Sobre Mozzein

Pseudo-Intelectual surrealista. Psicanalista de Estautas. Pelego do Tradicionalismo. Palhaço das perdidas ilusões...

Movimento e corpo em descompasso

Não, este post não é pra falar de safadagi, embora quando se trate de corpo, só o movimento sexy é o que importa, ou o vulgar sem ser sexy , ou o sexy sem ser vulgar… sei lá. Este post, na verdade, sem qualquer pretensão, é pra discutir os rumos de militância. Sim, rumos. E não é de nenhum movimento em específico, mas especificamente daqueles em que o corpo de seus membros é a reivindicação em si da liberdade! Daí que este post, quer entender e talvez queira mais perguntar que entender: em que medida a intervenção do movimento, da militância, no corpo do sujeito – ativo ou passivo na causa –  é legítima?

by Goya

by Goya

Isso é algo que me preocupa… Não é incomum ver movimentos ditando regras sobre as formas como o corpo de seus militantes devam ser. FEMMEN; outros grupos que se dizem feministas e que vinculam o feminismo a certos padrões de sexo feminino e não de gênero; grupos LGBT que direcionam campanhas apoiadas em exposição corporal estereotipada, ou que vinculam a homossexualidade a determinados padrões – ursos xiitas, por exemplo, ou barbies; grupos negros que rechaçam seguidores que não adotem traços físicos – principalmente cabelo – e culturais – religiões e cultos – que não sejam afro; grupos a favor e contra modificações corporais e sua luta incansável em dizer o que seus seguidores tem ou não podem fazer, como certos grupos punk que só identificam como membros pessoas com tatuagem, piercings e alterações corporais, ou grupos naturistas radicais que não permitem qualquer tipo de intervenção estética em seus membros…

by Paula Rego

by Paula Rego

A lista é imensa e, talvez, inesgotável, mas nem é o propósito expor toda ela. Me intriga o seguinte. Apenas fazendo uma pequena digressão histórica, dá pra chegar à época das reformas religiosas. Romper com a idade média e caminhar rumo à modernidade –  que deus ou o diabo ou Cher a tenha – teve muito, senão tudo, a ver com o corpo.

Sim, a modernidade foi o momento de rompimento. Foi no seu nascimento que, ora vejam só, por uma cisão religiosa – Beijo, Lutero – abandonou-se o modelo de domínio completo de corpo e alma pelo poder absoluto da igreja e se iniciou, de um ponto de vista ideal, a separação entre poder civil e poder divino. Assim, a Fé teria domínio exclusivo sob a alma-intelecto e o Estado passaria, então, a ter o domínio mediante a lei, do corpo.

Bom, ruim ou mais ou menos, ou mais pra mais, menos pra menos, nasce dessa divisão o ponto em que o ideário iluminista – que que não seja iluminista quem o queira, mas não negue que nossa sociedade o seja – nos permite a mobilização e a militância e, mesmo, a luta contra o Estado para garantir a nossa autonomia sob esse poder civil pelo próprio corpo! Ou seja, tão certo quanto dizer que o Estado passou a ter a gestão do nosso corpo de aí por diante, mais certo ainda é dizer que se fortaleceu a nossa luta pelo nosso próprio corpo até ela tomar a forma de movimentos organizados.

E é aí que mora o perigo. Não sei em que falha de entendimento da história, das questões sociais e da própria sociabilidade, se perde a noção de que a porra do corpo pertence apenas ao seu dono! Não sei se alguns movimentos não foram capazes se avançar ou se regrediram no debate e começaram a olhar com certa nostalgia pra era medieval e começaram a dogmatizar sua militância, começaram a transformá-la em fé e, agora, querem se firmar como seita, ocupando o papel perdido muito a contra gosto pela religião: o de domínio de corpo e alma-intelecto.

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by Dali

E é isso, enquanto faltar entendimento de que A PORRA DO CORPO É MEU, vai sobrar espaço pra gente gritar pelo fim desse descompasso! Militância nenhuma é, de fato, libertária se ela não é capaz de reconhecer a autonomia indistinta de qualquer pessoa sobre o próprio corpo. E  isso não é uma mera questão retórica. Isso é, talvez, a maior conquista do que se possa chamar “humanidade”. E enquanto houver pudor, vergonha ou, mesmo, castração, ainda que auto-castração, da nossa autonomia corporal, estaremos aqui para lutar e lembrar que é essa a única liberdade que nos convém. É por essa liberdade que estamos aqui! Pois essa é a única liberdade que temos o direito e a capacidade indistintos de realizar, sem qualquer intervenção. A nossa existência depende só e somente da autonomia na gestão do próprio corpo. É livre o nosso corpo!

A culpa é sua sim!

A culpa é sua sim! Quem mandou nascer, crescer, ser alfabetizado em uma sociedade patriarcal e que reproduz na educação doméstica e formal esse patriarcado, começar a trabalhar, ser independente, casar, ter filhos e, depois disso tudo, sair por aí, do jeito que quer, cacarejando acriticamente o que aprendeu a vida toda? Sim, a culpa é sua!

