Uma biscate de fé

 

Fé.

Fé em qualquer coisa. Em si mesmo, no outro, na poesia, na tarde que cai em nuvens negras, na chuva, no dia que termina e nunca mais amanhece o mesmo, na continuidade, nos ciclos, nas incógnitas.

Fé na vida.

Essa vida que desponta nova com o novo ano. Fé nas tantas possibilidades de recomeços. Fé na gente que nunca amanhece o mesmo, nos mergulhos de quem vai até o fundo para nascer de novo. Fé nessa gente que ri e tem vontade de alegria, nos nossos olhos pequenos diante das perguntas sem resposta, nos seus olhos que me miram a alma e me inspiram ser quem eu ainda não sou.

Fé em qualquer coisa que não tem nome, em tudo aquilo que eu ainda não sei, em tantas verdades partilhadas. Fé em verdade nenhuma de coisa nenhuma. Fé até nos tantos erros cometidos, que fazem a gente ser humano e querer mais, e querer mais e melhor.

2013 é número novo e é preciso fé. Fé de que existe gozo no fim do túnel, de que existe felicidade no fim do gozo, de que existe algo além de nossas mãos dadas e de nossos corpos unidos, de que é possível renovar-se sempre a cada dia. Fé de que existe união, e de que a esperança é verde e está reluzindo no nosso jardim. Fé na próxima ninhada, nos pés descalços sentindo a grama molhada, no carinho impensado, nos beijos roubados, nos porres sem motivo, na gente embriagada de vontade de vida.

Que tudo que foi ruim fique lá atrás, e que o que for ruim venha para ser grandeza. Que as tempestades fortes deixem a terra úmida para próximas e profícuas colheitas. Maçãs vermelhas. Apetites fartos. Sexo aos galopes. Risos largos. Renovações.

Axé!

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