Silvia

Na cidade de São Paulo, cidadãs descobrem que a bicicleta é também um meio de transporte. Leia a entrevista com a educadora física Silvia Oliveira, de 31 anos e moradora do bairro de Campo Belo.[zona sul]

foto: Antonio Miotto

foto: Antonio Miotto

1-Por que você escolheu a bicicleta como meio de transporte?

“escolhi a bicicleta, como meio de transporte por perceber quanto tempo eu perdia no trânsito.”

2. De modo geral, a saúde melhorou depois que começou a pedalar? O que melhorou exatamente?

“melhorou sim e muito! passei a ter muito mais fôlego, minhas pernas ficaram beeem mais fortes, e eu passei a me sentir bem mais alegre, bem humorada e de bem com a vida!”

Foto:  Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

3. Se uma pessoa que está pensando em usar mais a bicicleta no dia a dia perguntasse a você: “E aí, o que tem de bom em pedalar em cidade grande?”, o que você responderia?

“como passar a vivenciar a cidade de maneira mais humana, mais intima e verdadeira. sua vida passa a ter mais cores, sons, passa a ser mais vida! fora q vc passa a ter mais folego, condicionamento fisico e pernas incriveis! [risos]”

Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

obs. hoje, segunda-feira, ocorre o encontro entre algumas as paulistanas que caminham e pedalam, conhecido como “miça” [ um trocadilho para o hábito de beber com as amig@s em algum bar de esquina…]

Luiza ERUNDINA

Foto: Antonio Miotto

Luiza Erundina no CEU Perus (Foto: Antonio Miotto)

Luiza Erundina, deputada federal e ex-prefeita de São Paulo, participou do evento no dia 11 de abril: diálogos com a comunidade no Centro Educacional Unificado (CEU) PERUS, na Zona Norte. O tema do evento foi “Ditadura Militar no Brasil – 50 Anos do Golpe de 1964 – Conhecer para não repetir.”

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Momento histórico, com direito a choro e emoção, cantando Vandré e até tietagem, com muita honra!!! Ditadura nunca, nunca mais!! (Foto: Antonio Miotto)

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Luiza Erundina (Foto: Antonio Miotto)

Alguns depoimentos

Sobre o processo que culminou com a eleição de Luiza Erundina, a primeira prefeita de São Paulo:

“Fizeste parte da histórica Revolução dos Bagrinhos, onde as base enfrentaram a direção, garantiram a indicação da Luiza como candidata e com o boicote da dita direção, as bases foras para as ruas, de casa em casa e voto a voto elegeram uma mulher pobre e nordestina como prefeita da maior cidade da América Latina.”

“Que conquista! E se não me engano em cima do Maluf cuja vitória nas pesquisas por mais de 5 pontos a globo cantou até a véspera. Tive o prazer de contar esta história para os meus filhos e na sexta apresenta-los a Luiza e ela a eles.”

O governo de Luíza Erundina, e sua opção política de governar com e para a periferia da cidade:

“Erundina foi pioneira na implementação de um projeto de governo voltado para o social, e a cultura e as artes eram eixos prioritários.”

“Foi uma vitória e um governo dos movimentos sociais e populares. A periferia pela primeira vez venceu, constituiu identidade. Foram os primórdios deste hoje vivo e pulsante movimento artístico e cultural que hoje está revolucionando as periferias.”

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(Foto: Antonio Miotto)

Luciana Nepomuceno

Em terras cariocas.

em 15/02/2014

Lançamento do livro Contos do Poente  de Luciana Nepomuceno e Rita Paschoalin, ilustrado por Joana Faria, na livraria FOLHA SECA [rua do Ouvidor, em prédio construído há mais de cem anos, ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores – centro do RIO DE JANEIRO].