Na semana em que o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA – divulga uma pesquisa que retrata a opinião favorável de 65,1% dos entrevistados de que a mulher vítima de abuso sexual contribui, de alguma forma, para a agressão, não é a sensação de “pare o mundo que eu quero descer” a mais apropriada. Tampouco, a sensação de “isso é um absurdo” é válida! Sabemos com certeza matemática, pelo menos isso o dizem pesquisas como essa e dados produzidos por agentes públicos, que a violência contra a mulher, principalmente de cunho sexual, no Brasil é monstruosa.

Retratos de um Brasil Agressor

Retratos de um Brasil Agressor

E o porquê de “a culpa é sua”? Simples! Porque você é capaz de achar isso normal, de concordar com o resultado da pesquisa e de dizer: “Mas é claro! Mas se ela não fizesse/tivesse/vestisse/dissesse ‘isso’, não seria abusada”. Se você tem domínio desse discurso, parabéns, este post é para você. Esse post é para te conceder um pouco de compaixão. Compaixão por entender que você não foi capaz, por algum motivo que não vem ao caso, de pensar criticamente o contexto social em que cresceu.

Além disso, é um post para te permitir um pouco mais de amplitude a respeito das causas do estupro, como mostra o gráfico abaixo:

Causas do Estupro

Causas do Estupro

Ou ainda, é um post pra te conscientizar a partir de exemplos correlatos e que levam para uma realidade paralela a essa sua forma de pensar, como na imagem abaixo:

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Como os agressores pensam

Parece absurdo, não é? Pois é! E não entender isso só quer dizer uma coisa: você falhou em entender seu processo de socialização. Você pode ser uma “pessoa de bem”, pagar seu impostos, trabalhar dignamente, contribuir para o futuro do seu país. Tudo isso é ótimo. Contudo, se você não conseguiu entender que o corpo de cada pessoa pertence apenas a ela e que nada, leia novamente NADA, justifica qualquer tipo de agressão contra ela. Foi nisso que você conseguiu falhar. Você falhou em reconhecer o outro como um ser humano livre e capaz, dotado de direitos e deveres tal qual você é! E pior, ao dizer “mas se ela não”, você acabou de justificar e legitimar o agressor. Você acabou de ser conivente com a agressão. Você acabou de ser cúmplice. A culpa é sua sim!

Ps. Não é a primeira vez que falamos sobre o tema, alguns posts podem ser encontrados clicando aqui.

Com ou sem fantasia: Biscarnaval

Se você fosse sincera, ôôôôô, AU-RO-RA, olha só que bom que era, ôôôôô, AU-RO-RA. NÃO, calma, cara! Que fantasia é essa? Vai por mim! A Aurora não tá sendo sincera pra te poupar!

Pensa bem! Alguém, em pleno carnaval, no auge da amargura, decide ser super sincero! “Sua fantasia tá feia”, “Mas você tá sem fantasia”, “Fiquei em casa porque não tenho paciência para ~fantasia~” Eita, porre! Tamo junta, Aurora! Melhor ficar calados!

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Aliás, carnaval, BISCARNAVAL, melhor se amar, né, mex povx! Amando na folia, amando fora da folia, amando fantasiado, no bloco, no quarto na rua, na chuva, na fazenda! Acho um porre casinha de sapê! (Desculpa, Aurora, mas tive que ser sincero!).

Mas é isso, Biscarnaval é nosso convite a você, leitor-folião que entre uma fantasia ou outra, entre um livro ou outro, entre um bloco ou outro deu uma paradinha pra biscatear entre nós!

Ah! Uma boa lembrança! haja ou que houver, esteja onde estiver, abusem dos quadradinho, do quadradinhos de 8, dos quadradinho de borboleta e do, delicioso, quadradinho de borboleta cansada! Porque carnaval é época de bater a ppk no chão, na parede, ou onde quer que lhe apeteça! Ou, mesmo, nem bater ppk!

E, assim, amores! Não importa se vocês vão ou não pra folia, se vocês vão ler ou praticar a trilogia dos 50 tons! Carnaval é pra viver, não pra ver os outros viverem! (putz! Desculpa de novo, Aurora!)

Ainda Mais Biscate

Reunir a biscatagem. Biscatear. Arregimentar biscates. Ser Biscate. Ser cada vez mais Biscate. É isso, é o nosso club, a nossa dança, é o jeito que a gente dirliza na sociedade.

Entender o jeito de se biscate, o propósito de ser biscate e a vontade de se tornar e estar biscate é o nosso trabalho, o nosso sacerdócio, a nossa sina! Optar, politicamente, pela biscatagem é o que nos move coletivamente, é o que nos faz uma corja! Sim, porque se quiséssemos ser família, também seríamos, mas queremos ser corja!

Queremos e tentamos subverter os padrões, somos o buteco incômodo do debate político-trollador, libertário-afetivo, artístico-militante e nada, mas nada modestos! A regularidade não nos importa! A conformidade não nos apetece! O discurso pronto, pelo discurso, não nos elabora! E apontar dedos, não nos cabe!

