Dá cá um abraço, amasso!

Abraço.

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E calor. De corpos. De pele. Peles. Já pensou, imaginou, masturbou, tocou, gemeu sobre este instigante tema da humanidade, o abraço? Porque o que é um pau numa buceta senão um abraço. Ele rijo, ela molhada. Ele lá, ela lá, pinto, vulva, cacete, xoxota, molhado, molhada, entumescidos, clitóris, babas, gozos, abraço. Não é um tipão de abraço, este aí?

Sem contar que num tem analogia mais brincante que o cu abraçando o pau, apertando, doendo de amor, tem? Pode ter malabarismo, gel, suores, odores, mas tem lá um quê de abração, gostoso, forte, imantado. A cabeça da gente funciona aos abraços, imagino.

E tem abraço que é capô com  capô. Aquele encontro de formas, exuberares, toques, avessos, esfrega, fricciona, ama, clama, vexama, denguinho, abraço, abraço, abraço.

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Esse mundão todo devia era abraçar mais e falar menos. Porque a gente quando fala esquece de ouvir. E quando abraça, o abraço, o abraço, só tem calor se for entrega, sem protocolo, aperto, saudade, vontade. Desejo do calor do afago, do carinho recíproco, do amor que nasce de corpos que se aquecem. Abraço não tem gênero: no futebol, na cama, no boteco, na rua, na varanda, na esquina, no meio, no fim, no começo, no fim do entrevero, no começo da paz, nas intermináveis dessolidões tão importantes. Me abraça, abraço, abarco. Abarcar. Acalento, acalanto, acalentar, abraçar, canto.

Sem contar que o beijo, a língua na língua, a língua no falo, a língua no grelo, a língua no ânus, a língua no amor, a língua a milanesa num balcão de bar: quem é que não tem, na ponta das línguas, um abraço?

É isso, biscate é abraço.

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2 ideias sobre “Dá cá um abraço, amasso!

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