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“quero a risada mais gostosa…”

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Na noite de 13 de fevereiro, na cidade de São Paulo, no Bar e Restaurante Canto Madalena,[em Pinheiros, Zona Oeste], Luciana Nepomuceno [a bisca escritora, cobradora, organizadora e outros predicados] durante o lançamento do livro Contos do Poente, escrito com Rita Paschoalin, ilustrado por Joana Faria no  de São Paulo

a gargalhada da Luciana. foto: Antonio Miotto

a gargalhada da Luciana. foto: Antonio Miotto

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Mais sobre o livro? A Renata Lins escreveu aqui, ó.

.-.-.-.–.

LU’Z Ribeiro

É Lu’z, do início ao todo. A poetisa paulista LU'Z RIBEIRO, poetisa com seus 25 anos e moradora do extremo sul da cidade e autora do livro de poesias Eterno Contínuo. Foto: Antonio Miotto

É Lu’z, do início ao todo. A poetisa paulista LU’Z RIBEIRO,  com seus 25 anos e moradora do extremo sul da cidade e autora do livro de poesias Eterno Contínuo. Foto: Antonio Miotto

Desta Manhã – por Lu’z Ribeiro

Nasceu na Luz um carinho, 

bairros antes surgiu um olhar.

Conheci a Cracolândia e vi que ali nada há,

Praça Júlio Prestes e eu prestes a duvidar,

de um querer de outras datas.

A cidade me viu como prova o universo me cedeu à lua, 

que me seguiu e me atingiu a alma. 

Eu estava cheia de luz, 

tão tão tão que se fez

tum tum tum. 

Suspeitei, que todos ouviam essa batida 

estalei os dedos pra disfarçar. 

Passos trôpegos me fizeram brincar com o chão 

(não me pega, não me pega não).

Meu andar acelerado inibiu o [seu] só vislumbrar.

Olhar atento e vago.

meu peito cheio… De ar?

Eu tive asas ontem, inúteis 

eu queria ser parada e sentir a brisa fria.

Curiosidades, curiosas e sabidas.

A inocência se fez, eu vi bonecos nas nuvens, 

essas que nem se faziam.

Eu me fiz feliz por esquecer, 

mas durou só até o metrô onde desconhecidos se (des)conhecem.

Eu queria falar, sorrir e dançar, 

mas temendo o novo, fiz silêncio.

Já em casa as cores da parede geraram cobrança:

– preciso de um herói pra dormir!

Lembrei-me de Pandora, 

ainda há esperança!

Luz Ribeiro Lança livro

Miosótis

Entrevista-depoimento com/da MIOSÓTIS*

Contra a violência as mulheres. São Paulo, 23/11/2013. foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

#fimdaviolenciacontramulher :

” Nome fictício:  (é uma flor.)

Situação: 19 anos, sem emprego, sem filhos, e sem relação com o agressor.

Relato da violência: Estava voltando para casa (4 km de caminhada a 4 anos) quando ao terminar de atravessar uma das ruas, um carro bateu em mim. O meu antebraço ficou encaixado no carro (meu corpo ficando em cima do capô) até ele parar, mais ou menos uns 100 metros do local da pancada. Depois, vários motoboys me ajudaram ligando pra minha família e depois ligaram para a SAMU. Estava muito mole e tentando recobrar a memória, mas ainda não estava sentindo dor alguma. Por alguma razão, que ainda tento entender, não quis processá-lo. Ele pedia muitas desculpas, mas continuava com um discurso de que eu também estava errada por estar a pé, por estar sozinha e estar andando à noite. Total imbecilidade. No hospital, apesar de terem tirado Raios-X do meu corpo, disseram que eu não havia quebrado nada. Uma semana depois voltei por sentir dor no antebraço, aí descobri que estava quebrado. Depois disso tudo fui a um hospital particular e engessei o braço e fiquei uns três meses achando que o osso iria calcificar, mas não havia jeito. Depois de quase cinco meses depois do acidente (até marcar e fazer todos os exames demora…), tive que fazer uma cirurgia de enxerto de células ósseas, do meu próprio quadril. Depois fiz um mês de fisioterapia e o braço parece bem melhor.