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Nossa Cor Biscate (foto: Antonio Miotto)

O Biscate é o espaço do nosso conforto enquanto sambamos na lama, na cama e na passarela. Descalços, de salto, de sapato alto! Gloriosos ou tristonhos. Mas sambando num mesmo tom furta-cor!

E são nesses tons, que não são 50 nem 250 – contar pra quê? – que damos a nossa tônica. Que reunimos a nossa esbórnia. Que compartilhamos a nossa sanha! Sim, porque ser biscate é ter sanha de viver! Ser biscate é acontecer, onde quer que esteja!

E quando queremos acontecer, o melhor que seja junto, que seja misturado, que seja agregando amigos-leitores. É assim que a gente gosta! Se espetando e se amando, em processos profundos de afofamentos! Na mesa, na cama, no banho e no feno! Rolando no chão e mordendo de tesão. Tesão pela vida, tesão pelos outros, tesão por si mesmo, tesão em ser biscate.

E é assim que aprendo não apenas ser, mas ser ainda mais! E é assim,  Biscate é a nossa amizade, a nossa familiaridade, o nosso amor. Amor pela nossa liberdade, juntos, separados, com os outros e com ninguém. Ser biscate é estar reunido nesse objetivo, ser biscate é a suruba da vida!

Sociedade de Exceção: Violência e Minorias

A idéia de excepcionalidade. A Exceção. Não no Estado, que é uma categoria jurídico-política específica, mas na sociedade. Ser uma excepcionalidade na sociedade, ser tratado como diferente, querer ser diferente, lutar pelo direito à diferença. Questões que se colocam e que perturbam justo quando ser essa diferença resulta em violência, marginalização, morte!

The Barn - Paula Rego, 1994. A normalidade e a Agressão

The Barn – Paula Rego, 1994.
A normalidade e a Agressão

Não é à toa que assistimos atônitos na última semana, o caso do jovem Kaíque (leia aqui), negro, homossexual, pobre, encontrado morto, com sinais de morte brutal e completa desfiguração. Ser diferente, em nossa sociedade resulta em ser exceção. Não apenas no sentido de ser excepcional, mas e principalmente no sentido de ser excluído e, por fim, eliminado.

A idéia de uma sociedade de exceção é justo essa que impede, mesmo que para isso seja necessário o extermínio, o diferente. Arraigada em preconceitos patriarcais, conservadores defensores de uma “normalidade” ou, no caso, uma heteronormalidade e heteronormatividade, essa sociedade nos apresenta quase que uma pulsão de morte, ou seja, para se integrar a ela, temos que excluir toda a individualidade e subjetividade do nosso ser, nos excluindo como pessoa. Participar de uma sociedade de exceção é minar a própria existência em prol de algo que sequer sabemos se valerá a pena!

É essa sociedade de exceção, também, que é capaz de classificar uma morte brutal como a do joven Kaique, que teve TODOS os dentes perdidos, traumatismo craniano e cerebral e fraturas expostas nas pernas como SUICÍDIO. E que não se alegue incompetência! A principal característica desse tipo de sociedade é a ocultação dos crimes de ódio, para que não se exponha a violência que sustenta sua normalidade.

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by Laerte
“A Exceção: Anormais e Normalidade”

Essa sociedade, de uma forma perversa e deliberada, atua no combate ao diferente atuando, para além do seu extermínio, na sua ocultação. Essa decisão, para além de uma ação criminosa, é uma decisão política, certa e convalidada pelos membros dessa sociedade, que preferem, em seu estado de alienação ruminante, concordar com o dado produzido institucionalmente pela polícia de estado (ver sentido amplo de polícia como instâncias de controle da vida) a questionar quaisquer informações produzidas sobre o assunto.

E não sejamos ingênuos, uma sociedade de exceção não é formada por indivíduos pobres e analfabetos. A violência desta sociedade se encontra no fato de que seus membros têm a completa capacidade de entender a situação, porém, por alguma conveniência nefasta, escolhem acolher esse extermínio nem sempre velado em roca de seus privilégios. O Kaique, a juventude pobre e negra, homossexual ou não, os transexuais, as mulheres “não patriarcais”, os mentalmente incapacitados, os “diferentes” são todos vítimas dessa violência e essa violência é fruto dessa aparente normalidade instaurada e não combatida. Por enquanto.

Renovar

Repensar o velho. Tá aí um sentido porreta que eu nunca tinha parado pra imaginar de “Renovar”. Me falaram tanto em renovar expectativas, renovar experiências, renovar planos, que começar o ano me pareceu um pegar tudo que passou, dar um banho tcheco, e botar uma roupa nova pra ir na esquina.

Renovar

Renovar

E sabe que é por aí? Não que seja pressão, exigência, opressão social, ou seja… mas pensar em começar uma nova vida a cada ano que passa sem enfrentar os fantasmas do passado, reviver a delícias do passado, resolver os problemas do passado é o mesmo que tentar não ver, apagando a luz em pleno meio dia.

Mesmo que um “Ano novo” possa não nos dizer nada especial de especial em relação a um novo ciclo, as lembranças que esse período nos traz das possibilidades de renovar são, pra dizer o mínimo, interessantes. E é justo esse sentido de botar uma roupa nova no passado que importa.

