Sobre Iara Ávila

Teu recalque bate na minha pomba e gira.

As mocinhas que amamos, ou não

Mocinhas de novelas. Amamos e suspiramos e nos identificamos. São as princesas Disney dos adultos, elas que superam as dificuldades e ficam com o príncipe no final, que antes era um sapo. Ok, algumas mocinhas nós odiamos também e preferimos amar as vilãs ( beijo, Carminha). Outras vezes, não amamos ninguém, né, Babilônia?

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Lígia, em Sete Vidas, representa o amor em estado mais latente, aquele amor profundo que acaba por tudo perdoar e que vive do que o amor é feito: esperança (desculpem, tô romântica, mas me vejo nela, e por isso a gente ama as novelas, não?). Mas, Lígia faz aquilo que todos nós, quando apaixonados, fazemos quase sempre: que é ver no ser amado a possiblidade de alguém melhor do que ele é, um embrião de algo espetacular que ele mesmo não vê. Vemos também espelhos, vemos nele nossos sonhos de amor, a pessoa ideal, aquilo que queremos. Daí o impasse da impossibilidade amorosa daquilo que se é para aquilo que se quer. Como por exemplo nessa cena, em que Ligia e Miguel pensam um no outro.

E, invariavelmente, na vida real, o fim do romance. Na novela, não. Miguel vai mudar graças a ajudas externas. Na vida real, a ajuda externa para mudança pode acontecer, se a pessoa quiser, via terapia. Mudar não é obrigação, a não ser que se deseje para si mesmo e não para agradar o outro.

Mas essa tônica de buscar no outro o que ele não é e esperar que ele seja está em todos os outros conflitos amorosos de Sete Vidas. Por isso que a novela encanta tanto. Lícia Manzo busca na vida o material para seus diálogos bem tecidos.

Já a mocinha Regina (interpretada pela atriz Camila Pitanga), de Babilônia, ficou conhecida como um mantra de chatice. Embora lutadora, o telespectador não consegue achar uma identificação possível porque ela é intransigente e mal agradecida. E é muito sofrimento fabricado em cima de sofrimento. Muito drama artificial, muita armação que com um mínimo de tutano seria desmascarada.

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Isso acontecia em Avenida Brasil, por exemplo? Sim, mas ali tinha ritmo e humor, diferenças fundamentais. Ademais, ninguém conseguiu criar empatia suficiente com o sofrimento de Regina. Afinal, ser abandonada no lixão, órfã, era é muito mais impactante.

Sobre o fato de Regina fazer barraco e gritar muito, me lembrei que haviam essas mesmas reclamações sobre a Maria do Carmo de Regina Duarte, em Vale Tudo. Mas, a personagem tinha sempre uma atitude muito positiva diante de tudo, tinha “o sangue de Jesus tem poder”, e criou empatia com o público. Ademais, acho que o tiroteio da audiência fez com que os autores de Babilônia perdessem o prumo da novela, uma pena, porque Camila Pitanga fez trabalhos maravilhosos, como a Bebel de Paraíso Tropical, do mesmo Gilberto Braga, e a Isabel, de Lado a Lado.

De se pensar que o público de hoje, muito mais conservador, rejeita uma personagem lutadora da favela e amava a prostituta Bebel.

Outro ponto é que a falta de identificação do telespectador com Regina não passa só pela chatice da personagem, mas possivelmente pelo fato de, além de barraqueira, ser antes de tudo negra e favelada, fato que nem Nina e nem Maria do Carmo eram. E o racismo pode se pronunciar nisso também: na dificuldade de se identificar com uma heroína negra.

De minha parte, torço para Babilônia se apague rápido das nossas memórias e Sete Vidas, ao contrário, siga como exemplo, e Lícia Manzo chegue em breve ao horário das 9, porque ela merece.

Sete Vidas, uma novela de gente madura e analisada

Cresci sendo noveleira. Madrinha assistia a todas as novelas do dia, e eu junto. A TV formou parte do meu ser, e digo que foi mais para o bem que para o mal. Lembro até hoje de Gabriela catando aquela pipa trepada no telhado: eu devia ter uns 6 anos.

Amo quando tem novela boa pra ver. Mas tudo ok quando uma novela é ruim, porque continua tendo outras em algum lugar. A novela ruim da vez, e olha que prometia ser ótima, é Babilônia. A novela delícia é Sete Vidas. No meio, de recheio a conferir, temos I Love Paraisópolis (Isso ficando só nas da Globo. Porque tem as da Record também).

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Mas queria falar é da minha paixão: Sete Vidas, aka Sete Filhos de Amyr Klink. Ao assistir a novela, me lembrei primeiramente de uma fala de Nora Ephron nos extras do DVD de Harry & Sally. Era mais ou menos isso: a comédia romântica cristã tem o conflito baseado no externo – alguém ou algo que impede o casal de ficar junto. Já na comédia romântica judaica, o que impede o casal de ficar junto são as neuroses de cada um deles. Daí que não temos mais vilões bolando mirabolantes planos do Cebolinha para sabotar o amor dos pombinhos. Basta uma palavra errada, um atraso, um esquecimento, enfim, a vida como ela é, e está estabelecido o conflito, os rompimentos, o vai e vem. E é disso que é feita Sete Vidas.

