É tempo de jogo

tempo

E o tempo é de jogo. Jogo: risco. Jogo: brincadeira. Jogo: expectativa e coração batendo.
Jogo: vida. Avesso do tédio. Do pacífico. Do estagnado. Jogo: movimento. Corda bamba. Incerteza. Aposta. Ansiedade.
É o jogo que leva. O jogo que encanta. Que seduz. Que faz brilhar. O jogo embala e dá vontade de ir.
Não amor, o que quer que isso seja. Não necessidade. Não desejo. Jogo.
Meia-luz. Meia-luz é importante: jogo de sombras. Silhuetas. Vislumbres.
Aumenta o risco. Mover-se na penumbra é mais temerário.

O jogo é que leva, o jogo é que move, o jogo é que impulsiona. Enquanto há jogo há risco, enquanto há risco há encantamento.
Giros. Rodopios. Desvios. Desencontros.

E o jogo continua, de lá para cá, de cá para lá. Levezas. Deslizares. Tristezas. Olhando a fumaça no ar se perder. Quem ganhar leva tudo. Ninguém sai.

Tensão. Apostas. Receios. E se doer? E se doer demais?
Não vou mais.
Chega disso.
Tô de altos.
Mas o jogo puxa, o jogo atrai.
Aí, de leve. Só por hoje. Só um pouco. De novo, o jogo.

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