Uma Noite

Ele não é meu tipo, não sou fã de caras bonitinhos, rostinho de menino. E foi o que disse quando o conheci, que não dava tesão nenhum. E não foi que o convívio realmente deu tesão? Depois de um dia de convivência, pensávamos tão parecido, dava pra ficar horas conversando. E, nesse meio tempo, era encostar que dava choque.

Primeira transa, segunda e acabou, vamos manter a amizade. Mas é chegar perto, sai faísca. Uma certa noite, não aguentei, o sono destrói meu bom senso, não tirava os olhos de sua calça. É tão nítido algumas lembranças das noites anteriores. Lembrei que o cheiro dele me excitava, como sua pele era macia de apertar, o toque de suas mãos.

Resistir a algumas tentações, agir como amigo, fingir que não tem tesão nenhum entre a gente, “ultrapassamos esse momento da amizade, somos como irmão e irmã”. A quem eu engano falando essa mentira? É só olhar pra mim e qualquer pessoa nota como me sinto.

Voltando àquela noite, senti em minha boca o gosto de seu pau, a suavidade da sua mão acariciando meus peitos e minha bunda. Lembrei o som dos seus gemidos no meu ouvido, lembrei do seu beijo e foi difícil segurar, ele sabe que ainda o desejo, um desejo que vem quase de uma identificação, como se ele fosse minha versão masculina. É como se, até quando discordássemos, nos entendessemos.

Nessa noite, na minha cabeça, escondido, me perguntei o que faltou pra dar certo. Ele seria quem eu queria ao meu lado, sem cobranças, sem obrigações. Aquele companheiro de todas as horas, ombro pra chorar, namorado pra passear nas noites de lua. Fiz minhas fantasias e, naquela noite, sonhei com ele, na hora em que dormi. Acordei e fui viver minha vida.

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