De que jeito

Tá no final desse ano com jeito de que que não vai acabar e eu só queria isso: que se definissem menos regras para os outros.

Menos regras. Menos “assim está certo, do outro jeito está errado”. O jeito é o jeito de cada um. O gosto é o gosto de cada um. Com quem, como, onde? Quem sabe é você. Quem sabe é quem está com você. Na primeira, na segunda, quando? Quando quiser, quando der vontade, quando for, quando acontecer. Assim, assado, cozido? Temperado?Oceânico, matatlântico, desértico, escaldante? Embriagado, alucinada, descolado, incorporada, acoplado, fantasiada? Quem sabe é você, quem sabe é quem está com você.  Salgado, doce, azedo, amargo. Agridoce. Picante. Um com outro. Com outra, com outros.

Antes, depois, durante e até. Por cima, por baixo, pelo lado, pelo meio. Pesado, leve, suave, intenso, macio, áspero. Molhado, úmido, seco, ensaboado. Deslizando, empurrando, pegando, inserindo, encostando, roçando, esfregando, alisando, lambendo, chupando. Mordendo, beliscando. Apertando. Recebendo, abrindo, ampliando, ajeitando, acolhendo.

Parando…

De novo, mais forte, mais rápido, agora não, espera, agora vai. Se quiser. Onde quiser. Quando quiser. Aí também, mais por aqui, do outro lado, agora vira, faz assim, é isso? Não diz nada, deixa que eu chego, fecha-o-olho-e-abre-a-boca. Ou fecha a boca, abre os olhos, sei lá. Sei lá. Apenas. Talvez. Quem sabe. Quem sabe é você.

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