Biscateando às vezes

Às vezes… nem sempre, nem nunca…  em muitos casos,  em poucos. às vezes surpreendentemente, para o bem, para o mal ou para o incerto e às vezes, muito às vezes, a vez.

1950_Chagall_La_Mariée

às vezes
by Chagall

Não é bem uma matemática afetiva… não é uma multiplicação de pessoas e gestos e feições e afeições, sequer é soma… tampouco o clichê da divisão e, menos ainda, o subtrair do outro, mas, às vezes, esse é mais…

O querer é da ordem do “às vezes”… querer sentir, querer estar, querer ser… é em meio à infinitude, encontrar o que a gente quer e, também, o outro quer… para mais, para menos, por isso às vezes dá certo… nem nunca, nem sempre… às vezes…

O querer… querer é um bicho com quem ninguém pode… o querer é da destruição de qualquer matemática da vida… mas, às vezes, ele desperta um quê para além do querer… aquela ponta de desejo que vai para além do infinito e, por vezes, explode em uma profusão de querer também.

TAMBÉM, como querer também é bom! querer também subtrai pra dividir uma soma que multiplica tudo o que se é junto… mas também não é matemática… também é linguagem… de uma língua das mais aplicadas! Também é quando o às vezes do querer acontece…

São linguagens para além de palavras, são linguagens do sentir em forma de música, de movimento, de um conjunto de formas e maneiras confusas e inconfundivelmente abstratas para que só a ordem só sentir entenda… e para que só no tocar, no envolver, no beijar e no ser se entenda… linguagens para poder realizar o querer… esse querer também que parece difícil, mas que entre uma biscateada e outra, às vezes, desavisada e despretensiosamente captura…

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...