Quem nunca se colocou uma roupa nova naquele adolescente franzino e desengonçado e foi pra uma baladinha pela primeira vez se sentindo bem pela primeira vez? Quem nunca se imergiu naquela leitura fantástica que estava há anos jogada no fundo da gaveta do criado mudo e que indicou aquela possibilidades? Quem nunca se deixou levar por aquilo que sempre imaginou que daria errado e deu certo?

 Pois é… Renovar é o simples que é complicado… Renovar é (re)aprender a lidar com as próprias oportunidades, com as próprias liberdades, com as próprias liberalidades e, porque não, com os próprios desejos. Renovar talvez seja, buscar os impulsos reprimidos do passado, entender a causa de sua repressão e fazê-los valer a pena, ou lidar com sua impossibilidade.

Tá aí, se um  novo ano traz essa idéia de renovar, que essa idéia não se traduza em um único repensar e deixar morrer o repensado. Se esse sentido de renovar não se perpetuar todos os dias, aquelas, sete ondas, 12 uvas, prato de lentilhas, lingerie colorida não valeram de nada…

E que esse renovar possa, de fato, ser a oportunidade de pensar um novo momento de possibilidades. Falando de um jeito bem biscate, que esse renovar seja não ter vergonha de saber, ou querer saber, como se goza… E de gozar mais! Renove!

Feira Biscate: Dois Anos

 #FeiraBiscate #2anosBiscateSC

E as biscas estão em festa de novo!!! Comemorando *\o/* mais um anos em festa e, novamente, fazendo uma Feira Biscate! Porque, claro, somos biscas de respeito e sem vergonha e estamos aqui para responder às buscas que não demos conta ao longo do ano de nossos queridos leitores!

Festa Biscate

Festa Biscate

Porque, né! Nóis é Biscate das bom e damos *\o/* conta de tudo!

Então, vinde a nós os biscatinhos! ( ͡° ͜ʖ ͡°) E nossas delícia querem saber de que, de que? Pois é! DIS-PA-RA-DO, querem saber de “Casa de Swing, Suigui, Swift, Sunguisugui” e correlatos! Mas vejam só, seus safadinho! As bisca tem a seguinte D1K4, se joga! Casa de Siwuingue é onde a gente se esconde pra ser livre! É porque os #ReguladoresDaPPKAlheia costumam não deixar a gente se compartilhar, daí a gente usa a Casa de Çuinftingue! Só dizemos #VemGente e #ConvidaPô.

Também nos buscam muito por causa das “Gordinhas Gostosas” e só temos que dizer VOCÊS TÃO FAZENDO ISSO MUITO CERTO. Na realidade tem que lembrar que todo mundo é gostoso do seu próprio jeito, né! E cada um pode ser @ gostos@ de alguém! Então, #StayBeaultiful e #FogoNasParte para aproveitar a gostosura de todo mundo. Sem imposições estéticas, né! Porque cada um sabe a dor e a delicia ( ͡° ͜ʖ ͡°) que é ser do jeito que é! #ProveitaMinina

Feira Biscate

Feira Biscate

E desse jeito as bisca vai! E vocês vêm a nós buscando por “Saudade”. Claro! Porque é isso que todos Biscatix deixa no coracãozinho de vocês! E sentimos muitas também! /o\ #TodasXoraPorOndeSenteSaudade. Mas saibam que biscate que ama e sente saudade sempre passará #PorAíNaSuaRedondeza, quando vocês menos esperarem!

Porque nós biscates somos assim, do jeito que vocês nos buscam! “Flores Raras” que cruzam os caminhos e transformam a vida de vocês em um belo “Clube das Vadias”! #VemVadiar Pois assim, ou “Biscates Casadas” ou membros vitalícios do “Clube das Perversas”, basta por a luz no palco e abrir *\o/* a passarela que uma Boa Bisca vai pular na sua vida!

Isso tudo pela Festa, claro! Não há biscate que não goste de *\o/* FESTA *\o/*. Vocês que procuraram por “Biscates no Carnaval” saibam que nem tudo é suruba essa coisa toda! #MintiraÉSim Festa Biscate é Festa “todo mundo nu” e Festa do “bunda de fora”, coisas que atraem você ao nosso covil! <3 E falando em covil, nada melhor que Festa no melhor ponto de encontro Biscate: o querido “Boteco Sujo”.

E, claro! Na nossa Feira Anual não poderia faltar ELE, o maior órgão sexualmente transmissível das busca: O CU. E pras biscas, projetos de biscas e curiosos ( ͡° ͜ʖ ͡°) que buscam por ele temos a dizer: #TiremOCuDoPedestal. E, por isso, amigue, todas vez que você pensar um jogar no Google um “vontade de dar o cu”, não pense! Ligue pro boy magya, compre “vaselina”, “manteiga” #BjoMarlonBradon ou “gel” e vá de ladinho, que de ladinho é mais gostoso [dizem].

Aproveita, Jeit!

Aproveita, Jeit!

