De pulos e desordens

De pulos e desordens.

Poema incógnita rachado por dentro. Porque o querer é cheio de desordem.

pulos

De pulos e desordens

E eu que nada sei
Como posso juntar-me a ti?
Ergo os braços
Rendida de mim
Adormeço
Entre escombros e feridas
Ungida
Recolho-me
Como posso juntar-me a ti?

—-
E no salto
Esse nada que me acolhe
Em incertezas e clarezas
Rangidos distantes
Corte no pé
Que cintila vermelho
Na sombra que reflete
Os teus olhos profundos

Colada a tua desordem
O meu corpo nu
As minhas pernas bambas
Inseguras
Firmes de mim
Digo: tenha silêncios
E braços largos
Para o susto veemente
De estarmos vivas
No pulsar constante
Desse querer vasto que nos une

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