Situação do processo: Não o processei, mas ainda estou juntando as coisas para receber o dinheiro do seguro obrigatório do carro, que cobre acidentes, o DPVAT.

Opinião da vítima sobre o atendimento recebido: o posto de saúde falhou muito ao me mandar para casa com o antebraço quebrado sem eu saber. Isso agravou o estado do meu antebraço, pois se soubesse na hora, daria para colocar o antebraço no lugar e não perderia todo esse tempo com dor.

De que forma a violência contra a mulher te atingiu/atinge?
Hoje, vejo a agressão que sofri com um atentado a vida, com justificativas machistas. Hoje, não sofro violência física, mas psicológica, às vezes, como provocações quando caminho onde tem avenidas movimentadas, e antes quando pedalava.”
……………………..
*Texto originalmente publicado em novembro de 2010

Niara

Niara por ela ou “bóra listar as dezoito coisas que vocês já deveriam saber sobre mim.”

recorte d'eu, pela lente generosa do amigo Antonio Miotto

recorte d’eu, pela lente generosa do amigo Antonio Miotto

1- meu nome é revolta.
2- nasci comunista, quis ser jornalista aos 8 anos, e me tornei feminista aos 19 por necessidade.
3- minha cor preferida é preto, não tem a ver com meu espírito deprê.
4- acordo SEMPRE mal humorada. respeite.
5- meu café preferido é café com leite e bolacha maria (da Zezé, de Pelotas! o resto não presta), mas se tiver sucrilhos com leite gelado o meu dia já começa a melhorar…
6- acordo sempre com fome.
7- sou ~única e exclusivamente~ XAVANTE. até morrer.
8- cozinhar é um prazer imenso, desopila, e gosto de ver as pessoas se embucharem com minha comida. esse é o elogio que espero. então, se não for pra se embuchar nem comece a me com…digo, a comer minha comida. 
9- cinema e falar sobre cinema pra mim é só prazer, se percebo disputa de quem sabe mais largo pras cobra.
10- amo butiá, pitanga e bergamota (frutas que sempre tive no pátio de casa), mas minha fruta preferida é laranja. (sou óbvia, confesso)
11- amor pra mim é doação, tem de ser de graça. se precisa negociar, vira outra coisa. né?
12- até colocar no ar o Pimenta com Limão achei que não sabia escrever sobre mim.
13- me sinto melhor aos 41 do que em qualquer outra época da vida.
14- gosto de Ennya, Kenny G e MAGAL. (me deixa).
15- sou chata. pra gostar de mim é preciso me aturar.
16- odeio que tentem me manipular.
17- se rifou minha amizade, não tem volta. não sei esquecer. e falando em amizades ninguém no mundo me conhecerá melhor ou terá melhor sintonia comigo que a Fernanda (minha melhor amiga da vida toda, e pra vida toda).
18- meu rompimento com o PT foi doído, dói até hoje. questões políticas não são menores ou ficam em segundo plano, elas ajudam a definir o que sou. e me explicam.

Agora juntem com a outra lista. Sou esse emaranhado.

1- odeio falar durante a primeira hora que acordo.
2- aprendi a gostar, manifestar afeto com o Calvin.
3- já usei cabelo pela cintura com uma trancinha dreads e pedrinhas na ponta.
4- quando caminho na rua não enxergo ninguém, estou sempre viajando.
5- prefiro assistir filmes sozinha.
6- nunca quebrei nenhum osso.
7- o não-casamento com o Gilson é o primeiro da vida.
8- detesto repetir o que digo.
9- larguei o teatro na escola porque confundi o estômago com o coração.
10- amo chá de cidreira, andar na chuva e bala 7 belo porque lembram a infância.
11- odeio atender o telefone em casa e por vezes finjo que não estou quando toca a campainha.
12- fiz meu primeiro bolo aos 8 anos de idade.
13- os fantasmas da infância, adolescência ainda me assombram.
14- odeio camarão (não é alergia, só não gosto mesmo).
15- discurso primeiro, beijo no coleguinha (que me valeu título de biscate) no pátio depois (no Jardim de Infância, aos 5 anos).
16- eleição pro grêmio estudantil primeiro, transar depois.
17- guardo mágoas e ressentimentos da vida toda (maior espaço interno da categoria).

e se me virem rindo descompensadamente não procurem ‘entender a graça’, é deboche em estado puro, e quando começo não paro nunca mais.

