Clarina e a família brasileira

E lá se foi a  novela mais chata dos últimos tempos. Ok, na verdade, a novela mais chata e ponto. Ganhou de lavada de todas. Até a última semana foi morna, até o último capítulo, zero surpresa, zero reviravolta, zero emoção digna de nota.

Tento avaliar o aspecto que poderia ser mais positivo: levar ao público a visão positiva de um casal lésbico, mas pela forma que a trama foi conduzida nem isso conseguiu. Talvez se Maneco tivesse optado por outras soluções dramáticas e tivesse um mínimo de coragem as coisas fossem diferentes.

Os questionamentos mais frequentes se referem ao Cadu, personagem de Reinaldo Gianechinni, um cara reconhecidamente gato. A pergunta de sempre: que mulher largaria um gato daqueles por outra mulher? Vamos lá pra FAQ lésbica da vida real.  A sexualidade humana não é um negócio assim fechadinho, sabe? As pessoas que se permitem experimentar muitas vezes se descobrem bissexuais, gostam de pessoas dos dois sexos e isso pode ocorrer em diferentes momentos da vida. Ademais, casamento acaba simplesmente porque acaba. Vários são os motivos, viram irmãos na mesma casa, vários conflitos de personalidade, tédio e são tantas coisinhas miúdas… Mas ahhhh, a família… Olha, as pessoas se separam e os filhos sobrevivem. E bem, sabe? Assim na vida real como na novela, caso do garotinho Ivan. Tudo depende de como os pais levam a separação. Sobre o sexo lésbico temos aqui no Biscate mesmo um ótimo post, sim, é possível e ótimo um sexo sem pinto.

Cadu entre Clarina (foto do facebook da Giovanna Antonelli)

Cadu entre Clarina (foto do facebook da Giovanna Antonelli)

Mas quanto à novela, Cadu era uma cara que sonhava alto mas sempre metia os pés pelas mãos, era infantil, isso no começo da novela, era perfeitamente possível e aceitável que exatamente por isso o casamento tivesse acabado e estivessem juntos só pelo filho. Quantos casais vivem assim? Mas o público não aceitou que o fofo Giane fosse trocado, veio a doença do personagem e paf! Giane se tornou um cara maduro e bacana. Mágica de novela!  Daí ficou mais difícil ainda pro público careta, homofóbico, lesbofóbico, entender porque Clara deixou de amá-lo e amava uma mulher. Mas olha, juro que isso acontece na vida real, viu? Porque tem gente que ama pessoas, não gêneros. Simples assim. E amor começa, e acaba, e tem que ter tanto coragem pra começar quanto pra terminar e, sim, as crianças vivem muito bem se tudo isso for dito a elas ao invés de… e fomos felizes para sempre (o que na grande maioria dos casos é uma grande mentira). Aliás, essa cena foi muito bem resolvida na novela, Clara contando ao filho que iria casar.

Então, o grande público que detestava ver, de novo, um casal homossexual, aguentou porque não tinha nenhum toque explícito, só um selinho e agora leio comentários nos sites especializados em tevê sempre reclamando de uma suposta invasão homossexual nas novelas.

Por outro lado o casal foi queridíssimo por outra parcela do público que formou até fã-clube e shippou (juntou) as duas formando o casal #Clarina (Clara+Marina) torcendo pelo amor das duas, e subindo várias vezes a hashtag no twitter. Realmente, aleluia, o mundo mudou. Mas nem a emissora, nem o autor me pareceram dar muita bola pra fãs não, infelizmente, porque poderiam ter explorado muito mais o romance entre as duas. E digo por explorar terem mostrados cenas românticas mesmo e não sexuais (já que parece ser demais e não é para o horário).

Olha, e não é invasão gay, é o mundo real. Graças a muita luta, e muita dor nessa luta, as pessoas estão saindo dos armários e vivendo a vida que todos vivem, se abraçam, se beijam, se casam, vão ao mercado, criam filhos e a novela, como produto de sua época, só espelha isso. Então, seja bem vindo o novo casal gay, Zé Mayer e Klebber Toledo em Império e que tenham melhor sorte. Ao menos não se casarão com vestido igual e que se parece com o das discípulas de Inri Cristo…

As Inrizetes

as Inrizetes

Ver pra Crer: sobre a visibilidade

Ver pra que, Tomé? Colocar o dedo na chaga por quê, Tomé? Para Crer? É isso que é necessário para se entender? Ver?

Falar em visibilidade pode parecer um contra-senso pra quem é minoria. Por que querer aparecer? Por que querer, em certo sentido, mostrar a intimidade? Por que buscar se colocar como peça frágil no tabuleiro da vida? Mas é justo por isso que ela é necessária!

