Artistas Latinas

Bolinhas.SÃO PAULO/SP, Brasil 12/10/2013. (Foto: Antonio Miotto)

Saltimbancos, assim sempre foram chamados. Hoje, ganham fama como artistas de e na rua. Apresentam-se nas ruas e avenidas da cidade de São Paulo. As apresentações espalham-se por quase toda a urbe e ao mostrarem suas artes nos locais públicos – como praças, calçadas e nos faróis/esquinas – divulgam seu trabalho e levam diversão para todos. São multi-arte[istas] ora cantam, dançam, brincam fazendo suas mímicas, poetizam a vida como estátuas vivas, etc. A arte de e na rua não é uma profissão e sim uma maneira de se custear sua sobrevivência – como dizem: ‘manguear’! – e também a manutenção de seus equipamentos, tais como os instrumentos musicais, as tinturas corporais, etc.

Brenda, 18 anos – de Vitória/ES. Artista de Rua e que está no “trecho”: pensa em fazer um rolê pela América Latina pedalando...! / Thaiane, 19 anos – do Rio de Janeiro/RJ [ “sou carioca”]. Artista de Rua. Deseja também dar um rolê por toda América Latina [ trem, carona e bicicleta ]. Foto: Antonio Miotto

Brenda, 18 anos – de Vitória/ES. Artista de Rua e que está no “trecho”: pensa em fazer um rolê pela América Latina pedalando…! / Thaiane, 19 anos – do Rio de Janeiro/RJ [ “sou carioca”]. Artista de Rua. Deseja também dar um rolê por toda América Latina [ trem, carona e bicicleta ]. Foto: Antonio Miotto

A multi-arteira na rua/avenida, por instantes quase que mágico nos transporta além dos dilemas [triviais] cotidianos: conta$, louça e roupa para lavar. Nossa eterna [e vã] existência ao ver espetáculo torna-se suspensa: a respiração levita com o encontro da poesia gestual do corpo do palhaço e o cotidiano de nosso olhar – já acostumado com a mesmice do dia-a-dia. Pausamos a dramati-cidade ou nos dizeres de Leminski :

A poesia é o principio do prazer no uso da linguagem. E os poderes deste mundo não suportam o prazer. … A função da poesia é a função do prazer na vida humana”.

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Dia Mundial Sem Carro

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“Dia 22 de Setembro é o “Dia Mundial Sem Carro”. O nome varia, mas o mote é sempre o mesmo, comemorar e defender uma outra cidade possível. A iniciativa veio da Europa, onde faz parte da Semana da Mobilidade. No Brasil, mais tem sido feito por organizações da sociedade civil do que pelo poder público.

A

Para quem caminha, pedala ou usa o transporte público nada muda. Já os motoristas dos automóveis particulares ainda não foram devidamente sensibilizados para conhecer alternativas, nem que durante um dia apenas.”

bicicletas na cidade de São Paulo

 * Defenda o uso do transporte público de qualidade: rápido e eficiente; calçadas em condições mínimas de utilização por todos os cidadãos e utilizando a bicicleta, você se sentirá mais integrado ao espaço urbano, ganhará saúde e consequentemente sentirá a melhora em sua qualidade de vida.

Em nossas cidades, todos os dias percebemos o aumento das horas que se gasta no interior de um carro[fruto da ampliação da frota de veículos], refletindo o desperdício da qualidade de vida e do tempo. Juntos, podemos viabilizar a mudança de vida em nossas cidades:

Quando pedalar em sua cidade:

  • Antes de sair de casa: alimente-se bem! Vista-se com roupas que possibilitem um melhor comunicação com os motoristas e pedestres [lembrete- à noite, luzes e reflexivos ];

BRUNA CARDOSO, 25 ANOS

BRUNA CARDOSO, 25 ANOS

  • Pedestre sempre tem a preferência: evite pedalar nas calçadas, opte por desmontar e empurra; nas faixas de pedestres, espere-o concluir a travessia.

JULIANA DIEHL, 28 anos.

JULIANA DIEHL, 28 anos.

  • Sempre pedale por caminhos alternativos [ruas tranquilas]. Se estiver em uma avenida, muito movimentada redobre a atenção. Rotas compartilhadas você pode conferir no bikemap.net ; Ao pedalar, ocupe de 1/3 ou 1/2 da faixa – nunca próximo à guia, facilitando a visão dos motoristas e permite à você uma margem de segurança em caso de buracos.

Juliana Gatti, 32 anos

Juliana Gatti, 32 anos

  • Pedalando nas vias, você é o trânsito; e no trânsito toda a atenção deve ser redobrada: sinalize todas as manobras que irá realizar. Tenha ciência de todos os caminhos de se chegar ao seu destino; Compartilhar o espaço público, será uma constante para você, então pratique o respeito e a educação no trânsito.