Aliás, Sete Vidas me lembra mesmo Harry & Sally, um dos meus filmes favoritos. É uma novela de muitos diálogos, não longos e intermináveis, mas dinâmicos e variados. No twitter é chamada de “novela da DR”. Mas, novamente, a novela usa a matéria-prima da vida: conversas. Conversa sobre nós mesmos, dúvidas, medos, possibilidades. O que fazemos todo dia no bar, no inbox, no whatsapp.

Sete Vidas é uma novela de gente analisada. Não basta uma das mais encantadoras personagens ser uma terapeuta em conflito: as boas pessoas dali, aquelas com quem a gente se identifica, são capazes de analisarem si mesmas, seus sentimentos, os dos outros, voltarem atrás, se perdoarem, perdoarem o outro, mudarem, terem empatia. Não é isso que faz de uma pessoa uma pessoa boa? Um ser bacana? Ser alguém sempre em reconstrução?

Uma das pessoas mais bacanas é a Esther, personagem da Regina Duarte, lésbica, viúva e mãe dos gêmeos gerados pela doação de Miguel.  A capacidade de analisar a si mesmo nos faz sermos pessoas maduras e capazes de rir de nós mesmos, e isso é algo que Esther faz com maestria e leveza.

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A novela tem  quase que só personagens brancas e de classe média ou alta, na sua maioria, coisa que incomodou bastante no início da novela: mas a falta de diversidade racial e social foi amenizada com a chegada da Esther e sua amizade com a empregada da filho, Graça, e o filho desta, Carlito. O núcleo gerou cenas de ótimo conteúdo sobre discriminação social e racial, sem a cara de textão ou propaganda do MEC – ao contrário do que acontece frequentemente com a personagem de Fernanda Montenegro em Babilônia.

Por último, acho que a novela coloca como mocinha, não Júlia, nos seus 20 e poucos anos e seu amor por Pedro (larga dele fica com o Felipe!), e sim uma personagem que é mais próxima da telespectadora:  Lígia  e seus quarenta e algo e seu amor pelo arredio Miguel, aquele que foge até do laço do cadarço do sapato, ao que parece.  Lígia é uma mulher madura, que ama com todo o coração, mas tem carreira, filho, mãe chata, irmã, amiga que pisa na bola mas que é gente e ama e por aí vai.  É classe média, tá fechando as conta no final do mês, de boas. Mas, novela tem que sonhar ao menos um pouco, né?

E é assim que me dou conta que que ao menos que a trama seja muito dinâmica, bem dirigida, os atores bem escalados, estejam bem no papel, a trama bem amarrada, como Cheias de Charme e Avenida Brasil, não tenho mais saco praquela coisa muito fantasia de vilão maluco sabotando tudo com planos mirabolantes. Torço por mais novelas humanas com pés no chão e que, na próxima incluam mais negros, negras e suburbanos, enfim, diversidade.

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(todo mundo madurinho e analisado agora?)

Começar de Novo….

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Tive aos menos 4 momentos de viradas na minha vida. Momentos em que fui forçada a me reinventar pra sobreviver aos acontecimentos externos: gravidezes, separações, mortes.

Mas, também, finalmente superei a morte de um sonho: a carreira. Como milhares de brasilienses, sonhava em fazer carreira em um órgão público. Poderia se dizer que logrei êxito: passei num concurso e tomei posse, mas em 9 meses meu sonho se tornou pesadelo. Sofri assédio moral com gritos e berros, e eu, que sempre me achei inteligente, sempre fui reconhecida assim pelas pessoas, que no emprego anterior era reconhecidamente competente, fui chamada de burra, incompetente e, pior, preguiçosa. Autoestima virou pó.

Somado a outros fatores da minha vida naquele momento, esse contribuiu para uma depressão profunda da qual só vislumbro sair agora, mais de 2 anos depois. E na terapia tive de rever o tal sonho  de carreira. Terapia é vida.

Pois bem, é preciso muita força para admitir que não tenho mais esse sonho, que não ligo mais pra isso, que quero fazer outras coisas e achar outros caminhos na minha vida. É preciso também força interior para lidar quando te olham com desdém porque você não é nada, e não é mesmo, mas tá tudo ok, porque não é isso que importa. Vou lá, trabalho bem minhas horas diárias contratadas, e tchau. Não quero mais fazer do emprego que paga minhas contas o centro da minha existência. E isso está bom para mim. Quero descobrir outras coisa fora de lá.

