Mulheres (In) Visíveis

#LuzNasMulheres

Na ordem patriarcal, não existe um jeito certo de ser mulher. Não existe uma forma fácil. “É como o pecado original, você nasceu e isso já te condena. Variam as punições, não o veredito.”* Sofrimento não tem trena nem balança. Não é pesável, medível ou comparável. Ainda assim, para além das vivências individuais, sabemos que há grupos que, estruturalmente, arcam com ônus maiores por vivermos em uma sociedade machista, sexista, classista, racista, homofóbica e transfóbica.

Dia 08 de Março vem aí e é o Dia Internacional da Mulher. Entre as feministas – e nós com elas – é claro que é um dia de luta. Luta contra a opressão, a violência, a discriminação. E luta contra a invisibilidade. Todos os dias quando dizemos: “as mulheres” estamos encobrindo a diversidade de relações e experiências desse “ser mulher”. Porque há mulheres negras, mulheres índias, mulheres trans, mulheres lésbicas, mulheres em situação de rua, (entre outros grupos marginalizados) e cada uma nestes grupos sofre de forma estruturalmente mais violenta todos os preconceitos. Mulheres que por sua etnia, orientação sexual, poder aquisitivo ou por se inserirem de forma contestatória à lógica machista são invisibilizadas e têm minimizadas ou mesmo negadas sua condição humana e de identidade.

O BiscateSC tem como lema: biscate é uma mulher livre pra fazer o que bem entender, com quem escolher, e onde bem quiser. Mas sabemos que essa liberdade é um vir a ser, é processo, é conquista, é luta individual que se enraíza e se concretiza nas lutas mais amplas, coletivas, interrelacionadas. É por isso que, essa semana, escolhemos calar e ouvir, com mais atenção, mulheres que são, usualmente, silenciadas. Porque não precisamos nem devemos falar por elas. Elas têm voz, desejos e muito a dizer. Biscate, aqui, reconhece e aprende.

mulher invisível

*frase da Bárbara Lopes

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