E aproveitando o mote do Cu, partimos para um quadro que todas ama, o Biscate Responde, para aqueles leitores que não se fazem de rogados e chegam a nós já empunhando a pergunta pronta! E pra você que é safadchenho e contesta: “vamos comer um cuzinho”? A gente só pergunta: De quem?, porque, afinal, a pessoa tem que querer, né! For a isso, VAMOS *\o/* ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊEÊ. E a você, queridxs que pergunta: “fumar sem tragar faz mal”? Temos a dizer: fumar sem tragar é igual trepar sem gozar, dá prazer, mas tem que cuidar de todo jeito! Pois tem consequências! Por isso, fumando ou trepando, ou fumando depois de trepar, ou antes, ou durante, cuide-se e seje feliz porque com menas preocupação a vida é menas dificultosa!

E para a última grande pergunta dos nossos leitores: “como saber se ele só quer te comer”? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Uma dica, amigue, eles [e elas também] só querem te comer. Se você não é do bonde do #PrimeiroAGenteFode #DepoisAGenteVê saiba que isso torna as coisas mais fáceis, gera menos expectativa e #VaiQueRola. Por isso, se ele só quiser te comer, vai levando, porque é justamente isso que pode fazer seu príncipe aparecer! #AcrediteNoInusitado

E pra acabar, falando em inusitado, algumas buscas que fazem a diferença! Temos que revelar que temos leitores infantis, ingênuos, poéticos, militantes e cientistas! E AMAMOS isso! Afinal, o Biscate Social Clube é terra aberta *\o/* e queremos todos com a gente! E vejam só, muitos chegam aqui procurando “passarinho”, que bunitinho! <3 Outros queriam “Ipê Vermelho” e temos a dizer, filho! Que parnasiano! E informamos: temos também ipê rosa, ipê amarelo, ipê roxo e o raro ipê aveludado da cabeça preta. Aos militantes, dizemos que nossa “Coluna Prestes” está em riste preste a te pegar! Porque Biscate é igual à cuca e te pega, e pega daqui e pega de lá.

Aos pudicos que procuraram “envelope de fermento biológico seco”, ressaltamos que envelope é muito importante! Afinal, o fermento biológico só não vai te encher barriga se tiver envelopado [ou for por trás] ( ͡° ͜ʖ ͡°) . Mas o mais importante! Seco NÃO! Porque assa, arranha e machuca! Lembrem-se da manteiga! #ÉNaManteigaManteogaManteiga. Ao cientista que procurou “imagens de vulvas virgens adolescentes” temos a dizer: menas, fio! A não ser que você esteja fazendo trabalho de escola, essa busca não te levará a grandes conquistas!

Por fim, a você que buscou pais de santo, mães de santo, padres cantores, freiras musicistas e paxás. E só queria saber como “livro a moça e seus problemas”, saiba que vieram ao lugar certo! No bisca nós trazemos a pessoa amada, fazemos amarração e tudo o que precisarem! #TrazemosOCuAmadoEmTrêsDias.

 Então, amigues, venham pra nossa Feira! O Bisca é de vocês! #BeijoNoCoração

Como você contribui para o estupro de mulheres, ou quando a culpa é coletiva, ela não é de ninguém*