Diva, 48 anos.

Diva, 48 anos.

insPIRE + com o poetinha

As poetisas: Alessandra e Formiga

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Alessandra Reis

Alessandra Reis, 34 anos, solteira, filha de nordestinos, negra, lésbica. Residente do bairro de São Miguel Paulista desde que nasceu (salvo por um ano e 3 meses em que se refugiu em terras Soteropolitanas). Foi professora de educação infantil por 8 anos, é artesã e se arrisca nas linhas da escrita e poesia (não se considera poeta), é vegetariana, acredita na força da união e nas lutas sociais, sonha com um mundo onde exista mais respeito, tolerância, compaixão e amor ao próximo. Ativista na luta pela divulgação das Doenças Falciformes, é Coordenadora Financeira da Associação Pró Falcêmicos APROFE, uma instituição sem fins lucrativos que tem por missão contribuir na melhoria da qualidade de vida dos portadores desta anemia e de propagar informações para familiares, profissionais da saúde e população em geral.

[*sem título – nota BSC]

Eu trago estrelas na alma
a iluminar-me por dentro
nascendo e renascendo
reafirmando-me a Luz
que brilha internamente
e aos meus passos conduz
Eu trago a chama de um fogo
um sol que vem me aquecendo
surgindo não pela metade
na resplandecente Verdade
que me leva em liberdade
a reencontrar-me de novo.
Reencontrar-me na Cruz, 
a ser reafirmada em silêncio,
que na Palavra se encontra.
Ter a mais firme esperança
da Vida que vai soerguendo 
e aos poucos revigorando
os erros desta humanidade
que se perdeu da Verdade
e  foi se escurecendo
nas sombras que em si foi erguendo.
Eu trago em mim a vontade
de ressaltar uma voz
a voz que vem do espírito
que nos conduz ao equilíbrio
que reconduz nossa ação
esta é a voz da intuição
que abafará o malefício
que a humanidade exaltou
que calará os barulhos
que a mente em si reforçou.
Eu trago assim a certeza
de que nada há a temer
pois tudo então colheremos
para o nosso amadurecer
e despertar para a Luz.

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FORMIGA

Moradora do região sul da capital paulistana, poetisa.

Formiga

Formiga

Minha poesia que eu acho mais a cara o 29 de agosto é essa aqui:

*Lésbika Antiestétika

Ela cola, Ela olha, Ela bate um flash, Ela ocupa teu abandono

e tranforma em squat

Ela é mudança, Ela ri, Ela quer assumir, quer amar, quer

beijar quer quer o preconceito abolir

ELA abranda, ELA é anti moda, Ela é capaz, Ela é punk, Ela

é rap, Ela é guerrilheira da paz

Ela é manax, Ela é ación directa, Ela é capoeira,

Ela é revolución, Ela é mente fecunda, Ela é antissexista,

roda o globo, pedala na pista, Ela é...

Ela é negra na cor raspou o cabelo, Ela é autoestima

em frente ao espelho, Ela é...

Ela é Frida , Ela é Angela Davis, ela é Valerie Solanas,

faz prosa, faz verso, Ela é fortaleza,

Ela é Amazona, Ela é memória viva, Ela é sutil, no

Verso exposto ela tem franqueza, sua ginga é

vera

destreza, Ela é...

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é  poétika revolucionou

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika

Seu abraço feminista é acolhedor

na denuncia anti machista sua voz é amplificador

“Ela é Banto, é Nagô, é Iorubá”, Ela é anti heteroNORMATIVA, vai te escrachar

Ela rima, Ela decora, Ela berra, Ela cria, Ela não bebe e ser livre de
drogas propaga, Ela...

E a resistencia não acaba... lesbianidade É REBELDIA também...

ela vai  mais além

Ei DJ "dead men don´t rape", que Ela é mudança, Ela ri, Ela quer

assumir, quer beijar, quer amar,

Quer a lesbofobia abolir ... “Ela é zica na cena”, Ela é poliamor

“Ela é ie ie ie ie, ou ou ou ou”...

Movimento P I N T O C O R E ela é skateboard. Ela está compondo

uma canção porém Ela é Rebel Girl, Ela é ms. 45

hein?! Ela é cheia de marra também já viveu, já

sofreu o heteropatriarcado racista na pele... tem parceria na ZN, ZS, ZO
América Latina, ABC e ZL...

Podia me apaixonar...