UFA! 

………………………/

obs. Adora joaninhas…

Lady BUG. Brasil, 18/11/2013. foto: Antonio Miotto Lady BUG. Brasil, 18/11/2013. foto: Antonio Miotto

Helga

@m@r

Helga Bevilacqua, Autora do livro @m@r, nasceu em 1982, no interior paulista, em Sorocaba. Foi batizada com nome de pseudônimo, mas gostava tanto de histórias, que acabou tendo uma vida de personagem. Agarrou-se na primeira pessoa, para viver na terceira. Do singular. Fez direito para errar na vida, e quando se deu conta de que a borracha havia acabado, tornou-se um projeto de escritora e passou algumas madrugadas arquitetando tudo em um blog, o sobrenomeprojeto. Em 2010 escreveu a performance Delas. Em 2011 tornou-se colaboradora da revista virtual Mundo Mundano. @m@r é o primeiro trabalho publicado pela autora.

Helga Bevilacqua, Autora do livro @m@r, nasceu em 1982, no interior paulista, em Sorocaba. Foi batizada com nome de pseudônimo, mas gostava tanto de histórias, que acabou tendo uma vida de personagem. Agarrou-se na primeira pessoa, para viver na terceira. Do singular. Fez direito para errar na vida, e quando se deu conta de que a borracha havia acabado, tornou-se um projeto de escritora e passou algumas madrugadas arquitetando tudo em um blog, o sobrenomeprojeto. Em 2010 escreveu a performance Delas. Em 2011 tornou-se colaboradora da revista virtual Mundo Mundano. @m@r é o primeiro trabalho publicado pela autora.

“Um dia eu ouvi de um escritor que se você vai colocar um livro no mundo, você não pode escrever qualquer livro. Porque de livros o mundo já esta cheio. Basta dar uma olhada em qualquer livraria! Por isso, se você for escrever um livro, escreva algo que realmente importe para o mundo…

Bom, eu não preciso nem dizer quantas vezes essa frase me fez sentir uma pessoa incapaz. Ou uma ostra, que deveria permanecer quieta e fechada tentando fazer pérola. Afinal, o que teria eu para falar que fosse algo realmente importante para o mundo? Isso é muita coisa. E eu nem me sinto tão importante assim.

Para piorar, eu sempre tive um amor infernal por livros. Amor de todos os tipos. Teve livro que eu fiquei, teve livro que rolou só um sexo casual, teve livro que eu amei (com direito a borboletas no estômago), teve livro que eu casei. E esses eu deixo na estante com as folhas dobradas, para ler de vez em quando as frases que gosto e recuperar a esperança no mundo…

Helga no Memorial

Enfim, mas de alguma forma todos os livros que passaram por mim, deixaram alguma coisa. Troquei algumas pessoas por livros, nas vezes que me senti incapaz e torta demais para o mundo. Porque livros são quase como se fossem pessoas, das quais nunca saíram do papel. Achei que livros eram lugares mágicos, reservados à gente excepcional, tipo a Clarice Lispector, o Amyr Kilnk, o Marçal Aquino, o Marcelo Rubens Paiva, a Virginia Wolf, o Bukowsky, o Leminski, a Xinran, o Nietzsche, e tantos outros… Pensava que livros não eram somente casas de palavras. Eram espaços de encontro entre corações desconhecidos. Livros, para mim, são muita coisa.