Isso foi difícil decidir,  porque na vida moderna é o cartão de visitas do seu trabalho, o seu crachá, o seu currículo ou o seu lattes que definem grande parte do que o mundo externo vê e respeita em você. Aí é preciso desapego desse respeito, dessas convenções, desse desejo de reconhecimento externo para ser só você de novo em busca de você. De se sentir bem com você mesma e fazer algo que dê a você sentido e retorno. Seja lá o que for esse retorno. E porque o que importa menos é dinheiro e posição e mais paz de espírito e tempo pra se fazer o que gosta e estar com quem se ama.

É difícil fazer tudo isso quando você achava que aos 40 e poucos estaria tudo definido. Mas, olha que legal, aos 40 e poucos você sabe mais quem é você e as possibilidades estão todas abertas de novo.

É isso. Tudo pode ser recomeçado de novo.

As vilãs e o sexo nas novelas

As novelas têm perdido audiência, a tv aberta têm perdido audiência, e a cada estréia de um novo produto e a cada queda do IBOPE os mandachuvas correm em busca de novos culpados em busca da audiência perdida. Pode ser o casal homoafetivo da vez, pode ser o vocábulo ateu,  pode ser a moça que não vai ser mais prostituta mas sim amante  e pode ser a vilã ninfomaníaca

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Peraí. Ninfomaníaca? Ahhh transou com mais de 3 já é ninfomaníaca. Bem, não é bem assim. O apetite sexual excessivo, hipersexualidade, desejo sexual hiperativo (DSH), ou ninfomania (em mulheres) e satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa. Trata-se de um tipo de vício com sintomas compulsivos, obsessivos e impulsivos, e seu tratamento é similar ao de outros tipos de dependências. Ou seja, é preciso que cause sofrimento e transtorno na vida da pessoa e não prazer.

Pois bem, Beatriz tava lá feliz,  de boas, transando com um carinhas aqui e acolá e me parece que o fetiche dela tá mais para mandar, poder, e o perigo de ser flagrada. Quem nunca, né? Fetiche, cada um com o seu. Mas aí a Dona de casa, de acordo com sei lá que  grupo de pesquisa, resolveu que Beatriz é ninfomaníaca. Já patologizaram a moça.

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Mas sexo em novela, e na tv em geral, nunca é uma coisa bem resolvida, sempre vem com um caminhão do tipo fenemê de culpa junto. Notem que as mocinhas sempre são virginais, só amam e transam, por amor, com um só mocinho, e ai delas se fizerem isso com mais de um ou por puro prazer. Castigos terríveis surgirão, separações, gravidezes indesejadas e por aí vai.  Basta ver a Márcia na reprise de o Dono do Mundo que foi dar pro homem errado e teve o posto de protagonista roubado pela prostituta arrependida da Taís (prostituta se for arrependida, pode, deve ter algo a ver com Maria Madalena, mas tem que sempre sofrer, por óbvio).

Já as vilãs, ahhh essas são terríveis! Elas são sensuais, adoram sexo. Com mais de um, se puderem.  Gostar de sexo pra vilã mulher está associado com, veja bem, vilania. E pagam  muito por gostarem de sexo as pobres. Bastante. Se não forem vilãs o máximo que pode acontecer é que a personagem fogosa é o alívio cômico da trama, tipo Tina Pepper ou Tancinha, e sempre quase pega os caras, mas nunca chega aos finalmentes, como diria madrinha noveleira,  porque na verdade só tem um grande amor e tal.

Já vilão homem gostar de sexo faz parte mas não é castigado, é bacana, é sexy sem ser vulgar. Nem o personagem engraçadinho que trai a mulher,  nem o que tem 2, 3 famílias  e por aí vai. Lembrem-se de Cadinho, Seu Quequé , Laerte e Laerte2, o retorno (ops, desculpa, Luís Fernando).

Na verdade nossas tv parece moderninha mas continua nos anos 50. Que o diga Fátima Bernardes e seu encontro matinal com a máquina do tempo.  Espero que no próximo aniversário de 50 anos da emissora minhas netas  ou netos possam assistir mulheres que transam e não são chamadas de ninfomaníacas, ou até lá a globo faliu e o Netflix ou outros dominam. Sonhar nunca é demais.

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Autoestima , lutando por uma vida plena

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Para mim, como feminista, há quatro grandes lutas: violência contra mulher, descriminalização do aborto, acesso a creches e igualdade salarial.

Tenho notado que no mundo feminino há outro grande tema sempre muito falado que gera muita simpatia e vário cliques: a autoestima. Mas sempre se fala da autoestima com foco na nossa aparência, eu queria falar, de novo, de autoestima como foco no amor próprio e mais falar de algo que pouco se fala e que vou denominar aqui de educação sentimental.

Somos ensinadas, como mulheres, e isso é uma aprendizagem cultural, mais que instintiva, que nascemos para cuidar do outro, dos outros. E mais, que devemos ter um parceiro romântico (lembrando que o conceito de amor romântico nasceu lá pelo século XV, antes disso casamento era um negócio), um homem para chamar de nosso, ou não temos nenhum valor social, ou seja, só temos nosso valor reconhecido se um homem nos quiser e colocar um anel no nosso dedo. E além disso, devemos ter filhos porque seremos completas só assim. E assim vai nascendo o malfadado conceito de mulher para dar e mulher para casar. E assim vamos aprendendo a nunca sermos felizes por nós, mas para os outros, pelos outros, para a sala.

