Femenagem: CLEONICE, presente!

“Quem era essa mulher? | Se é arma e não é letal então porque Cleonice Vieira de Moraes, de 54 anos, gari, morreu, durante o trabalho, enquanto tentava se proteger, intoxicada pelo gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar contra manifestantes em Belém, no Pará? Uma rua, avenida, praça, ponte, um viaduto, estádio ou cartaz sequer levará o nome de Cleonice? O sindicato fará uma femenagem pra Cleonice? O Estado vai indenizar a família pela morte de Cleonice? Pobre Cleonice!” Ruivo Lopes

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

7º ato contra o aumento do transporte público, 20/06/2013

Relembrar os atos políticos contra o aumento da passagem dos transportes coletivos [em SP] é um das formas da femenagem.

7º ato – 20/06/2013

7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP7 ato contra o aumento em SP

7 ato contra o aumento em SP

6º ato – 18/06/2013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

6 ato contra o aumento das passagens 18062013

5º ato – 17/06/2013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

5 ato contra o aumento das passagens 17062013

4º ato – 13/06/2013

Quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte públic

En la lucha de classes
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

Paulo Leminski

Um não-texto sobre isso tudo que tá aí

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O texto hoje não é um texto exatamente, é um comentário. Um comentário que dialoga com o texto da Niara de ontem

Não é um texto porque eu, como todo mundo, tô olhando, tô vivendo, tô perplexa. E vou falar, sem nenhuma pretensão de análise fechada nem de síntese de nada. Um pouco como o movimento das ruas.

O movimento das ruas: tanta, tanta, tanta gente. Tanta gente que não dá pra simplesmente desprezar. Pra deixar de lado e fingir que não aconteceu. Tanta gente como não se via na rua desde … sim, isso mesmo. Desde os protestos contra a ditadura, desde as Diretas Já. Tanta gente querendo dizer. Dizer o quê? Ah, isso é outra conversa. O que a gente está vendo aqui começa com o Movimento Passe Livre. Mas começa mesmo?

Porque já tinha gente na rua. Gente protestando contra o Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Gente dizendo não ao PL da “cura gay”. Gente pedindo que o famigerado Estatuto do Nascituro não seja aprovado. Gente protestando contra as remoções bárbaras, que usam os megaeventos como justificativa para higienizar a cidade e levar a periferia para mais longe ainda. Isso pra me manter na pauta urbana. (Porque, claro, tem os protestos acontecendo já há tanto tempo em Belo Monte. Tem os indígenas dizendo “não” à remoção que é a deles, ao modelo de progresso-trator que tá devastando a Amazônia a bala. E isso é uma pauta em si, que insiro aqui porque não dá para esquecer nem pra deixar de lado.)

OrdemEProgressoO que a gente tá vendo agora, no asfalto do centro da cidade, é o que já vem acontecendo há tanto tempo. Nas favelas. Pinheirinho foi outro dia, com as pessoas correndo das casas sem nem conseguir tirar seus pertences. Os incêndios tão suspeitos que ajudam nas remoções em São Paulo, no Rio. Gente jogada fora. Gente que não importa.

E o silêncio das autoridades. E a falta de resposta, a falta de diálogo, a falta de prestação de contas. A insatisfação crescendo por tantos lados.

Mas divago.

O que eu queria dizer, mesmo, era o seguinte: como se pode chamar de democracia uma sociedade em que as chamadas “forças da ordem” avançam para cima dos que protestam, a balas de borracha ou reais, com seus cavalos, com suas motos? Em que se atira no rosto das pessoas que acompanham manifestações, em que se joga gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bombas de efeito moral em gente que apenas está exercendo seu direito de ocupar a rua?

Não vou fazer relatos, eles estão aí pra quem quiser consultar. Começou em São Paulo e foi se espraiando.Tantos, tão variados, tão fartos. Imagens, videos, falas, indignação, dor, impotência.

