Quebra-cabeça

Sempre tem aquelas coisas… que… tipo… quando eu preciso me concentrar e o cara tá precisando escutar Ramones. Ou quando eu preciso acender vela preta e chamar o capeta e o cara tem que escrever relatório. Ou quando ele sai para trabalhar e eu acabei de tentar dormir. E aí… cara… todas essas coisas também são o que dá uma vontade danada de…
E tem aquela música, que já foi nossa, e fala de carinho vindo em forma de tapa e eu não acho isso nem um pouco feminista.
E eu sou muito da feminista, viu?
Nem ouse.
Daí penso em você batendo em alguém e gargalho enquanto abro o vinho. Lembro de nosso sexo e dou um gole direto da boca da garrafa.
Sei também que eu sempre quebro taças, que ainda não temos, quando estou bêbada e não uso drogas ilícitas só porque é muito trabalhoso. Taurina, lembra? Se eu tenho preguiça até de ir no posto comprar cigarro e cerveja, magina…
Eu tento preservar nós dois enquanto tem a tal professora no BBB (que ano é hoje mesmo?) e sorrio esquisito com as mensagens que você recebe.
Isso não é nada revolucionário nem biscate, eu sei, enquanto cato os cacos do meu ciúmes junto com o copo que quebrei no chão.
De raiva.
Cadê revolução, Brasil? Cadê?
Eu tendo a ficar metafísica e você modernista.
Daí tem “toda a dureza incrível do meu coração feita em pedaços” que me faz escrever e pensar desse jeito sobre nós dois. Assim. Tão pós-moderno e fragmentado.
Em nos entendermos biscates juntos. Eu, você, nós dois, que coisa lógica da porra, né?
Só por hoje, pelo menos…

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