Não estou dizendo que casar é ruim, ter filhos é ruim. Estou dizendo que fazer isso se não é o que você realmente deseja, se for para cumprir papéis socialmente impostos, talvez seja um passo largo dado rumo à infelicidade. Estou dizendo que viver a vida em função de ter um homem a seu lado talvez seja um passo largo rumo à infelicidade. Não somos ensinadas que existem outras coisas na vida. E tem tantas: estudos, carreira, artes, amigos, viagens. Amigos, principalmente. Criar a ilusão de que nossas felicidade depende de estar somente com uma pessoa, a receita do amor romântico, é talvez um passo para a dependência emocional , algumas vezes para a violência doméstica que pode vir em forma de abuso verbal, não precisa ser de violência física, a dependência financeira, e finalmente uma prisão. De novo, não me ponho aqui contra o amor, mas contra uma noção de amor de co-dependência, que é a que existe nos contos de fada da tv, dos filmes românticos. Amor é cuidado, companheirismo, parceria e também liberdade. Liberdade de ser quem você é, de sair e voltar, com respeito e carinho. Se falta isso, não é amor. É abuso. 

Mas muitos de nós vivemos, em casa, grandes ou pequenas situações de abuso, de co-dependência. Vimos nossos pais, avós, tios, tias em relações por vezes desgastadas mas que continuavam lá em nome do amor ou dos filhos e crescemos achando isso tudo bem. E isso se torna sem querer um padrão aprendido, internalizado, e a gente repete, sem ver. Mas isso não era amor. Era medo, era falta de grana para sair dali, era  uma espécie síndrome de Estocolmo, era falta de perspectiva, era co-dependência.

Enfim, era falta de educação sentimental. Era falta de terapia, de psicólogo, de um suporte emocional. É que muita gente acha que terapia é coisa de gente maluca ou problemática. Não é. E também, não precisa ser só através da terapia, as amigas, o reforço da amizade, os laços, falar sobre nossos medos e desejos, ter suporte, ou seja, falar sobre ao invés de varrer para debaixo do tapete. Tudo isso é uma forma de se conhecer e, principalmente, de aumentar a autoestima. Autoestima, amor próprio, esse que nada tem a ver com aparência mas com vontade de viver sua vida e ser livre, inteira. E ser livre tem tudo a ver com o feminismo. Tem tudo a ver com o que desejo pra mim e todas vocês. E toda vez que vejo uma mulher presa em si mesma e nas amarras do mundo  machista em pleno século XXI algo em mim se parte. Nossa luta ainda é imensa.

Feminista foda quase todo dia

Seriam as feministas mulheres mais fortes, mais resolvidas, mais felizes? Se não por que ser feminista? Pra onde mando minhas reclamações sobre  o feminismo?

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Pois é, toda semana que tem uma treta com o feminismo (e tem uma praticamente toda semana, né?) a gente desavisadamente abre a TL do twitter, do FB ou da vida real mesmo e  inevitavelmente alguém reclama: cadê as feministas que não falaram nada sobre isso? Olha, não sei, pessoa, mas talvez elas estivessem como eu, distraídas vivendo a  vida, né? Mas qualquer coisa manda aí sua reclamação em 3 vias par feministas.desunidas.org.br que a gente responde, tá?

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Mas e aí, a gente é mais forte e mais foda por isso? Por ser feminista? Depende do dia né? Aliás o que é ser mais forte e mais foda? Levantar alteres? Não levar desaforo pra casa? Ser feminista não nos isenta, graças a deus, porque não somos perfeitas, de errarmos, de fazermos bobagem. Ser feminista só nos dá lembrança de questionarmos as coisa pelo viés da misoginia, do machismo institucionalizado e quiçá, e deveria ser regra, de também questionarmos outras coisa como etarismo, racismo, transfobia, homofobia e capacitismo. Sim, feminismo é parente direto dos demais direitos de minorais, lutamos juntos de forma não excludente.

Mas voltando… Estamos mais fortes? Então.. como eu disse, depende. Depende do abraço, do apoio, dos ombros amigos. Coincidentemente em geral ombros feministas, mas nem sempre, aceitamos ajuda de onde vier. Mas somos mais fortes, qualquer um de nós se aprendemos olhar pra dentro, entender e perdoar, aceitar (acho que vou escrever livro de autoajuda, dizem que dá grana), mas tudo depende do dia.

Ahh mas você não consegue ser feminista sempre e todo dia, né? Provavelmente não. Nem consigo ser gata todo dia, mas to aqui tentando, um batom e um creme e uma empinado nos peitos e na autoestima, dia a após dia. A tônica da coisa é essa, se comprometer e tentar.

