutante, o de escolher sempre o caminho mais longo, que ele ainda não descobriu como, mas um dia vai usá-lo no combate ao crime.

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Uma ideia sobre “Fica a Dica

  1. Dede, adoro esse blog, mas gosto mais de você! Seu texto é lindo, te espelha. e, por falar em lindo, vc ficaria mais bonito sem bigode! Mas já que seu texto é sobre leveza e tolerância deixarei isso para um próximo almoço de domingo. Como fico feliz com essa sua flexibilidade ao enxergar a vida, isso é tão poético, torna tudo tão mais leve e feliz. A minha essência sempre foi essa, mas Tenho me esforçado cada dia mais para ser mais leve e tolerante, e como isso faz bem!! Bjo!

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