Ela batuca e protesta, Ela é quem forma a ciranda e DE MÃOS DADAS com a
irmandade

ilumina o breu,

Sororidade é noiz valeu.... ooo MANAXS QUE fortaleceu...

Críticas de uma guerreira Black, é a feminista radical is back, vai

vendo mulequA, Ela é capaz

de deixar os pelos do suvaco crescer e não voltar atrás, Ela é...

Vai que vai...! Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é poética revolucionoau

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika...

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é poétika revolucionou

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika...

* Lésbika Antiestétika é uma versão poética da música Mulher Elétrica dos
Racionais Mc´s.

formiga, poetisa. São Paulo, 04/07/2013

A postagem faz parte da 1ª Semana de Blogagem Coletiva pelo Dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual, convocada pelo True Love

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Tarsila

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila, é uma pessoa que está se esforçando em fazer o que gosta. Escrever é uma delas. Gosta também de outras coisas, como dançar e conversar com árvores.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

Menstruação

O sangue escuro sobre a pele morena

atesta: é tempo. os ‘quero-queros’ em revoada

fogem, sob o som ardido da dor.

A testa, deitada sobre os joelhos:

sem tempo. Os segundos são espessos.

Os períodos são concretos, a tristeza é agridoce

e física. Na própria lama ela se refaz;

o fluxo do vinho o refluxo dissolve,

cospe sapos e digere leões. Serpentes

escorrem pelas pernas bambas, a beijar os pés

plantados sobre suas próprias terras santas.

….

Sua poesia é uma forma de exercitar e compartilhar um pouco de inspiração.

Você poderá encontrar a Tarsila no facebook.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

-.-.-.-.-.-

recado da Tarsila

gostaria que você me desse crédito. Porque eu sou vaidosa, sabe? Sei que tenho que repensar isso e tal. Enfim, eu sei como a internet é, e não vou te processar se você usar um texto meu sem os devidos créditos. Pra falar a verdade eu acho que vou ficar bem feliz de ver os meus textos rodando por aí.

Se você mexer no meu texto, eu gostaria que você assumisse a autoria da mudança. É muito legal quando uma ideia nossa cai no mundo,  com o nosso nome ou não. Mas é ruim quando alguém coloca palavras na nossa boca.  Uma sugestão é falar que você se inspirou no meu texto, por exemplo.

Eu estou fazendo isso porque não acredito em copyright. Se alguém puder aprender algo com o que escrevo, melhor. Se alguém conseguir produzir algo legal mais facilmente com o que escrevo, melhor. Acho até que são objetivos bem ambiciosos de se alcançar. Além do quê, não tem nenhuma grande empresa por trás de mim, e eu atualmente não ganho pelos meus textos (embora eu gostaria de aprender a fazê-lo).

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Fora que eu acredito no livre compartilhamento da inspiração. Vou me achar uma pessoa de imensa sorte se algum dos textos aqui inspirar alguém, e me sentiria uma pessoa horrível se eu tivesse que restringir meus textos em vez de simplesmente deixar as ideias fluirem, o mais livremente possivel. “Voa, passarinho, voa!” me dizia uma amiga minha. Então voa, textinho, voa.

Maria Medalha

Maria Medalha

Medalha ou Maria Medalha é como se apresenta a moradora em situação de Rua. Habita as ruas[ bairro da liberdade em São Paulo] há mais de 10 anos e aos 44 anos reforça com enfâse que está solteira. Abomina os albergues[ espaços destinados a abrigar as e os moradores em situação de rua], se alimenta e cuida da higiene pessoal na Associação Minha Rua Minha Casa [lá trabalha como voluntária, e vez por outra também dorme por lá].

Maria Medalha

“Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

(…)” Milton Nascimento

Maria Medalha Maria Medalha

obs: as fotos aqui publicadas, foram reveladas e entregues à Medalha.

O casamento da Paula e Daniel

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O casamento da Paula e do Daniel foi dia 13 de julho, em uma cerimônia aberta no segundo platô da Praça das Corujas (Praça Dolores Ibarruri – Bairro de Pinheiros em São Paulo).

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Paula Aftimus é jornalista, apaixonada por futebol, cinema e pessoas que se arriscam em busca de algo em que acreditam. Trocou o carro pela bike – e longas caminhadas; a coleção de calças jeans por muitos vestidos e os amigos chatos por estranhos loucos que a gente encontra por aí (e que logo estão jogando Imagem & Ação em casa). Afinal, por que desejar segurança quando se pode sonhar com aventuras?

Daniel Santini é jornalista, coordenador da agência da de notícias Repórter Brasil, e mantém um blog de jornalismo de dados sobre cidades no site ((o)) eco.