E aí? Você é mais feliz por ser feminista? Ah, mas com certeza! (ia responder “com cerveja”, mas é com cerveja também).  Por que? Porque conheci as pessoas mais fodas e queridas do mundo no ativismo, só por isso. E o  por isso veio com boteco, biscatagem e, claro, cerveja. Ah, então feminismo é coisa de putaria biscate, né? Mas por óbvio que é, senão a gente não estaria aqui.

Chuá de saudades, Inezita

Essa quinzena, lembramos o dia internacional da mulher do nosso jeitinho biscate: luta, celebração e inquietação, tudo junto, arfante e misturado…

#nãomedeemflores #diainternacionaldamulher
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Uma mulher não precisa ser feminista de carteirinha ou sem carteirinha para ser uma grande mulher. Basta ser apenas uma grande mulher. E no dia 8 de março, o dia em que se comemora e tal o tal dia, perdemos uma grande mulher, uma das maiores brasileiras que tivemos: Inezita Barroso.

E este post curtinho é só uma homenagem minha a ela, e uma homenagem indireta a outar grande mulher: minha mãe, Teresa, que me ensinou a gostar de música, de arte, de cultura e em especial de cultura brasileira. Me ensinou a amar o Brasil.

Ë engraçado como as músicas que embalam a nossa infância nunca são esquecidas, posso cantar as modas de viola todas de cor até hoje e elas me soam mais doces e mais lindas que todas as outras músicas que conheço.

Inezita era mais que a grande dama da música caipira, era uma grande dama da cultura de raiz brasileira. Apresentou por 35 anos o “Viola Minha Viola”  na TV Cultura aos domingos, som que sempre embalou a casa dos meus pais e dos meus avós. Além de cantora ela foi instrumentista, arranjadora, folclorista e professora.  E como toda mulher forte e admirável, a moça de família tradicional, Ignez Magdalena Aranha de Lima, teve de brigar e desgostar a família para seguir carreira artística, tendo se formado primeiramente em Biblioteconomia, na USp. Pelo seu trabalho como folclorista, e por ser uma enciclopédia viva da música caipira e do folclore nacional, recebeu o título de doutora Honoris Causa em Folclore pela Universidade de Lisboa.

Mas o certo é que, durante esses 35 anos, Inezita manteve acesa  a chama da cultura popular caipira brasileira. Uma grande mulher que fará muita falta em nosso cenário cultural e humano, pois era queridíssima de todos que a conheceram.  Em nome de tantas mulheres que fazem muito pelo país e jamais levantam a bandeira feminista é também o dia 8 de março, pois a luta às vezes também é feita de pequenos atos, como seguir em frente pela carreira que se ama, pela cultura que se ama. Esse post é também uma homenagem a tanta mulheres que sacolejam em ônibus lotados pelo pão nosso de cada dia. Talvez elas escutem pérolas do nosso cancioneiro popular nas poucas horas de folga e cantem sem saber que quem manteve vivas essas músicas foi Inezita. Tomara que novas Inezitas surjam dessa músicas que a gente canta.

 

Vai Gordinha, delícia

Tenho certeza que muitas pessoas leem o blogs feministas e pensam: UAU que mulherada foda! Tudo empoderada! Se olham no espelho do provador da Mesbla e dizem EU ME AMO e são felizes para sempre. Também têm filhos e casamentos ou parceira ou parceiro perfeitos.

Beeeeemm, nem sempre é assim. É que na verdade a gente acorda descabelada de camisetão furado. Tem que levar filho na escola, o emprego é chato e pra complicar  o espelho da Mesbla te chamou de gorda porque a calça jeans não fechou.

Pois é, é duro ser empoderada sendo gorda: gorda, com um “o” bem grande no meio, nem é gordinha, viu? É uma dificuldade a mais. Ok, tem coisas mais difíceis, tipo sofrer com racismo estrutural e transfobia, mas tem dias que dói e machuca.

Mas a questão é estar num ambiente em que as amigas nos reforçam ao invés de ficar naquela ladainha: “olha emagrecer é força de vontade e questão de saúde e zzzzz”, é um diferencial.  Nesse ambiente de acolhimento em que se respeitam escolhas, desejos, momentos. Se respeita a individualidade. Isso é o que gera um empoderamento diário, isso é que tem sido importante e alimentador para mim. A gente compartilha carinho, aconchego, medos, dúvidas e incertezas, mas estamos juntas.

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 (Abro um enorme parênteses pra avisar que não debaterei neste post sobre “ahhhh mas ser gordo não é saudável etc. etc. etc., reportagens, o globo repórter o MIT,  a revista Nature o escambau demostram que ser gordo …..” Pois é, da minha ficha médica sabemos eu, meu médico e o Dr. House – porque adoro ele, cada doida com  sua mania. Mas enfim, saúde tá ainda bem, brigada. Gordinha, mas com saúde).

