Dessas intimidades

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Estiro-me. Lentamente vou sentindo seu corpo no meu. Cada pedaço se enroscando nos meus poros. Dormir junto é intimidade dessas poucas. Depois do sexo os corpos se afagam. Sol na areia depois do banho de mar. Mais um pouco. Seus seios nos meus. Sua língua cansada com meu gosto. O sabor dos nossos gozos. O cheiro de sexo que esfumaça o ambiente, junto com as taças de vinho vazias do lado da cama.
Depois. Ainda tem mais. Eu sonho com água e meu corpo relaxado se deixa levar pelas ondas. A gente flutua. Sinto sua respiração profunda de inconscientes diversos. Você acorda assustada e diz que sonhou algo ruim. Eu te abraço sem abrir os olhos e enrosco minha perna na sua. O silêncio da madrugada e a lua na janela. Pouca luz e não ser a lâmpada que ficou acesa na sala. Sem querer adormecemos. Nessa nossa rotina de sono e amor até mais tarde.
Partilhar o sono é intimidade dessas poucas. A madrugada é longa e o sono é uma entrega. Entrego-me fazendo casa no seu colo. A entrega é macia. Minha pele na sua. Arrepio. Você acaricia meus cabelos, me embalo de preguiça. Aconchego. Mexo-me quase sem querer, nessa dança que vamos tecendo pelas horas dormentes. Você fala coisas que eu não entendo. Sempre cabe mais.
Partilhar os sonhos é intimidade de entrega. Conversa de corpos em correnteza que não se governa. Redemoinho adentro. Coração afora. Embarcação quente que parece proteger tudo dos pingos lá de fora. Você puxas as cobertas. Eu me aperto no seu corpo nu. As mãos dentro do peito. Mais um dia que vem.
O despertador toca sorrateiro. Sempre é de repente. Só mais cinco minutos. Beijo sua boca com gosto de sono. Os travesseiros caídos no chão. Um abraço que me engole e me espreguiça. Bom dia meu amor.
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2 ideias sobre “Dessas intimidades

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