Como um atento e externo observador da sociedade brasileira nos últimos meses, nada, mas nada mesmo tem me chocado tanto quanto os casos generalizados e espalhados por todo o Brasil de violência contra a mulher. Não, não vou reclamar que as brasileiras usam pouca roupa, não vou dizer que há um bando de piriguetes que provocam os homens e os fazem fazer besteira e não, não vou buscar qualquer relação agressor-vítima que justifique essa violência. Preocupa-me algo um pouco mais metafísico: o conflito entre liberdade e liberalidade sexual.
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Nossa “moderna” sociedade brasileira (apesar de estar longe, me considero parte e responsável por ela) teoricamente está calcada na liberdade, esse princípio que compõe a tríade iluminista juntamente com a igualdade e a fraternidade. Contudo, foi essa mesma sociedade “moderna” que foi profícua em apresentar todas as maiores violações a esses princípios. Não, ela não é de todo má. Ela superou a segregação, mas não enfrentou o racismo; ela avançou no combate à pobreza, mas não acabou com a desigualdade; ela garantiu direitos políticos, civis e coletivos, mas não criou cidadania; ou seja, ela não enfrentou a essência de cada um desses problemas, simplesmente mascarou aquilo que parecia coletivamente imoral.
É nesse contexto que se encontra pendente a questão da liberalidade sexual. Talvez, considerar mulheres como iguais perante a lei, tenha sido um grande passo. Algo que ainda está longe de acontecer com homossexuais, transexuais, bissexuais (mas esse não é ocaso neste post, que se destina a discutir com a Camilla Magalhães o horror dos últimos acontecimentos, na blogagem coletiva promovida pelo Blogueiras Feministas). O que preocupa é a profundidade do conflito e do entendimento do que seja liberalidade sexual e como ela justifica, nas bocas das conversas de bar dos extratos A, B, C, D, E e F da sociedade, a prática do estupro.
Com frequência inacreditável, ouve-se coisas como: “se ela não fosse tão vadia”, ou “se ela não ficasse galinhando e se alisando”, ou “com uma roupa daquelas com o cú de fora”, ou “tá na hora de pegar as bitchs”, ou “deu mole, eu pego mesmo”. Isso sai da boca de homens e mulheres e essas acrescentam: “porque se ela se desse ao respeito”, com a mão no coração e olhando o céu, como cantando um hino. O pior, o máximo de reação em qualquer dessas mesas de bar é uma risada coletiva, uma piadinha mais suja e um sorrisinho de constrangimento quando a “carapuça veste”. Raramente se vê uma cara de desgosto quando, de fato, todo esse contexto é entendido como parte de toda agressão sexual contra a mulher.
O que falta a nossa sociedade é entender que a liberalidade sexual é parte da liberdade de qualquer um. E que a liberdade de qualquer um está limitada e limita a liberdade de todos os demais. O que parecemos não entender e, se entendemos, não somos capazes de discutir seriamente nas mesas de bar e em qualquer outro contexto, é que a liberalidade sexual de qualquer pessoa não nos dá o direito de querer que elas façam conosco o que elas não querem. O que quero dizer com isso é que, “promíscua”, “indecentemente vestida”, ou “escandalosa”, a liberalidade da pessoa só vai resultar em sexo para a outra se ambas estiverem de acordo e NÃO HÁ qualquer outra situação que justifique isso.
Por isso, da próxima vez em que você se vir em um círculo em que a liberalidade sexual de alguém seja utilizada para justificar um coito forçado, um beijo roubado, um embebedamento que facilite “pegar” a vítima, utilize sua liberdade para dizer que ISSO É ESTUPRO e que você NÃO COLABORA COM ISSO. Caso contrário, bem-vindo ao tribunal, você também é responsável por permitir que a nossa sociedade entenda que a vontade sexual de alguns pode se sobrepor a de outros. Mas não se preocupe, se a culpa é coletiva, ela não é de ninguém; você não será punido até virar vítima.
*Texto originalmente publicado em fevereiro de 2012 em Hipérbole Política

Era uma vez

Era uma vez. Sempre quis começar algo assim… Era uma vez. Não pelo fato de ser tradição entre os contadores de história… Mas pelo fato de que “Era uma vez” é uma garantia… Uma garantia de ter sido… pelo menos uma vez!

Ser… já pensou em como é “SER”? Ser uma vez, ser sempre, ser o que quiser, quando quiser, na hora que quiser e com quem quiser… Ser uma vez e ser daí por diante…

era uma vez

era uma vez

Pois é, o “Era uma vez” é uma garantia… um conforto… Quando alguém diz “Era uma vez” está selada uma então possibilidade em um destino, um acontecimento histórico! E mais, um acontecimento para quem era naquela vez…

Por que dessa obsessão? Não sei… porque do nada me ponho a pensar, sem culpa, mágoa, pena, rancor, ou prosopopéias sobre quem não é, não foi… Lidar com quem não era vez nenhuma… coisa que não sei…

Coisas que procuro entender… Entender quem quer ser, mesmo não sendo… Isso até é fácil… o querer é muito bom de ser entendido, embora as vezes nem concordemos com ele… Mas entender o não querer ser de quem não é, a resignação, me inculca…

Já julguei, não minto… Já quis que todo mundo quisesse na proporção ou mais como eu queria, mesmo que não quisesse o que eu queria… Mas isso era querer para além de mim… Daí, passei a não intervir no não querer ser alheio… achei que não me cabia, mas continuei a não entender… seria isso resignação?

Não sei… quando penso em não querer ser, penso em tanta coisa… quando imagino que um não querer ser é a exclusão de um “Era uma vez”, me ponho macambúzio… meio que só pra usar uma palavra difícil… mas me ponho… Afinal, de que adiantam as palavras difíceis senão para engrandecer ou engraçar nossos “Eram algumas vezes”…

Mas daí me ocorre, não ser depende só de quem não é? Existe dor, opressão, imposição, dominação ou o raio que o parta que faça não ser? Que determine a “vontade” de não ser? Pois é… parece que tem…

Eita “vontade” que  não permite! Oxi, arre, situação que não deixa… “NÃO SER”, não! Não entendo… Quero que seja, mesmo que não seja do meu jeito! Que contar, mais de uma vez, do “Era uma vez” que eu quis ser…

Cutuco de Resultados: tutorial signos

Bom dia amigo, amiga, leitor biscate! Boa tarde, cutucadores de plantão! Boa noite zoroastristas que não tem mais o que fazer! [internet não tem horário, gente!] Pra vocês, amigos e acompanhantes biscates que leram nossa Ode ao Cutuco, ou pra você, curioso eventual, que veio aqui numa rapidinha, continuamos nosso serviço de utilidade pública pra você que vive uma vida lasciva nas redes sociais.

Esperamos firmemente que Nossa Senhora da Sombrinha de Velhas esteja provendo muitos cutucas a todos vocês, mas caso não esteja, estamos aqui para ajudar com algumas mandingas dicas das redes sociais para apimentar seu cutuco biscate [caso contrário, continue com seus cutucas-guerra-de-travesseiro]! Então vamos lá, anotem o passo a passo e deixem os resultados envolve-los [ou adentrá-los, sei lá].

