Os Experientes: nunca é tarde para a biscatagem

Por *Bia Cardoso, Biscate Convidada.

Recentemente, a Rede Globo exibiu a minissérie Os Experientes, com foco em histórias que tenham como protagonistas pessoas idosas. Quatro episódios com produção caprichada que trouxeram um pouco de diversidade para a televisão por alguns dias. Afinal, tirando atores e atrizes muito celebrados, como Fernanda Montenegro e Antonio Fagundes, é raro ver pessoas idosas atuando e ganhando papéis principais.

Para as mulheres, envelhecer significa também tornar-se cada vez mais invisível, assexuada e resignada na visão de uma sociedade que prega a juventude como símbolo máximo da esperança e das mudanças. Porém, qualquer pessoa que está envelhecendo, ou que convive frequentemente com pessoas idosas, sabe que as mulheres muitas vezes se libertam de uma série de amarras nesse período da vida. Ao passar o tempo dos cuidados com filhos, auge da carreira e até mesmo o fim do casamento, muitas finalmente param e olham para dentro de si, encontrando uma mulher que deseja e quer novos horizontes. Esse pode ser o resumo da história de Francisca.

osexperientes_francisca

Após a morte do marido, 45 anos de casada, ela descobre que não se lembra onde estava em vários desses anos. Apenas vivia. Um homem, que segundo ela não tirava nem a roupa dele e nem a dela no momento de fazer sexo. O luto de Francisca surge quando descobre por meio de cartas que por vários anos o marido teve uma amante, que frequentava o círculo de amigos da família. Nesse momento, surge a abertura para que a vizinha Maria Helena a convide para sair, para dançar.

Envelhecer significa vivenciar mudanças físicas na pele e no sentir do corpo. Em diferentes momentos, a dança acaba sendo um catalisador dessas sensações corporais para Francisca. Quando Cristiano, um homem bem mais novo, a pega para dançar no baile. Quando na intimidade, ela dança com Maria Helena. E, no fim, quando assume que está vivendo um sonho mágico, enquanto seu filho cheio de preconceitos pede que ela caia na real.

Francisca e Maria Helena não se questionam como deveriam nomear sua sexualidade. Se agora são lésbicas, se antes eram heterossexuais. Esses termos que são importantes politicamente, mas que no vasto mundo dos sentimentos tornam-se obsoletos. Há o que une Francisca e Maria Helena, o nome que se dá a isso é o mais básico de todos: amor. Vivendo suas vidas elas já estão subvertendo o que se espera de duas mulheres que deveriam estar “vivendo seus lutos e aguardando a morte”, como insiste em repetir Daniel, o filho de Francisca.

Há o receio da solidão. Há a necessidade de cuidados específicos. Porém, ninguém precisa viver quieta num canto porque a sociedade não quer ver ou mesmo reconhecer sua finitude. A velhice, assim como todas as outras fases da vida, merece ser celebrada. Nossa preocupação deve ser sempre prover as pessoas mais e mais possibilidades. Porque não há época melhor ou pior, há o momento em que escolhemos e podemos viver.

Assista o episódio completo “Folhas de Outono” no youtube.

foto_bia*Bia Cardoso é feminista e lambateira tropical.

As poetisas: Alessandra e Formiga

20130823_AntonioMiotto_ale-3

Alessandra Reis

Alessandra Reis, 34 anos, solteira, filha de nordestinos, negra, lésbica. Residente do bairro de São Miguel Paulista desde que nasceu (salvo por um ano e 3 meses em que se refugiu em terras Soteropolitanas). Foi professora de educação infantil por 8 anos, é artesã e se arrisca nas linhas da escrita e poesia (não se considera poeta), é vegetariana, acredita na força da união e nas lutas sociais, sonha com um mundo onde exista mais respeito, tolerância, compaixão e amor ao próximo. Ativista na luta pela divulgação das Doenças Falciformes, é Coordenadora Financeira da Associação Pró Falcêmicos APROFE, uma instituição sem fins lucrativos que tem por missão contribuir na melhoria da qualidade de vida dos portadores desta anemia e de propagar informações para familiares, profissionais da saúde e população em geral.