Mas, independentemente dos livros, eu demorei muitos empregos, muitos namorados, muitas horas de terapia, gastei muito dinheiro e muito tempo, para finalmente entender, que mesmo que isso não seja uma profissão ou um meio de ganhar a vida, escrever é o que eu mais amo fazer. E foi por meio da escrita que eu penso que conquistei uma das melhores sensações do mundo que é a paz no silêncio. Ou o que muitos poderiam traduzir como satisfação. Foi escrevendo que eu dei forma a tristeza, para depois, deixa-la ir embora. Foi escrevendo que ganhei amigos, ganhei histórias, cativei pessoas, seduzi, ganhei presentes de verdade, da vida. Foi escrevendo que eu conquistei um elenco incrível de 11 artistas que formam o Delas e contribuem com tanto talento para dar formas a tantas palavras, que hoje, não me pertencem mais. Foi escrevendo que eu me descobri feliz. É escrevendo que eu respiro.

Eu não sei se fui capaz de escrever algo muito relevante para o mundo (sinceramente acho que não). Mas acho que também não escrevi um livro somente para enfeitar a prateleira de uma livraria, ou para fazer um lançamento.

Escrevi um livro porque eu amo escrever e acho que é isso que eu sei fazer de melhor. Por todos os caminhos que percorri até aqui, acho que eu aprendi (de um jeito nem sempre fácil) que quando a gente faz algo que realmente ama, e isso é incondicionalmente verdadeiro, isso é, de certa forma, contagiante. Acho que quando a gente faz algo que realmente ama, a gente acaba fazendo bem para o mundo. Mesmo que indiretamente…”

Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

Tarsila

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila [ Mercer de Souza] com seus vinte e poucos anos é moradora da cidade de São Paulo/SP [bairro de pinheiros/zona oeste da cidade].

Tarsila, é uma pessoa que está se esforçando em fazer o que gosta. Escrever é uma delas. Gosta também de outras coisas, como dançar e conversar com árvores.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

Menstruação

O sangue escuro sobre a pele morena

atesta: é tempo. os ‘quero-queros’ em revoada

fogem, sob o som ardido da dor.

A testa, deitada sobre os joelhos:

sem tempo. Os segundos são espessos.

Os períodos são concretos, a tristeza é agridoce

e física. Na própria lama ela se refaz;

o fluxo do vinho o refluxo dissolve,

cospe sapos e digere leões. Serpentes

escorrem pelas pernas bambas, a beijar os pés

plantados sobre suas próprias terras santas.

….

Sua poesia é uma forma de exercitar e compartilhar um pouco de inspiração.

Você poderá encontrar a Tarsila no facebook.

Tarsila Mercer de Souza. São Paulo, 21/08/2013. foto: Antonio Miotto.

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recado da Tarsila

gostaria que você me desse crédito. Porque eu sou vaidosa, sabe? Sei que tenho que repensar isso e tal. Enfim, eu sei como a internet é, e não vou te processar se você usar um texto meu sem os devidos créditos. Pra falar a verdade eu acho que vou ficar bem feliz de ver os meus textos rodando por aí.

Se você mexer no meu texto, eu gostaria que você assumisse a autoria da mudança. É muito legal quando uma ideia nossa cai no mundo,  com o nosso nome ou não. Mas é ruim quando alguém coloca palavras na nossa boca.  Uma sugestão é falar que você se inspirou no meu texto, por exemplo.

Eu estou fazendo isso porque não acredito em copyright. Se alguém puder aprender algo com o que escrevo, melhor. Se alguém conseguir produzir algo legal mais facilmente com o que escrevo, melhor. Acho até que são objetivos bem ambiciosos de se alcançar. Além do quê, não tem nenhuma grande empresa por trás de mim, e eu atualmente não ganho pelos meus textos (embora eu gostaria de aprender a fazê-lo).

.-..-.-.-.-.-.-.

Fora que eu acredito no livre compartilhamento da inspiração. Vou me achar uma pessoa de imensa sorte se algum dos textos aqui inspirar alguém, e me sentiria uma pessoa horrível se eu tivesse que restringir meus textos em vez de simplesmente deixar as ideias fluirem, o mais livremente possivel. “Voa, passarinho, voa!” me dizia uma amiga minha. Então voa, textinho, voa.

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