1- Escolha o alvo! Mais importante de tudo, saber quem você vai cutucar é o mais importante! Encontre a pessoa, certifique-se que ela tenha a rede social do tio Zucka.

2- Cutuque! Não tem que esperar muito… Você pode até curtir  foto da capa, fazer um “hahaha” em um comentário aleatório para o qual não foi chamado [sob o risco de parecer retardado para a pessoa visada], mas cutuque!

3- Aguarde o cutuco-back. Se ele vier, o que mostra sua argúcia e sex appel em saber escolher o que é certo pra você. Vá para o inbox e mostre [ou convide para mostrar] que você é algo além de simples dedinhos mágicos!

Cutuco Zodiacal

Cutuco Zodiacal

Tá vendo, amigues biscates, sem muita lenha-lenga! Mas fiquem atentos para as variações dependendo do signo da pessoa visada! Isso pode fazer todo um diferencial e necessitar atitudes rápidas e certeiras para que Nossa Senhora da Hora Certa garante o seu #HojeTem. Por isso, vamos compreender o zodíaco e um beijo no coração de todos:

Áries: cutuque o ariano! Se ele estiver interessado, vai responder por inbox [cutuco-back pra quê?] com o telefone ou o endereço de onde será o #bote.

Touro: cutuco dado é cutuco respondido, afinal, rola educação! Mas na tréplica já rola o inbox te dizendo “E aí, seu cutucador, hein!”. É só pegar!

Gêmeos: É legal, não tá te dando mole… Sempre! Vai responder o cutuco porque é legal… e vai fazer um inbox com o emoticon ^^ [que significa, olha meu riso de desprezo]. Na segunda vez que você cutucar, vai mostrar as garras e falar do namorad@ no mesmo inbox. Aguarde que o geminiano te aborde.

Câncer: Vai ficar tão emocionado em ser cutucado que vai chorar. vai cutucar de volta e vai achar que isso é troca de carinho. Não demore em marcar o #bote, caso contrário você já terá plano para seus netos quando for rolar a pegarão.

Leão: Você vai cutucar, ele vai apagar. Você vai cutucar novamente, ele vai apagar de novo. Você vai cutucar outra vez ainda e vai mandar um inbox ressaltando que a sua persistência se deve às maravilhosas qualidades estético-sentimentais e de caráter do seu alvo leonino. Ofereça para lhe pagar uma bebida e pegue.

Virgem: Não se assuste se o virginiano não responder imediatamente. É sempre assim, eles têm que esperar um confluência especial do universo para responder, tais como: a mesma hora no dia seguinte ao cutuco inicial; você curtir algum comentário dele, ou uma foto nova do perfil que ele colocou propositadamente para que você curtisse e, então, ele cutucasse de volta. Vá seguindo a lógica do virginiano que você vai pegar!

Libra: Vai adorar ser cutucado, mas vai gritar às quatro redes sociais que foi cutucado e que as pessoas perderam a noção e que isso acontece porque ele é muito gostoso/bom/gente fina. Você vai se cansar e vai até excluir o cutuco inicial. Não traumatize, continue cutucando outras pessoas. Se quiser investir no Libriano, mande um inbox.

Escorpião: Nunca cutuque um escorpiano, ele vai te cutucar. Nunca deixe de responder a um cutuque escorpiano, mesmo que você não queira nada! Deixar um escorpiano no vácuo cutuquítico significa que ele vai pegar suas fotos, vai fazer montagens no photoshop e vai fazer com que isso chegue u aos seus filho [quando você os tiver] ou a seus pais [no leito de morte deles]. Ou vai arquitetar qualquer outra vingança!

Sagitário: Vai começar cutucando na amizade, na brincadeira e a porra vai ficar séria! Tome logo a iniciativa de marcar um barzinho, pois nessa pasmaceira de amizade, você só vai pegar na segunda ou terceira saída.

Capricórnio: Te cutuca como alvo e responde aos cutucos por rotina. Se não rolar logo uma iniciativa por inbox, vai ficar nisso o resto da vida. Não demore a marcar com um capricorniano e se marcar, não falte, adie ou coisa parecida. O tempo do capricorniano sempre é dele e na hora em que ele quer. Chatos e calados por natureza, vão te procurar para o próximo #HojeTem por cutuco, claro!

Aquário: Você vai cutucar, ele vai gostar. Mas vai ficar em dúvida sobre que tipo de mensagem estará mandando ao cutucar de  volta. Vai perguntar a 4 ou 5 amigos o que eles acham, ao final da enquete terá a decisão de que ainda não sabe o que quer, vai cutucar de volta e puxar conversa pelo inbox fazendo cu doce. caso você tenha paciência, vai pegar.

Peixes: Vai adorar ser cutucado! Se é que sabe o que o cutuco significa. Vai pensar nas possíveis conseqüências disso e vai esquecer de cutucar de volta! Pegue o telefone do pisciano e ligue [provavelmente ele esqueceu de ocultar no perfil do feissy] dá mais resultado!