“O que foi feito amigo/ de tudo o que a gente sonhou?”

Eu só queria dizer isso: não pode. Não pode chamar de democracia e reprimir manifestações do jeito que tem acontecido. E ameaçar quem reclama. E prender assim, à toa, como aconteceu e continua acontecendo.

A gente vai ter que se repensar, sim. E vai ter que começar por aí. Porque aí começa: no direito de estar na rua sem levar bala de borracha nem gás lacrimogêneo. E se não começar por aí… pode anotar: é que a vaca já foi pro brejo.

QuePaísFoiEsse

Vai zarpar a BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013!

Faz um tempo que xs biscas tudo do BiscateSC querem se conhecer e partilharem juntxs alguns momentos, copos e risadas. Foram várias tentativas durantes as viagens de férias e a trabalho, mas não estava rolando. Até que a Raquel, que é arretada como só ela, marcou viagem pra Minas Gerais e ateou fogo no rabo de todo mundo para ir também. Em Minas estão a bisca convidada fixa da Renata Lima e a querida Adriana Torres e onde tenho amigues queridxs do tempo que passei lá. Aí, convencemos o Augusto e… formou.

BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013 #partiu

BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013 #partiu

Aperte o cinto, Brasil! Vai zarpar a BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013! Nossa turnê começa pela mineirice de Beagá neste final de semana, 8 e 9 de junho e vocês podem ver as fotos num álbum lá na nossa fan page (a gente vai postando em tempo real). Quem for de BH ou região, pode chegar junto que a gente gosta. A programação biscate-tour na capital mineira começa no finalzinho da manhã de sábado no Bar da Lora no Mercado Central e à noite vai pra Savassi. E domingo é dia de rock, bebê, a partir das 14h no Stonehenge Rock Bar no Barro Preto, até as forças acabarem.

Não é que a gente seja metidx e ache que teremos leitorxs do tipo fã que iriam até os locais marcados para nos conhecerem. Não nos pensamos como celebridades nem nada parecido. Menas, bem menas… Mas nesse um ano e meio de biscatagi explícita e irrestrita fizemos muitxs amigues pelo Brasil e somos nós que queremos conhecê-lxs. Então, amigues biscates de Beagá, se quiserem nos conhecer estaremos de pernas, digo, de braços abertos para recebê-lxs, brindar e conversar. Vem gente, vai ter biscatagi!

Infelizmente na Estação Beagá da BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013 não estarão todos xs biscas escreventes, marcamos muito em cima e nem todo mundo vive a passeio nesse mundo como a bisca-graúna-borboleta da Lu — que trabalha só para sustentar o passeio. A Silvia, que já estava com passagem comprada ficou doente, a Renata Lins se distraiu e não percebeu que o bonde estava partindo, a Iara não tem como se ausentar de Brasília e nem a Cláudia de São Paulo, e a Lis também não poderá ir. E a Lu? Está em Lisboa. Mas…

Aperte o cinto, São Paulo! Porque a BiscateSC Saudade do Seu Rabo Tour 2013 desembarcará nessa estação sudestina no final de julho com seu time (quase) completo. A agenda em ÉssePê por enquanto só inclui o bar Madadayo, na Consolação. Mas vá reservando um espacinho para nós no seu coração entre os dias 26 e 28.

Para o restante do Brasil, só posso dizer que o BiscateSC está com #SaudadeDoSeuRabo e… ó beibi, ME LEEEEEVA! (cantaí com a gente)

Nos chamem que nóis vai. Só exigimos casa, comida e roupa lavada. Não, pera… Só precisamos de um lugarzinho, pode ser modesto — nóis é pobre, mas limpinho — que fiquemos todos juntos, porque nóis é bisca e gosta de ajuntamento (ou seria ajuntação?).

Não vai prestar, porque não é pra prestar mesmo. É a biscatagi pela biscatagi. ♥

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