Rafaelita

“Seu rosto é o rosto da mãe Africa, sempre pronta a nos abraçar, com sorriso no rosto e alegria no olhar.”

RAFAELITA, Mulher, migrante, empregada doméstica, moradora de cortiço, com 2 filhos já em universidades públicas, [usp e unifesp] e com seus 64 anos é uma entusiasta defensora do reaproveitamento dos alimentos.

Lembrando que em 25 de julho será comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra na América Latina e Caribe, reflita sobre a importância da instituição deste dia:

1. A Mulher negra é vitima de uma dupla discriminação: de gênero e de raça em todos os países da América Latina, tanto na cidade como no campo. Portanto, a trabalhadora rural negra é vitima de mais uma discriminação;

2. As mulheres negras chegam a receber mensalmente cerca de 66% menos nos salários quando comparados com os homens não negros principalmente no Brasil, na Colômbia e na Venezuela;

RAFAELITA

3. A grande maioria das mulheres, 93%, encontram-se no trabalho domestico, o que representa 8 milhões de pessoas; destas 80% não possuem a formalização do vínculo empregatício;

4. Estes problemas enfrentados pelas mulheres negras brasileiras fazem parte, com poucas diferenças de fundo cultural e históricos, da vida de suas irmãs nos demais países da América Latina e do Caribe.

RAFAELITA

E você o que fará dia 25 de julho?

Femenagem: CLEONICE, presente!

“Quem era essa mulher? | Se é arma e não é letal então porque Cleonice Vieira de Moraes, de 54 anos, gari, morreu, durante o trabalho, enquanto tentava se proteger, intoxicada pelo gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar contra manifestantes em Belém, no Pará? Uma rua, avenida, praça, ponte, um viaduto, estádio ou cartaz sequer levará o nome de Cleonice? O sindicato fará uma femenagem pra Cleonice? O Estado vai indenizar a família pela morte de Cleonice? Pobre Cleonice!” Ruivo Lopes

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

Relembrar os atos políticos contra o aumento da passagem dos transportes coletivos [em SP] é um das formas da femenagem.

7º ato – 20/06/2013

7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP

6º ato – 18/06/2013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

5º ato – 17/06/2013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

4º ato – 13/06/2013

Quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte públic

En la lucha de classes
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

Paulo Leminski

Dora

Dora [Doralice], aos 92 moradora da cidade de Bananal/SP. Professora aposentada e ainda mantém seus escritos do seu cotidiano.

Dora [Doralice], aos 92 moradora da cidade de Bananal/SP. Professora aposentada e ainda mantém seus escritos do seu cotidiano.

Leia abaixo o poema que escreveu em 2011

Um rio que fala

 Ele vem de mansinho, não se sabe de onde, nem para onde vai.

Quando o sol nasce, é brilhante, parecendo mil estrelinhas douradas piscando, piscando, distribuindo calor e alegria.

Vai indo talvez com receio de perturbar o silêncio da mata que quase sempre está ao seu lado.

Bendito seja Deus que nos concedeu a graça de poder admirar essa natureza tão bela!

Os passarinhos cantam ao seu lado no decorrer do caminhar lento e sereno, muito suave mesmo.

E à noite?

Então tudo se transforma e ele fala, canta, grita, talvez pelo negror do mundo.

Crianças sorrindo ou chorando vão se banhar, ali jovens sedentos de amor suspiram, desesperados animais urram.

E nós, em nossos sonhos, somos perturbados: Meus Deus, esse rio é louco, louco de correr só sem saber onde vai , louco de nunca parar.

Parece que o arco-íris se escondeu dentro dele para ir colorindo-o para o mundo ver quando acordar.

E de manhã ele se cala.

O seu segredo é à noite.

E lá vai ele correndo, correndo…

Nossa vida também é como o rio, tudo passa… alegrias, tristezas e fica a doce felicidade de viver.

Dora, em setembro/2011

Dora

rio Bracuí [ nasce na cidade de Bananal]- O nome vem do tupi-guarani ybyrá-ku’i “farinha de pau”, “serragem”.

Dora

rio Bracuí [ nasce na cidade de Bananal]- O nome vem do tupi-guarani ybyrá-ku’i “farinha de pau”, “serragem”.

Dora

 

 

 

Vou vadiar, eu vou

“Fui feita pra vadiar, eu vou…”

marcha das vadias sp 2013

A concentração e os preparativos na Praça do Ciclista [Av. Paulista esquina com Rua da Consolação], antes da Marcha das Vadias de São Paulo 2013 em 25 de maio.