Esse não é um texto para a militância… Que está na militância entende bem o porquê da visibilidade. Esse texto é pra quem está em casa, no trabalho, no armário, nas caixas da rotina. É pra quem está acomodado, satisfeito, receoso, com medo da situação.

Ver o amor, Crer no Amor

Ver o amor, Crer no Amor

Ter visibilidade é parte de um processo, um processo de luta. A visibilidade é o primeiro passo de um fazer ser entendido. Ter visibilidade é se fazer valer como alguém em sociedade, é dizer que não se está à mercê de uma imposição de resignação e esquecimento. Ser visível é se fazer crer como gente!

Se fazer visível é poder, acima de tudo, se fazer estar sem sentir vergonha, sem ter receio, sem perder a esperança. Mas não é um processo bonito. Se fazer visível e, mais, se fazer visível para mostrar o próprio amor requer coragem. Coragem para aguentar o preconceito. Coragem para lutar contra a agressão. Coragem pra não desistir quando o reconhecimento parecer inalcançável. É coragem de ser fora da margem.

IMG_4479

Ser e Ser Visto

A luta pela visibilidade é, no fim, a manifestação da insatisfação de ser excluído do que é considerado “aceitável” no meio social. É se dizer parte de tudo isso, é se mostrar presente em tudo isso, é, incansavelmente, trazer incômodo a quem não é capaz de entender o diferente. Essa luta para ser acreditado como “também” é em que consiste a pauta da visibilidade!

Ser visto, ser reconhecido, não é querer ser algo especial, para além. Ter visibilidade é justamente querer ser entendido como parte disso tudo. É por isso que essa busca se dá na esfera do não-íntimo, ou da exposição do íntimo. A pauta da visibilidade é de mostrar à sociedade que, se um dia ela o fez calar, ela o fez esconder, ela o fez temer, hoje ela terá que lhe encarar.

Os processos sociais não são puras assimilações pacíficas ou repetições controladas do que sempre foi. Os processos sociais são, sim, o rescaldo de lutas, o reflexo de manifestação das vontades contidas por dogmas e padrões causadores de opressão. E é por isso que, acomodado ou não, com medo ou não, a visibilidade é algo necessário para uma única coisa: se fazer crer como gente.

Por isso, não aproveite apenas o dia ou a semana da visibilidade lésbica ou bissexual para se fazer ver, Tomé. Para se fazer crer, visibilidade é todo dia!

IMG_4887

Não se deixar abater

Les-Bi-Biscatismos

Les-Bi-Biscatismos

 

A postagem faz parte da 1ª Semana de Blogagem Coletiva pelo Dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual, convocada pelo True Love

Lésbicas e famosas

Eu não sou lésbica nem bissexual e, por mais que empatize, reconheço que não faço ideia do que é sofrer diariamente com o preconceito, do que é crescer duvidando do seu desejo, do que é se sentir “por fora”, do quão dolorido deve ser viver olhada e rotulada  como “fora da ordem”.

Uma das dificuldades que vislumbro (me corrijam se for um equívoco) é crescer sem ter referências, personagens e personalidades caracterizadas positivamente com as quais se identificar. A cultura, heteronormativa, não cessa de apresentar indicações de casais, situações e pessoas hetero admiráveis mas silencia e escamoteia pessoas, situações e casais lésbicos ou bissexuais. O exercício da sexualidade da mulher, alvo de repressão de maneira geral, é acentuadamente suprimido quando é exercido por duas mulheres, penso eu.

Pensando nisso preparei essa lista de pessoas que se destacam/destacaram e que viveram as dificuldades e as belezas de serem lésbicas ou bissexuais. Decidi citar apenas brasileiras porque a) é um pouco mais fácil achar listas com lésbicas famosas de outros países (por exemplo, aqui); b) no que tange a identificação, quanto mais próxima de nossa realidade, mais simples e construtivo o processo e c) elas são lindas, são fortes e conseguiram lidar com a cultura machista e lesbofóbica brasileira. tentei colocar link em cada uma para, caso haja interesse, saber mais sobre elas (mas não consegui de todas). Voilá, a lista:

Cássia Eller, cantora e violonista, artista brasileira de grande destaque no rock brasileiro. Bissexual, morava com sua parceira Maria Eugênia Vieira Martins, que ficou responsável pelo filho de Cássia quando esta morreu.

Valéria Melki Busin, lésbica, envolvida em ações de visibilidade e respeito pela diversidade, psicóloga e trabalha na organização Católicas pelo Direito de Decidir. É autora de dois livros publicados pelas Edições GLS: O último dia do outono e Lua de prata.

Laura Bacellar, escritora e editora brasileira, fundadora da primeira editora gay brasileira.