Foi nesses papos e aconchegos e reforço e tal que me dei conta que, magra ou gorda, desde sempre me achei feia. Pra você ver que a auto imagem não está somente ligada ao peso real, mas a como nos vemos, e daí fui rever fotos minhas.

E eu era feia nada, era linda. Acho que o que faltou desde a infância foi um reforço positivo de imagem por parte dos meus pais, já que aparência não era um valor na minha casa. Veja bem, não é que seu filho ou filha tenha que ser compatível com algum modelo de beleza para receber esse reforço positivo: isso na verdade tem a ver com carinho e aconchego e nisso meu pais erraram (infelizmente, pais não acertam em tudo). A gente tem é que dizer que  filho é bonito como é, amar e acolher, aconchegar, trazer ao seio. Isso é que reforça a auto estima e a auto imagem.

 E voltando às fotos:  se, objetivamente, eu era linda será que  ainda não sou?  Se eu me sinto hoje linda,  se sou amada e desejada gorda será que não serei amada e desejada mais e de novo? E aí fui pro debate com as amadas e comecei a me arrumar de novo, sabe? Foi me amando mais de novo porque isso estava faltando, eu meter a colher na minha imagem atual. Havia muito aconchego externo, faltava o interno, eu comigo. Faltava auto aceitação.

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Acho meio ridículo, mas, enfim, era que aos 40 eu estava pensando, e tô ainda me experimentando. Eu tentei, juro que tentei, ser um feminista desencanada e talz, mas gente… num dou pra isso. Eu nasci perua, sou a única perua da família. Daí que preciso de cabelão, de batonzão, de make. De vestido. Muitos vestidos. De bolsas e sapatos, E colares, e anéis. Ok, comedida, menos, muito menos compradora e consumista que já fui. Mas enfim, voltei a me arrumar do jeito que eu sempre me curti (brigada, Rafa).

E aí saí à caça de blogs de gordinhas que se vestem bem, lojas com roupas pra gordinhas a preços aceitáveis e por aí vai ( tem muitos viu?  Dicas no final do post) e aí resolvi abraçar o projeto #gordinhasexy2016 #agoravai

E deu resultado, depois de um longo e tenebroso inverno já recebi cantadas, olhares ( eles tinham sumido) e me olho no espelho e acho bacana. Mudei eu? Mudei. Mas mudei mais ainda a atitude comigo mesma e isso devo ao reforço (beijos pras amigas e amigos – beijo para Vanessa) ao empoderamento e ao acolhimento de ser amada como se é. Experimentem aí, do jeito de vocês. Love will find a way.  Se amem. E vivam a vida.

 Blogs que curto:

http://juromano.com/

http://www.femmefatalebyjeh.com/

http://gisellafrancisca.com/

http://gordacabelinha.tumblr.com/

http://girlwithcurves.com/

 

O feminismo fulanizado

O feminismo de internet se fulanizou. É um feminismo que está sempre com o fígado em revolução. A bile nas alturas. Uma adolescente enraivecida com os pais. Por isso, quando jornalistas nos perguntam quais são nossa lutas, as lutas são difusas. Não me identifico com esse feminismo e não consigo me declarar feminista nesse meio.

Sim, tem gente chata na nossa vida, gente machista, misógina, preconceituosa de vários tipos e níveis. Escolhi não me aborrecer o dia todo ou nem emprego consigo ter, passaria o dia brigando e discutindo. O que posso fazer nessa horas varia do pito, quando conveniente e possível, ao escracho, da ignorância ao fazendo a egípcia, e nas redes sociais dando um unfollow aqui ou um mute ali, dependendo do grau de amizade. Mas olha, isso pouco muda o cenário machista do país, viu?

Quando li O Segundo Sexo, eu tinha uns 19/20 anos: o que mais me chamou a atenção foi a insistência que Simone de Beauvoir dava para que as mulheres fossem independentes financeiramente. Vejam bem, se temos nosso dinheiro, podemos sair de nossos casamentos, de relações, da casa  dos pais, podemos mudar de emprego se temos qualificação profissional (oi PRONATEC rs) e se também dispomos de creches públicas ou acessíveis quando temos filhos. Sendo assim, não estamos à mercê de ciclos de abusos: seria bem mais fácil. Não é só isso que pesa, eu sei, mas pesa bastante.

frases-e-pelo-trabalho-que-a-mulher-vem-diminuindo-a-dis-simone-de-beauvoir-1423Parece simples, mas não é. E não é  principalmente porque nossos salários ainda são mais baixos e não dispomos de creches, as mulheres de classe média dependem de tirar outras mães de casa – elas deixam os filhos não sabemos como, e ainda reclamamos delas.  Não dividimos o trabalho doméstico e de cuidados com a família por igual. Sequer controlamos, financeiramente e moralmente falando, nossos direitos sexuais e reprodutivos, porque neles o Estado e religião se intrometem. E controlar nossas vida sexual e consequentemente o número de filhos é essencial para nossa liberdade de ir e vir e, novamente, fugir de ciclos de abusos, também.

