Uma tarde de domingo. Ela e ele se olham abraçados. Até que, certa hora, ele mostra um vídeo dele tocando uma música no violão…
- Essa música me lembra você.
- Sério?!
- Uhum. (sorriso)
- Por que você não canta qualquer dia para mim?
- Tenho vergonha. E além disso, sou desafinado.
- Como pode dizer isso? ( Disse ela com indignação após ter visto o vídeo com aquela música linda.)
- E você, por que não canta para mim?
- O que você quer ouvir?
- O que quiser cantar…
Ela escolhe aleatoriamente algo para cantar para ele. Ela mal inicia o primeiro trecho da canção quando esta começa a tocar no rádio.
Coincidência oportuna número 1…
Daí que quando se conheceram, dançaram embalados por um som alegre e divertido. Pouco mais de um mês se passa e, numa festa de facul – onde ambos estavam muito mais para curtir a companhia dos amigos do que para ouvir aquilo que gostavam de fato – já na pista de dança, ela diz:
- Só falta tocar aquela banda lá.
Batata! Tocou. E lá estavam os dois, dançando e aproveitando a festa do jeito deles.
Coincidência oportuna número 2…
Música. Essa danada que norteia cada momento da vida da gente. Arrisco dizer que é impossível que haja alguém que não tenha uma trilha sonora para a própria existência. Ou que não se lembre daquele som que marcou um momento especial e inesquecível.
Como não amá-la? Pois a música é uma biscate e tanto. Livre, bela e rica em sua própria variedade de estilos e de rítmos. Tem o poder até de auxiliar a cura de doenças. Desperta os sentidos e abre o coração e a mente.
E é nela que vou me “perder” hoje. E sempre.
“Olá, eu tenho esperado você por aqui/ Uma eternidade/ Esta noite, eu me joguei de cabeça /E de repente, do nada, ela cantou/Venha cá e perca-se por aí comigo (…)”