[*sem título – nota BSC]

Eu trago estrelas na alma
a iluminar-me por dentro
nascendo e renascendo
reafirmando-me a Luz
que brilha internamente
e aos meus passos conduz
Eu trago a chama de um fogo
um sol que vem me aquecendo
surgindo não pela metade
na resplandecente Verdade
que me leva em liberdade
a reencontrar-me de novo.
Reencontrar-me na Cruz, 
a ser reafirmada em silêncio,
que na Palavra se encontra.
Ter a mais firme esperança
da Vida que vai soerguendo 
e aos poucos revigorando
os erros desta humanidade
que se perdeu da Verdade
e  foi se escurecendo
nas sombras que em si foi erguendo.
Eu trago em mim a vontade
de ressaltar uma voz
a voz que vem do espírito
que nos conduz ao equilíbrio
que reconduz nossa ação
esta é a voz da intuição
que abafará o malefício
que a humanidade exaltou
que calará os barulhos
que a mente em si reforçou.
Eu trago assim a certeza
de que nada há a temer
pois tudo então colheremos
para o nosso amadurecer
e despertar para a Luz.

20130823_AntonioMiotto_ale-7

.-.-.-.-.-

FORMIGA

Moradora do região sul da capital paulistana, poetisa.

Formiga

Formiga

Minha poesia que eu acho mais a cara o 29 de agosto é essa aqui:

*Lésbika Antiestétika

Ela cola, Ela olha, Ela bate um flash, Ela ocupa teu abandono

e tranforma em squat

Ela é mudança, Ela ri, Ela quer assumir, quer amar, quer

beijar quer quer o preconceito abolir

ELA abranda, ELA é anti moda, Ela é capaz, Ela é punk, Ela

é rap, Ela é guerrilheira da paz

Ela é manax, Ela é ación directa, Ela é capoeira,

Ela é revolución, Ela é mente fecunda, Ela é antissexista,

roda o globo, pedala na pista, Ela é...

Ela é negra na cor raspou o cabelo, Ela é autoestima

em frente ao espelho, Ela é...

Ela é Frida , Ela é Angela Davis, ela é Valerie Solanas,

faz prosa, faz verso, Ela é fortaleza,

Ela é Amazona, Ela é memória viva, Ela é sutil, no

Verso exposto ela tem franqueza, sua ginga é

vera

destreza, Ela é...

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é  poétika revolucionou

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika

Seu abraço feminista é acolhedor

na denuncia anti machista sua voz é amplificador

“Ela é Banto, é Nagô, é Iorubá”, Ela é anti heteroNORMATIVA, vai te escrachar

Ela rima, Ela decora, Ela berra, Ela cria, Ela não bebe e ser livre de
drogas propaga, Ela...

E a resistencia não acaba... lesbianidade É REBELDIA também...

ela vai  mais além

Ei DJ "dead men don´t rape", que Ela é mudança, Ela ri, Ela quer

assumir, quer beijar, quer amar,

Quer a lesbofobia abolir ... “Ela é zica na cena”, Ela é poliamor

“Ela é ie ie ie ie, ou ou ou ou”...

Movimento P I N T O C O R E ela é skateboard. Ela está compondo

uma canção porém Ela é Rebel Girl, Ela é ms. 45

hein?! Ela é cheia de marra também já viveu, já

sofreu o heteropatriarcado racista na pele... tem parceria na ZN, ZS, ZO
América Latina, ABC e ZL...

Podia me apaixonar...

Ela batuca e protesta, Ela é quem forma a ciranda e DE MÃOS DADAS com a
irmandade

ilumina o breu,

Sororidade é noiz valeu.... ooo MANAXS QUE fortaleceu...

Críticas de uma guerreira Black, é a feminista radical is back, vai

vendo mulequA, Ela é capaz

de deixar os pelos do suvaco crescer e não voltar atrás, Ela é...

Vai que vai...! Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é poética revolucionoau

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika...