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Mulheres e homens participaram da Marcha das Vadias em São Paulo, percorrendo a Avenida Paulista, Rua Augusta e terminando na Praça Roosevelt – zona central.

marcha das vadias sp 2013

clique nas imagens

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“A Marcha das Vadias de São Paulo, assim como a Marchas das Vadias no mundo, marcha para que a sociedade entenda que as mulheres não são responsáveis pela violência que sofrem. A sobrevivente NUNCA é culpada. Culpado é o agressor.”

Ouça também Não Vadeia – Clementina de Jesus.

Poesia e Rap contra a menoridade penal

Por Antonio Miotto*, Biscate Convidado

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Volta e meia a discussão da redução da maioridade penal aparece como a solução para a violência. Mais do que uma solução mágica que não existe, essa discussão traz em si o preconceito social e o racismo estruturais da nossa sociedade embutidos. Recomendamos um excelente texto publicado ano passado no Blogueiras Feministas. Lá, diz a jornalista Cecilia Olliveira:

De 60 milhões de crianças e adolescentes, 60 mil cometem algum tipo de delito, que pode ser desde um furto de um vidro de xampu a um homicídio. Ou seja: 0,1%! O maior número de crimes cometidos é em relação ao patrimônio. No país há NO TOTAL, 1600 homicidas.
Redução da maioridade penal não faz nenhum sentido. É apenas mais uma vertente do “vamos tirar o sofá da sala”. Em média, para cada dez mil adolescentes, entre 12 e 17 anos, há 8,8 cumprindo medida de privação e restrição de liberdade, o que representa 0,09% deste universo. Ou seja, 0,9% do total de adolescentes do país comete delitos e as pessoas querem alterar a vida de 99,1% deles.

Até o ministro da Justiça reconhece que não é solução. José Eduardo Cardozo disse nessa segunda-feira passada, 13 de maio, que reduzir a maioridade penal é “inconstitucional” e só poderia ser feito com uma nova Constituição. Disse ainda que somente mudar a lei “não resolve” o problema de segurança pública e apenas “maquia” a realidade.

E já que a discussão é cíclica e sentimos os Direitos Humanos e garantias individuais em risco nesse momento no país, se iniciou um movimento social para combater a ideia da redução da maioridade penal. Uma campanha está rolando há quase um mês para que rappers e poetas/poetisas gravem vídeos com rap ou rima de protesto sobre o tema. A essa campanha se somaram poetisas e rappers mulheres.

Carol Peixoto, poetiza de rua -- Foto Antonio Miotto

Carol Peixoto, poetiza de rua — Foto Antonio Miotto

Tati Botelho cantando seu rap -- Foto Antonio Miotto

Tati Botelho cantando seu rap — Foto Antonio Miotto

Rap da Luisa Valente:

Rap da Lurdes da Luz:

Rap da Tati Botelho:

E a poesia da Carol Peixoto:

Se você sabe fazer rap e ficou interessado em dar sua contribuição, faça sua rima. Os vídeos podem ser gravados com webcam ou celular, à capela — a ideia é focar na mensagem — e enviar para o email contramaioridadepenal@gmail.com

Redução da maioridade penal é assunto hoje também no Blogueiras Negras. Vai lá conferir o excelente texto da historiadora Letícia Maria, ela até “desenha” e apresenta uma lista de dez motivos para sermos contra a menoridade penal.

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Toni*Antonio Miotto (Toni) é um paulistano que há 47 anos transita quase que por toda a cidade, historiador por formação, e abraçado profissionalmente a uma lente como giz. Um atento observador social caminhando e pedalando na megacidade com uma câmera na mão, que acredita na integração do sujeito com o seu contexto social.

Dia das Trabalhadoras

Por Antonio Miotto*, Biscate Convidado

E o é desde 1886, quando trabalhadores e trabalhadoras na cidade de Chicago foram às ruas protestar por melhores condições de trabalho e reivindicar jornada diária de oito horas de trabalho. Os acontecimentos que se seguiram nos primeiros dias do mês foram tomando vulto e magnitude que com a intervenção da polícia da cidade estadunidense, ocasiona o assassinato de cinco sindicalistas norte-americanos.

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1º de maio é também dia das trabalhadoras. Dia de luta, de  protesto no espaço público de nossas cidade. Um dos dias de se rememorar as conquistas sociais: da florista, da violinista, da poetisa, da limpadora de ruas, da palhaça, da ativista, etc.

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Toni*Antonio Miotto (Toni) é um paulistano que há 47 anos transita quase que por toda a cidade, historiador por formação, e abraçado profissionalmente a uma lente como giz. Um atento observador social caminhando e pedalando na megacidade com uma câmera na mão, que acredita na integração do sujeito com o seu contexto social.

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