Nesse contexto, ver a pauta feminista tomada por birras me entristece. Mas é mais fácil ganhar likes e RTs nessas questões tão pequenas que geram celeuma do que nessas grandes pautas em que há um grande consenso, eu sei. No entanto, precisamos fazer as grandes pautas circularem, ou nossos direitos morrem. Taí o grande desgovernador de SP questionando a licença maternidade de 6 meses para funcionárias públicas estaduais. Não vamos deixar mais essa, espero que o movimento feminista pressione e se una. É urgente.

img_0803Agora imagina um país que dê, de verdade, iguais condições salariais às mulheres, creches para todas as crianças que precisem, proteção no emprego, na gravidez,  acesso pleno ao planejamento familiar, num Estado laico, para que possamos exercer nossos direitos sexuais e reprodutivos, para casadas e solteiras. Aí sim teremos mulher empoderada. Aí sim, a gente não precisa ficar vivendo de picuinha besta.

Ano de Ogum

 

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To aqui sentando chorando por um monte de coisas misturadas. O bestial atentado ao Charles Hebdo, o inédito editorial conjunto de 6 jornais europeus que acabo de ler e uma amizade, que já era longínqua, mas pela qual eu nutria carinho, que acabou.

É…2015 começou quente, e triste,  na vida mundial e pessoal.

De acordo com uma consulta informal biscate aos orixás, OGUM vai  dominar o ano de 2015 e ele não liga para a opinião dos outros, gosta de atravessar fronteiras; isso vai fazer muitas pessoas gostarem de viajar e fazer coisas diferentes e o melhor, no sexo é sem preconceitos, gostas de coisas diferentes, de fetiches!!!! (Oba, fetiches! Trabalhamos!)

Mas também tem o lado ruim de Ogum, deus da guerra, e é que este ano junto Marte estará reinando junto com ele. Há previsões de mortes terríveis,  guerras  a serem declaradas e  as pessoas vão ser mais intolerantes com os outros (ainda mais intolerantes? )

Mas a cigana leu o meu destino e eu sonhei que nem tudo está escrito, então façamos amor, não façamos a guerra. SE for pra fazer a guerra a gente faz a guerra biscate de sempre, contra o preconceito, a caretice e os limites. E a favor da risada e do sexo. Sempre. Um ano de Marte, um ano de luta, mas um ano de luta por um mundo melhor e mais justo. Lutemos sempre a boa luta. Axé.

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(muito axé para todos os jornalistas, cartunistas, franceses e muçulmanos. Paz E Amor para todos)

Um Feliz Natal Animal pra você

Era uma vez o membro mais famoso de uma família de 5 pessoas ( eu, irmã, mamãe, papai e madrinha) que vivia num apartamento em Brasília. O famoso Tupi. Um vira lata, mistura de pinscher com bassethound.

Papai escolheu Tupi a dedo para nos dar, a nós, filhas, e segundo ele era o mais animadinho e espertinho da ninhada. Logo soubemos que na verdade hoje em dia seria chamado de cão hiperativo. Era da cor do bassethound, mais alto e ligeiramente mais gordinho que os pinschers mas o humor era de pinscher mesmo: nervosinho, esquentadinho e latia até pra mosca voando. Um ótimo guardião de um apartamento que vivia com a porta destrancada.

Depois que eu e irmã crescemos, a gente não mais corria pro Tupi correr atrás, ele amava isso, mas sem problemas, as crianças do prédio se incumbiam disso. Gostavam tanto que se papai demorava a descer com ele elas tocavam o interfone e perguntavam que hora que o Tio ia descer com o Tupi.

Uma vez uma amiga da minha irmã chegou na portaria do prédio mas tinha esquecido o apartamento e disse: ah vou na casa da Taicy,  e nada, o porteiro era novo e não conhecia todos pelo nome. Tentou meu nome, do meu pai, da minha mãe e da madrinha. Nada. Aí lembrou. TUPI. O porteiro; AH! No 503! Pois é, famoso mesmo na família era ele. E olha que papai volta e meia dava entrevista pra tv.

Dez anos depois, irmã já casada e morando a muitos km do plano piloto parou no seu bairro para abastecer o carro. O frentista: ahhhh eu lembro da senhora! Oi? Seu pai descia com um cachorrinho ( meu pai comprava cigarros no posto da frente de casa e sempre ia com o Tupi, que latia pra todo mundo, obviamente) . E tascou: como está o cachorrinho? Minha irmã riu e informou que infelizmente ficou velho e faleceu.

A primeira vez que o Tupi, cachorro de apartamento, viu um gato, que tivemos por pouco tempo, ele estranhou. O gato ganhou o nome de UFO (unknow flying object) diante da estranheza que o Tupi sentai por aquele animalzinho, mas isso não durou muito. Logo o Tupi resolveu adotar o gatinho, uma mãe, e protegia o bichinho e o carregava na boca, como os animais fazem com filhotes.