Lésbika antiestétika já rimou

Ela é poétika revolucionou

Antiestétika o mito da beleza destruiu

Vai que vai!... Lésbika antiestétika

Lésbika antiestétika...

* Lésbika Antiestétika é uma versão poética da música Mulher Elétrica dos
Racionais Mc´s.

formiga, poetisa. São Paulo, 04/07/2013

A postagem faz parte da 1ª Semana de Blogagem Coletiva pelo Dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual, convocada pelo True Love

semana_lesbica_bissexual

A Biscatagi e a Visibilidade Lésbica

Lésbicas. Mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com outras mulheres. Diariamente invisibilizadas nos discursos que, no máximo, as tratam por gays ou homossexuais, obnubilando o gênero, as lésbicas sofrem preconceito por sua orientação sexual e seu gênero, preconceito este agravado quando são mulheres trans. Pois não aqui e, especialmente, não agora. Respondendo ao chamado da Blogagem Coletiva de Visibilidade Lésbica e Bissexual, começamos não uma semana, mas uma quinzena de postagens que – do nosso jeitinho biscate, trôpego, tateante (ui) de quem tá sempre tentando fazer o melhor, embora nem sempre acerte – colocarão holofotes e megafones bem onde a sociedade vela e cala: lésbicas, lésbicas, lésbicas (incomodou, benzinho? lê mais um pouquinho)
A biscatagi decidiu se unir ao movimento da visibilidade lésbica, que tem como dia de comemoração oficial o dia 29/08, e soltar o verbo sobre o tema. Falar, sem pudor, sem meias palavras, sem receio. Visivelmente, como queremos que todos e todas sejamos. Falar pra escancarar os preconceitos, as limitações, as dificuldades, as sombras que caem sobre o que a sociedade heteronormativa, cissexual, racista, cristã e classista rotula de diferente e indesejável. Estamos aqui, biscatemente, pra incomodar, ao lado do que causa estranhamento e desconforto, somos vadias, gays, lésbicas, transexuais, poliamoristas, macumbeiros, bissexuais, negros, índios, feministas. Estamos com.
A idéia da nossa quinzena não é falar por, não é falar no lugar de, não é ocupar o espaço. Nossa semana quer dar a ver. Mostrar. Chamar pro centro do palco. Ouvir. Queremos estar juntxs, despidxs, entregues e livres. Não somos, aqui, todxs lésbicas ou bissexuais, mas queremos estar ao lado de quem desconstrói um mundo lesbofóbico e bifóbico. Biscate é uma mulher, um homem, um ser humano que se quer livre. E não há liberdade possível em um mundo onde mulheres são agredidas diariamente por sua orientação sexual. 
Nós, biscates do clubinho, temos sonhos. Que os rótulos sejam para quem os deseja e não uma violência externa e imputada. Que todos possam se assumir, transgredir, extravasar. A definição a quem a deseja, a não definição aos que assim decidam. Queremos respeito pelas nossas diversidades e vivências sexuais, queremos a desconstrução, o gozo livre, queremos ser o que quisermos ser, sem penas ou juízes arbitrários.
 
Queremos mesmo é que nos amemos livre e loucamente entre nós, queremos é que, dentro do desejo de cada um, gozemos. Queremos mesmo é sermos felizes sendo quem somos. Queremos é um mundo em que mulheres que desejam outras mulheres sejam livres e que se amem, que se beijem, que trepem, que se deliciem e que sejam. E que sejam assim, sem precisarem se esconder, sem precisarem de bar específico, sem precisarem de fachada. Que sejam assim, no meio da rua, no dia-a-dia, nas esquinas, nas padarias, nas casas abertas e fechadas e aonde for. 
 
