Não Pode ou Um Dedo Sempre a Postos

não pode

Não pode sentar de perna aberta.

Não pode dar de quatro.

Não pode andar de roupa curta.

Não pode gostar de ser chamada de cachorra na hora do sexo.

Não pode trepar sem ser casada.

Não pode estar em um relacionamento hetero e se sentir bem.

Não pode ter sexo casual, é coisa de vadia.

Não, não pode mesmo ter sexo casual, é coisa de mulher que agrada ao patriarcado sem saber.

Não pode sair sozinha pra beber.

Não pode estar em uma relação a três, a quatro, a muitos.

Não pode ter pau.

Não pode esconder seu pau e “fingir” ser mulher.

Não pode não ter peito.

Não pode colocar peito.

Não pode esquecer de cuidar do seu corpo.

Não pode ter prazer em mudar o seu corpo.

Não pode gostar muito de sexo.

Não pode gostar de dar o cu.

Não pode tocar sua buceta.

Não pode tocar o cu do parceiro.

Não pode gozar.

Não pode querer agradar.

Não pode gostar de dominar na cama.

Não pode gostar de ser submissa na cama.

Não pode gostar de variar, inclusive, quedê sua coerência?

Não pode, não faça, não pode, não seja. Escolha sua cartilha e se atenha a ela. Não, seu desejo não é desculpa. Não, sua vontade não é motivo. Não, seu querer não é legítimo. Estamos todos prontos pra te julgar. Lá e cá. Todos os dedos prontos pra apontar. Ei, pera, o que você está fazendo com meu dedo apontado? Para já de chupar meu dedo. Para, para de lamber meu dedo, assim, assim, sugando, chupando, mordendo. Para, para de se esfregar no meu dedo, ai, ai, para de enfiar gostoso meu dedo na buceta molhada, assim, um, dois, roça, roça, mais, mais…

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