Sobre Pensar Distâncias

Tão perto e tão longe… Quão próximo se deve estar? Que distância conforta? Quais distâncias machucam: Distante… Quão distante? Quem distante? Distante de onde?

Maldita dor essa inventada… Inventada e se dizer do banzo daquilo que vai além e o espaço não mede o alcance… Dor de querer quem não pode responder ao abraço, dor de abraçar a própria dor ao longe.

Pensar Distâncias

Pensar Distâncias

Distante não só no espaço… Lonjuras no infinito da cabeça… Distância do pensamento, dos quereres, distâncias do que se acha inalcançável mesmo abaixo do nariz. Quereres e distâncias, quereres e barreiras… O perto que é longínquo e o longe tão próximo que o suspiro faz cair o castelo de cartas do infinito…

Distância do conforto, lonjura do contentamento… Longe para a fuga para perto da não dor… Mas distância… Construindo distância para destruir presença, destruindo distância para construir constância… Distância para amar construir proximidades na lonjura dos olhos…

Encontros… Distâncias e tempos para encontros, para o ver-se, para o não se ver… Para aumentar a dor, para dar conforto à dor… Novas distâncias de velhos novos encontros… Encontros de saudade, encontros de desejo, encontros de alegria, encontros de tristeza, de terror, amor, pulsão, tesão, de juntar-se. Encontros de aplacar distâncias, de emplacar a vida…

Nem boas, ou ruins… Distância de se medir, de não medir… Esforços pra reduzir, trabalho para alongar, medo de sentir… Sentir saudade da distância… Agir para separar distâncias…

Perceber, as vezes, quando é muito pouco o que se tem que fazer. Inventar lutas para travar acessos à lugares indistintos, de pouca ou muita distância. Afligir a vida para combater dor, aninhar alegria, insuflar esperanças, amansar desesperos…

Lidar com distâncias…

Mais que sentir as distâncias. Lutar por aquelas que valem. se valer daquelas necessárias. Desfazer as terríveis. Invadir as imponderáveis. Só para ser, ou tentar ser, feliz com a distância que lhe convém…

Sobre uma forma de entender distâncias…

Ode ao Cutuco

A Biscatagi, ela não tem limites. Desde que se convencionou que a sociedade humana biscatearia, temos encontrado, criado, despendido um tempo enorme em estratégias, das ingênuas às mirabolantes, para dar umazinha estreitar relacionamentos. Na era das redes sociais, não poderia ser diferente. De que adiantaria ter uma rede social (viu, orkut) se nela não pudéssemos demonstrar todo o nosso interesse e interatividade e boas intenções com apenas um clique?  É a maravilha do cutuco. [todos junto] OBRIGADO, ZUCKA!

Cutuca aqui!

Cutuca aqui!

Certamente uma das maravilhas da criação, o gênio que disse Fiat Cutucos, merece uma salva de palmas biscate. Cutucar se tornou, depois disso, uma prática de meninos, meninas, jovens, adultos e pessoas na melhor idade, para dizer: Olha, eu to facinho! Tudo de um jeito vulgar, sem ser sexy e na surdina, que é como a gente gosta… Pelo menos de vez em quando.

Falem a verdade, ou apenas admitam enquanto rebolam contidamente de felicidade da cadeira do escritório, do quarto, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê se tiver 3G, a notificação de Habemus Cutucum é uma massagem no ego de todo mundo! Digam-me, quem nunca acordou e ainda com o olho remelento não espraguejou a demora do app em atualizar as notificações para, então ler: “Fulano e mais 10 pessoas te cutucaram” enquanto você dormia? Hora da prece pra Nossa Sra. do Vicky Vaporub pelo respiro aliviado!

Cutuca Mesmo!

Cutuca Mesmo!

Mas não é só isso! Pra quem é dos primórdios das redes sociais, havia uma indicação no “Ajuda” que deixava todo mundo muito bem informado que “Cutucar é um ato de carinho”. Isso mesmo! O Cutuco pode ir além da biscatagi. É, praticamente, um “não só, mas também”!

O Cutuco serve, por exemplo pra você dizer para aquela amiga que não vê há muito tempo um: “Olha eu aqui, fia”! Cutucos servem também para Guerras de Travesseiros virtuais noturnas, afinal quem não gosta de ficar cutucando o coleguinha até a exaustão e dormir igual a pinto no lixo depois da brincadeira? Cutucos servem, ainda, para se manter presente na vida das pessoas… Você sente saudades, vai lá, dá uma cutucadinha, a pessoa vê, sorri, lembra de você, dá uma cutucadinha de volta e por aí vai…

Cutucar serve, assim, para criar e manter relações sociais. Cutucar é uma das ferramenta que mais servem para, na vida social, fomentar encontros reais e ver se o tal cutuco realmente cutuca! Seja no bar, no restaurante, na escola , no motel, seja na esquina comendo um churros, o cutuco pode te levar a lugares nunca antes planejados! E o cutuco pode ter levar à uma eterna vida biscatagi. Ou seja, quem ama cutuca! Cutuque você também!

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