E os incomodados é que engulam, porque vamos, cada dia mais, viver abertamente como somos. Que venha a Quinzena Biscate de Visibilidade Lésbica e que nunca nos calemos até que seja trivial e fácil ser quem se é gozar como se quer. E, por agora, você pode ir se informando, se divertindo, se antenando nesses espaços virtuais…luz na passarela que lá vem elas:

Biscate Caminhão

#LuznasMulheres

Você já ouviu falar de estupro corretivo? Já teve sua sexualidade posta em questão como sendo uma fase? Já ouviu dizer que sua orientação sexual depende apenas de um “homem te pegar de jeito”? Já correu risco de ser vítima de violência ou ser expulsx de algum lugar por estar de mãos dadas ou trocar beijos com a pessoa de quem você gosta? Já viu o movimento que deveria lhe representar invisibilizar sua luta (20 homenageados e nenhuma mulher, seja cis ou trans)? Já sofreu, solitariamente, achando que “tem alguma coisa errada com você porque não é igual a todo mundo” simplesmente porque a sociedade tem um discurso equivocado de normalidade e escamoteia a diversidade? E, principalmente, já teve sua narrativa, sua história, sua vida simplificada em negativas porque é tudo que as pessoas hetero – mesmo as bem intencionadas que nem esta que escreve agora – acham que tem pra dizer sobre você? Se você não é lésbica, talvez nada disso tenha sido um problema pra você.

Hoje, sob os holofotes na Semana Bisca de Luta pelo Dia Internacional da Mulher, se dando (uia) a ver e conhecer, Tati. Porque é uma bisca lésbica de luta. Mas é muito mais. Enjoy.

Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo, eu quero morrer no seu bloco, eu quero me arder no seu fogo

Biscate Caminhão “Biscate caminhão, Tati, 25 anos, @tatiols. Brega, punk, funk, rock, MPB… Toco violão, aparo as unhas, faço pequenas reformas, trabalho com eventos, fui jubilada da UFMG em 2010 no curso de filosofia e sou militante com causa. Não uso salto porque agarra no pedal do caminhão. Já palestrei na ALEM – Associação Lésbica de Minas Gerais sobre sexo seguro entre mulheres que se relacionam sexualmente com mulheres.

cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é

“Ser mulher está muito além do gênero, da sexualidade, do corpo. Ser mulher é muito mais que poder gerar ou usar salto. Definir a mulher nada mais é que engaiolar, podar. Não permitir que sejamos tudo o que podemos/queremos ser. Meu ser mulher é ser de luta, ser de movimento, de não levar pra casa desaforo, de não se calar.”

levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

[as principais dificuldades que encontro no cotidiano pela minha condição de mulher são] “Assédio, preconceito, piadinhas, violência, agressão, agressividade, julgamentos. Não só por ser mulher, mas por ser mulher-lésbica, mulher que não parece mulher, mulher interrogação… Sou muitas vezes “confundida” com homem por não encaixar no molde do ser mulher socialmente aceito. Quando tirei minha camisa na marcha das vadias fui julgada inclusive por algumas pessoas que dentro de um movimento de empoderamento do próprio corpo, fiscalizavam o cu e as estrias alheias… Não tenho corpo dentro das normas aceitáveis, vim com defeitos de fábrica e sem possibilidade de devolução. Sou gorda, feliz, safada, biscate e vadia.”

tati1

qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar

Limites? Somente os definidos pelxs pessoas que participam ativamente (ou não) do ato. O resto extrapola qualquer limitação. Eu não posso mandar meu tesão não se direcionar pra umx ou outrx pessoa por que elx tem pinto, buceta, gosta de cachorros ou não limpa os pés antes de entrar em casa. Afetividades tenho muitas, e só se limitam por serem afetos.

 Oh! Baby, você não precisa de um salão de beleza, há menos beleza num salão de beleza, a sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão

“Ai bela morena, morena bela, o que te fez tão formosa és mais linda que a rosa pedurada na janela.” O belo vem de dentro. Vem das sensações que se tem. Vem dos humores… Eu? Como diria Stéphany: Eu sou lindá, absoluta… Tive problemas, como (arrisco dizer) todas as mulheres. Não quis ter peitos, quis aumentar, quero não ter de novo. Sou gorda, já fiz coisas que não gostava pra perder peso, passei por bulimia, tomei remédios e remédios em nome da boa saúde-forma, e nesses processos todos descobri coisas que gostava e levo comigo e deixei muitas coisas pra traz. Pessoas também. Posso não ser o que a mídia prega de beleza, mas me garanto na hora de sentir prazer. Hahaha. Padrões são esfregados nas nossas caras sem parar, tem dias que ligo, tem dias que não. Mas faço o que posso pra mudar pelo menos a forma como quem me rodeia me recebe.”

