Resumo da semana: fim da violência contra a mulher

E o nosso resumo da semana começa com uma imagem delicadamente selecionada pelo Claudio Luiz, para nossos #16DiasDeAtivismo pelo #FimDaViolênciaContraMulher. 

by Pure Evil

Na segunda, tivemos o post inicial que fala dos nossos 16 dias de ativismo. E, infelizmente, assunto é o que não falta. Na terça, a Sílvia contando da violência cotidiana que é o aborto ilegal. Na quarta, a Luciana se perguntando  “O que é que vão pensar?” ; na quinta, o desabafo doloroso da Niara: “Lutar contra a violência dói”. Na sexta, a Lis traz outro tema de saúde pública à baila: “A Aids e as mulheres”. E no sábado, tem a Renata Lins tocando em uma questão incômoda: a de que os homens que agridem mulheres são, com frequência, conhecidos próximos de suas vítimas. É. Difícil. século XXI, e a gente ainda está aqui falando sobre isso. Vamos à luta. Boa semana!

Todos os textos dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher e de gênero do BiscateSC estão naquele banner vermelho, bem no alto da coluna à direita. Cliquem e acompanhem! 😉

Estamos entrando nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência de Gênero

O #FimDaViolenciaContraMulher é o bem que se quer!

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O Biscate Social Club está entrando nos 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero, e de hoje Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta Contra a Violência à Mulher e Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher — até o dia 10 de dezembro — Dia Internacional dos Direitos Humanos — todos os posts do clubinho terão a eliminação da violência de gênero como tema, cada bisca escrevente com o seu olhar, sensibilidade, suas histórias e as histórias de violência que não podem ser esquecidas.

Adoraríamos viver num mundo, continente e país onde essa luta não se fizesse necessária. Mas, sua necessidade se torna cada dia mais premente. A violência contra a mulher de tão comum ficou banal. Há uma onda de suicídios de adolescentes por conta do machismo explicitado na divulgação de fotos da intimidade dessas meninas. Não começou agora, mas talvez o caso mais conhecido seja o da Fran. E a imprensa nunca diz o motivo principal desses crimes e nem se aventa a possibilidade de responsabilização criminal dos ex dessas meninas por suas mortes.

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O recente feminicídio de Letícia Monique, de 17 anos, pelo ex-namorado no Paraná, virou frisson da imprensa e na internet. Não pelo feminicídio ou pela vida de Letícia, mais uma ceifada pelo machismo, mas pela espetaculização do crime. Foi quase tudo gravado pela câmera de segurança do supermercado onde ela trabalhava. Mas, o mais impressionante das cenas, embora nenhum veículo tenha atentado para isso, é a inércia, a imobilidade das pessoas assistindo Letícia ser arrastada para fora do supermercado por seu assassino. Ela nitidamente pedia socorro.

Dizer que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher‘ não cola mais como justificativa para se omitir, a Lei Maria da Penha já permite que terceiros façam a denúncia à polícia, e o casos de violência contra mulher saíram do espaço privado tem muito tempo. Letícia não foi vítima apenas do machismo de seu ex-namorado, ela foi vítima do machismo de todas as pessoas que assistiram e seguem assistindo ao seu assassinato.

E aí, vai ficar só olhando? Disponha-se a mudar essa situação. O primeiro passo é nunca culpar a mulher pela violência sofrida, NUNCA. Depois, vai lendo aí e vamos aprendendo juntxs formas de coibir e prevenir a violência de gênero. 😉

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O que mais saiu na rede:

25 de novembro: contra a violência física e simbólica às mulheres – Blogueiras Feministas

Violência contra as mulheres: Já basta! – Marcha Mundial das Mulheres Brasil 

Vídeo da Marcha Mundial das Mulheres Brasil 

Conheça o Projeto Entre Nós

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