Eu, uma idiota(?)

Coincidências à parte, nessa última semana conversei bastante com alguns amigos sobre relacionamentos amorosos. Cada um com sua “receita”, dizendo o que tolera ou não em alguém, se sente ciúme, coisas assim.

Até que um deles disse invejar a forma como levo meu atual namoro e que gostaria muito de ser assim, mais “de boa”. Mas que tem medo de fazer papel de idiota…

amorÉ. Esse tal “papel de idiota”, segundo ele,  é ser enganado, gostar mais do outro do que este outro gosta dele, sofrer por amor, confiar demais, etc. E a maneira mais eficiente que ele encontrou para não padecer dessas barbaridades, foi sentir o controle (sobre o outro). Ficar de olho, a par de cada respiro da vida do companheiro. Colocar foto do casal como a do perfil das redes sociais, bem como ter a senha dx namoradx e pedir para elx fazer o mesmo. Pedir para x parceirx eliminar todas as fotos dx ex do computador. A vida social de ambos vai para o saco. Tudo isso por “amor”.

Honestamente, não sei ao certo quando parei de relacionar a intensidade de ciúme com a intensidade do amor que eu sinto por alguém. É que amar uma pessoa é algo muito grandioso, gostoso se ser vivido. E não tem porque insistir em escolher o caminho da dor, do sofrimento e da prisão. Amar, ao meu ver, está lado a lado com a liberdade. Não consigo me sentir amada ou acreditar que amo alguém de verdade se nenhum de nós nos sentirmos livres.

Quando a gente passa a pensar assim, rolam muitas transformações no modo como liberdadesentimos as coisas. Tudo se ressignifica em nosso coração e passamos a valorizar mais o hoje. Cada dia ao lado do nosso amor começa a ser vivido de cada vez. O hoje, o agora, o momento passa a ser muito mais importante e aproveitado. E a gente entende que decepções podem fazer parte do processo ( é, não aprendi a não criar expectativas ainda).

Talvez eu seja mesmo uma idiota. Mas prefiro continuar assim, estou feliz por não tratar o outro como minha propriedade. Acho mais legal planejar o que fazer no próximo fim de semana com ele do que ficar imaginando para quantas ele olha na rua. Que estar ao meu lado seja uma escolha, não obrigação.

Tomara que mais gente se torne idiota e pare de confundir as bielas. 🙂

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