tati3

Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões

“VAMOS FALAR DE COISA BOA! Sexo! Ah! Sexo é muito bom, sexo é delicioso. Quando penso em sexo eu salivo! Roçar a língua? Nas línguas, na nuca, no pescoço, na buceta, no cu… Gosto muito da língua pra sentir xs pessoas. Banho de gato mesmo, sabe? Além de a língua ter um toque suave, ela transmite muitas sensações pra mim… Tem coisa melhor? Mas o sexo na minha vida tem dois momentos mais definidos, quero-o-tempo-todo-não-pára-não-pára-não-pára-não, e o “pode ser só carinho hoje?”. Eu respeito meu corpo, meu tesão e minhas vontades. Se a vontade é se divertir sozinhx, okay, vamos lá! 5 horas direto de self-love. Mas se não, não quero nada, nem carinho, bom, já fiquei 11 meses sem trepar…

tati4

 Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim

“Sonho meu, sonho meu… Minha vida acadêmica inexistente hoje me entristece… Quero estudar, poder ter meu canto, essas coisas que quase-todo-mundo-quer… Perdi minha mãe no novembro passado, então as coisas deram uma chacoalhada bem grande… Agora, coletivamente, quero paz. Não essa paz registrada em cartório que a mídia vende. Quero poder ir e vir sem medo de sofrer por ser mulher/pobre/negra/índia/lésbica/trans/ET. Quero não ter medo de não conseguir emprego porque meu chefe pode ser misógino/racista/homofóbico. Quero não ter de me esconder pra nada. As vezes escuto algumas pessoas falando que tá tudo lindo, a gente pode casar em vários lugares do mundo, as pessoas não matam mais por homofobia/etc, a gente reclama demais… Eu penso, cara! Vive na pele de algum grupo marginalizado pra você ter idéia do que mudou de fato!”

Eu apenas queria que você soubesse… que: “Eu sou uma pessoa legal. Uma pessoa muito muito boa. Daquelas que passa por cima de si pra fazer alguma coisa pros outros, e eu demorei mas entendi que a primeira pessoa que eu tenho que agradar sou eu mesmx. Só que se colocar no lugar do outro, entender o porque de escolhas ou ações não significa concordar, mas facilita na hora de dialogar, e diálogo é o mais importante de tudo. Sempre.”

“Feminismo é a ideia radical de que mulheres são gente”. Você acha que há uma bandeira do feminismo que melhor lhe representa? E onde, na sua visão, estão as brechas, as falhas, as faltas?

“Eu dou (e muitOPA) bandeira o tempo todo. Mas que me defina, não. Já “sofri” gordofobia no meio feminista/gay, homofobia no meio feminista acadêmico, misoginia no meio libertário e uma lista maior se considerar os meios -comuns-. Eu sou de luta, sou de grito e vejo como brecha ou falha ou falta a falta de comunicação entre espaços que defendem a mesma causa. Ou que sofrem pelas mãos da mesma força. Não consigo lidar com o fato que grupos que sofrem com machismo e patriarcado não consigam se unir por qualquer motivo, já que juntos talvez a luta fosse mais leve. Solução? Pessoas são difíceis de lidar, pessoas competem entre si. E esse é o ponto, não quero saber quem sofre mais por causa da sociedade, quero saber o que posso fazer pra que todos possamos não sofrer.”

biscate é uma mulher livre pra fazer o que bem entender, com quem escolher, e onde bem quiser

 

tati5Eu sou biscate caminhão (apelido afetuosamente dado por Renata Delegata Lima). Ser biscate é ser exatamente o que se é sem se preocupar com normas de ser. Liberdade necessária, não? 😉

 

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...