Rabo

Uma coisa que ela gosta: o cheiro na cama. Nos lençóis remexidos pelo sexo que se dorme a seguir. Odor do esperma. Do liquido morno que saiu da sua buceta em gozo. Suor, suor, suor. Saliva. Enfia o nariz, inspira a lembrança, exala desejo. Seu corpo vai acordando. Querendo. Ela se mexe e sente o corpo dele encostado em suas costas, o respirar compassado, a mão descansando embaixo de um seio. Ri um pouco, ele só com a camiseta do pijama, ela mesma nua. E tantos lençóis. Depois da cama, o mundo, o frio, o dia. Mas ainda não. Agora não. Agora ela esfrega a bunda nele. Roça, roça e sente. O pau lateja. Bom. De novo. Ele resmunga. Ela empurra a mão dele pelo corpo até que chegue entre suas coxas. Dedos entrelaçados brincam com seus pelos, separam os lábios, enfiam-se no úmido. Um gemido, ela não está bem certa de quem. Mexe o corpo pra facilitar o acesso. Mais fundo. Mais molhada. Os dedos, mais despertos que o resto dele, brincam. Passeiam. Tocam. Esfregam. Ritmo. A outra mão, como ignorante do que a direita faz, belisca os mamilos que alcança. Ela estende os braços sobre sua cabeça e puxa a dele pra si. Me lambe. Me morde. Ele lambe, do ombro ao pescoço. Morde a orelha. Volta ao pescoço alternando beijos, mordidas e pequenos sopros. Ela empina a bunda contra o pau duro enquanto impulsiona o tronco pra frente. Ele aproveita pra chupar, firme, suas costas. Ela sente tudo, o roçar áspero nos seios, a língua provando a pele, o pau pressionando o rabo, os dedos no vai e vem, dentro, mais, forte, sim, sim, sim. Pequenos estremecimentos. Ela arqueja, respira pela boca, os olhos mais abertos, o corpo mais mole, a buceta em pequenos espasmos. Prazer. Não há dúvida, agora, que estão acordados. Excitados. Ela sente o corpo entre a satisfação e a fome. Mais? Mais. Em um movimento ao mesmo tempo íntimo e brincalhão, ele enfia os dedos mais fundo e depois os retira, devagar, esfregando o molhado da buceta ao cu. Ela aproveita a posição do corpo, pernas entrelaçadas, quadris se esfregando e troncos distantes pra inclinar-se ainda mais em direção à gaveta da mesinha de cabeceira. Camisinhas, camisinhas, ela sussurra, eles riem, creme também – ele diz. A voz, as palavras, os sentidos implícitos, tesão, tesão, tesão. Ela pega a camisinha, não rasgue com os dentes, ela sempre se diz, mesmo que esteja com pressa, com vontade, ah, que vontade de ser enrabada. Agora é a intimidade construída e repetida feito movimento, camisinha que colocam juntos, o creme com que ele a prepara, as mãos levantando as nádegas, afastando, devagar – ele diz, sim, devagar – ela concorda, mas empurra o corpo em direção ao dele. Ele geme, o pau ocupando os espaços apertados que se moldam conforme o avanço. É quase dor, só não sabem de quem. Sabem tão pouco naquele momento. Quase não sabem a música que começa, repentina, no rádio despertador. Quase não sabem os ruídos abafados de alguém acordando no apartamento superior. Quase não sabem o sol sem calor que atravessa as cortinas. Quase não sabem os lençóis em desalinho já desnecessários. Sabem o gosto de pele, sabem os sons dos gemidos, sabem pedaços do outro entrevistos nos movimentos. Sabem em mãos que puxam, empurram, exploram, apertam, esfregam. Sabem em ritmo, suor, sons dos corpos que se atritam e se encaixam. Sabem em tesão no pau que lateja no ir e vir de ocupar o rabo e no rabo que se abre em aceitações. Ele para. Respira mais fundo. Ela geme um pequeno protesto, ele volta a deslizar as mãos sem rumo pelo corpo dela. Ela suspira. E se mexe. Mais. Assim eu vou gozar, é ele que protesta, como quem gosta. Ela firma as pernas segurando as dele, move o braço pra trás e crava as unhas na bunda dele, faz do corpo um arco, onde os pontos de encontro são o quadril e o pescoço – que ele suga já meio fora de ritmo. Eu te sinto. Duro. Dentro. Assim? Assim? Sim, sim. Vem forte. Vem mais. Goza. Goza. Goza. Gozam.

rabo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

8 ideias sobre “Rabo

  1. Uau. Calor. Desejo. Molhado.
    Deu vontade de sair do trabalho e arrastar o marido para o motel, agora. Rapidinha de horário de almoço.
    Voltar de pernas bambas.
    Vixi.
    Arrasou, gata.
    😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *