Dicas de leitura: escritoras pop da atualidade

Tess Gerritsen, Gillian Flynn, Liane Moriarty.

Duas estadunidenses, uma australiana. Todas, mulheres escritoras pop da atualidade.

 As obras das três tem me cativado nos últimos meses. De um estilo mais pop, menos lírico, todas me surpreenderam positivamente.

 Tess Gerritsen é autora de thrillers de suspense médico-policial, uma linha que gerou inúmeras séries de TV, de relativo sucesso, como Bones, Crossing Jordan e Body of Proof. A dupla detetive/legista de Tess Gerritsen, Jane Rizolli e Maura Isles, também virou série. Já falei sobre os livros e a série no Blogueiras Feministas.

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 Além das obras com a dupla Rizolli&Isles, Tess escreveu várias outras obras, suspenses médicos, que tem em comum o fato de apresentarem as mulheres sob uma perspectiva forte – seja positivamente ou seja como vilãs bem construídas. Nos últimos livros da dupla eu senti que ela anda ‘escorregando’, não está sendo fácil manter o nível, mas ainda vale a leitura.

 Um dos meus favoritos é “O Jardim de Ossos”, de 2007, publicado no Brasil em 2009.

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 Gillian Flyn, autora de “Garota Exemplar” – Gone Girl, e outros três livros, tem um estilo mais marcante, mais sombrio. Não à toa, Gone Girl virou filme, pelas mãos de David Fincher, com estréia prevista para 03 de outubro (mal posso esperar, a escolha de elenco  me pareceu fantástica! Rosamund Pike se encaixa perfeitamente na minha imagem da Amazing Amy, e Ben Affleck, bem, ele pode surpreender )

 As personagens, boas ou más, são mulheres, que falam sobre outras coisas além de homens e relacionamento – mas também sobre. Há acusações de misoginia (cuidado! o link contém spoilers) quanto ao enredo de “Garota Exemplar” – eu não vou dar spoiler, o livro é muito bom e merece ser lido até o final, para que cada um pense por si. A autora falou sobre isso aqui, e apenas digo que EU não senti isso na obra.

 Já Liane Moriarty, autora australiana com poucas obras traduzidas no Brasil, entre elas “O Segredo do Meu Marido”, foi a mais recente descoberta, e da mesma forma que as outras escritoras, me conquistou por apresentar personagens complexos, nada maniqueístas, ainda que, obviamente, em um cenário muito restrito da alta classe média de Sydney, Austrália.

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Em “O segredo do meu marido” a autora liga três histórias em um final que é meio anticlimax, mas ainda assim, interessante.

Já em “As lembranças de Alice” (disponível aqui para download)  desta vez contado sob três perspectivas, a de Alice, dona-de-casa perfeita do subúrbio, sua irmã Elizabeth, que não é assim tão “perfeita’, e a avó postiça, Frannie. A história nos é apresentada gota a gota, e se no começo lembra muito algo bem “água com açúcar’, aos poucos se revela mais como o filme com a maravilhosa Juliette Binoche, “A vida de outra mulher”.

Como disse o Lucas Salgado sobre o filme, e serve também para o livro: “É sobre a vida de uma pessoa que toma rumos inesperados por ela própria. É sobre reencontrar o caminho desviado e reconstruir as relações perdidas.”

 Ainda assim, apesar da falta de diversidade em todos os livros – quase não há personagens negros, latinos, que dirá indígenas ou aborígenes, não há personagens homossexuais ou trans* – ainda são leituras interessantes.

 Aceito dicas de livros – especialmente que possam ser baixados no Kindle! Que possam suprir essa lacuna, bem como autoras brasileiras e latinas.

 Em outra oportunidade, vou falar sobre o que achei do livro da Maria Dueñas!

 Bem, por hoje é isso!

 Abraços para as biscas-leitoras!!!

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