Tupi não comia ração, comia tudo o que a gente comia: chocolate, biscoito recheado, doce de leite (amava)  e principalmente queijo. Uma vez madrinha esqueceu um ovo de páscoa  meio aberto na mesa de centro. Tupi comeu tudo, passou mal e ficou umas semanas nem querendo ver chocolate. A gente chegava um pedaço no focinho dele e ele virava  a  cara.

Mas a melhor foi no tempo da inflação altíssima quando mamãe compro filé mignon que estava na oferta. Papai que colocava a comida do Tupi a antes de ir almoçar (se a gente colocasse ele não comia) e foi partir um pedaço do filé pro cachorro. Mamãe quase teve um treco e meu pai respondeu: o meu cachorro come o que eu como.

De outra  vez a gente viajou de férias para acampar e deixamos Tupi na casa dos meus avós em Goiânia. Ele ficou triste e não quis comer, minha avó preocupada mandou meu avô comprar um frango bem tenrinho para fazer canja pra ele, talvez estivesse doentinho. Nem preciso dizer que ele comeu até lamber os beiços. Isso, entre outras coisas,  fazia uma amiga da família dizer que na próxima encarnação queria nascer Tupi.

Quando papai foi pro hospital e veio a falecer depois a gente achava que o Tupi, já velhinho, uns 15 anos, ia morrer junto. Ele ficou uns dias esperando sentado na poltrona como sempre fazia. Mas depois acho que se deu conta que seu dono preferido não ia voltar e foi viver a vida. Mas nunca mais foi tão alegrinho.

E nesse Natal estou aqui pra lembrar que cachorros são assim: leais, divertidos e amáveis acima de tudo, e amáveis porque são muito amados.  E se existiu um deus menino ele só queria que a gente fosse assim bacanas como os cachorros. Então desejo a todos no Natal muito amor e muitas lambidas, literais, dos nossos bichinhos, e figurativas daqueles que nos amam e acarinham. Um feliz natal cheio de amigos como o Tupi ou esse cachorro aqui me me inspirou a escrever para  vocês.

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Eu e irmã com o Tupi <3

( esse post  também é dedicado a Deborah, Ricardo, Vinícius e claro, a Phoebe)

Figurinha repetida não completa álbum, mas troca a lâmpada

Sabe aqueles dia que não tem nada digno na tv aberta e tudo que você  queria era não ver o futebol na quarta-feira, rir e comer bobagem na frente da tv? Seus problemas acabaram. Tem Lili, a ex, no GNT.

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Interpretada por Maria Casadevall, Lili é a ex-esposa que não esquece e não larga do seu inseguro ex-marido, Reginaldo ( COMO UMA DEUSAAAA, canto internamente toda vez que ela fala Reginaldo, desculpa) e vai morar no apê vizinho ao dele.  O objetivo para poder vigiá-lo de perto e atrapalhar todos os seus casos amorosos.

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Reginaldo é um bananão interpretado deliciosamente por Felipe Rocha, inclusive aparecendo várias vezes de cueca em cena #trackbonus.  Os personagens secundários são igualmente ótimos, a melhor amiga, a linda e sexy  Cíntia (Daniela Fontan), a mãe muito maluca e viciada em compras de Lili (deve ser genético) Gina ( Rosi Campos),  e novo #bonustrack tem o Seu Anselmo ( Milton Gonçalves), o avô muito maluco da Cintia e caidinho pela mãe da Lili.  Temos ainda o irmão galinhão do Reginaldo, o Reinaldo e o Bituca, dono do bar da esquina (João Vicente Castro e Robson Nunes).

Eu adoro, particularmente, a Cíntia, mais que a Lili. É a amiga doida da doida (só doidos se entendem, gente) é mais descolada que a Lili, é linda, baixinha, gordinha e super sexy com um cabelão lindo.  Sabe sempre o que dizer. Pega todos os gatos. Praticamente minha meta de vida.

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Tá mas o que uma feminista com carteirinha rasgada (eu) curte tanto num seriado que estereotipa mulheres como doidas? Bom, o texto é leve, divertido, a edição excelente, os figurinos e cenários são super bacanas. Mais: é para gente ver a Lili e se lembrar das maluquices que fez por causa de homem, ou pensou em fazer, e lembrar que homem não é e nem deve ser o centro das nossa vidas. O exagero das situações vividas por Reginaldo e Lili é pra ser tomado como um: não se apegue loucamente ao seu ex.

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É um lembrete divertido de que existem relações doentias em que casais se envolvem.  É para ver e rir e na hora do desespero em que você insiste em stalkear o ex ou a ex de 5 anos atrás por quem você ainda é apaixonada e pensar que tá na hora de mudar de fase no joguinho da vida. Afinal, figurinha repetida não completa álbum e só serve pra uma rapidinho jogo de bafo. Sem apegos, claro.

E a lâmpada?  clique aqui

ps: o último episódio da temporada vai ao ar na quarta que vem mas tem tudo no site do programa ou aqui

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