Marina Lima, bissexual, cantora, compositora e apresentadora, artista brasileira que fez sucesso principalmente nos anos 80 e 90.

Jéssica Andrade, a “Bate-Estaca”, lésbicaparananese e lutadora de Ultimate Fighter. 

Daniela Mercury, baiana, cantora, compositora, dançarina, produtora, atriz e apresentadora de televisão brasileira e que recentemente assumiu um relacionamento com a jornalista Malu Verçosa.

Filipa de Sousa, portuguesa residente na Bahia que foi perseguida, presa e açoitada durante a Inquisição por práticas nefandas, a saber: ser lésbica.

Mayssa Pessoa, paraibana, goleira da seleção feminina de handebol.

Simone, cantora de destaque na MPB, casou com Ìsis de Oliveira em um ritual religioso alternativo na décado de 80.

Preta Gil, cantora, atriz e apresentadora assumiu sua bissexualdiade no 8º Seminário LGBT na Câmara dos Deputados.

Cassandra Rios, escritora brasileira, uma das autoras mais vendidas dos anos 60 e 70. Também foi uma autora perseguida pela censura na época da ditadura dado o conteúdo de sua obra, que era considerada pornográfica, ao tratar de temas tais como homossexualidade feminina e relação entre sexo e religião.

Ellen Oleria, cantora brasiliense que se destacou ao solicitar que a Rede Globo creditasse como namorada, Poliana, sua companheira que a acompanhava na competição.

Vange Leonel, paulista, cantora, compositora e escritora.

621852_605867999463657_2056056428_o

Para além das caixas… Marie!

Para além das caixinhas que nos aprisionam e condicionam a agir de forma A e reagir de forma B nesse mundo machista, homofóbico, racista, etc, todo encaixotado, há aquelxs que lutam para quebrar as caixas, transpor os muros, virar esse mundo do avesso, refundá-lo baseado na lógica dx humanx. E se não for possível nada disso, pelo menos viver livremente, ser o que é, o que quer ser. 

Hoje os holofotes da Semana Bisca de Luta pelo Dia Internacional da Mulher são para a Mariana Rodrigues, inclassificável, desencaixotada.

marie

“Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo, eu quero morrer no seu bloco, eu quero me arder no seu fogo…” umas palavrinhas de apresentação
Sou Mariana, Marie, @marioca, lésbica, feminista, mulher, múltipla, singular, sem graça mas cheia de graça… Tentando superar o Retorno de Saturno, tentando entender o que é estar prestes a ser balzaquiana… analista de relações internacionais de formação e bailarina de coração…

“cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, assim, pra começar, o que é ser mulher pra você… Ser mulher é ser tudo e nada quando bem quiser e entender. Ser masculinx e femininx, ser neutrx quando der vontade. Ser independente de padrões, estereótipos, escolher pela maternidade ou não, é escolher ser mulher independente do seu sexo biológico, é viver livremente sua sexualidade. Mas ser mulher pra mim é, principalmente, entender sua condição no mundo e viver plenamente todas as suas possibilidades.

“levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Quais as principais dificuldades que você encontra no cotidiano que você relaciona com sua condição de mulher? Mulher e Lésbica, feminista e fora do armário, negando totalmente tudo aquilo o que a sociedade definiu como normal para mim e tantas outras. Dificuldades e violências são muitas e múltiplas, a gente acaba enfrentando todos os dias o medo da violência física, lida todo dia com a violência simbólica, é ter que viver com seus direitos negados e a sua segurança ameaçada, tem que provar a todo momento que você é alguém além da sua orientação sexual. Cada lugar novo que você conhece, cada pessoa nova que você encontra é sair do armário novamente, às vezes é muito bom e às vezes é muito difícil. Cada vez que tem sair do armário você perde toda sua individualidade, vira a sapatão da escola, a machorra do escritório, e por aí vai… É a dificuldade de lutar contra a invisibilidade, dentro do movimento de mulheres e dentro do próprio movimento que teoricamente nos representa. Mas é também ressignificar, é se apropriar de ser SAPATÃO com orgulho e tudo mais que tudo que tenho direito porque é como biscate orgulhosamente sapatão (ou seria sapatão orgulhosamente biscate?) que eu vivo nesse mundo.

Marie

Marie in love

“qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar”. Você concorda? há algum limite? e o sexo, entra nessa operação? é dela dependente? Qualquer amor vale a pena e deve ser vivido e sentido, até se esgotar ou transbordar, qualquer maneira de amar é mais do que válida. Amar a si, amar a vida, amar o outro e a outra ou outrx, amor platônico, amor correspondido, amor vivido, amor entregue, amor devolvido, todo amor vale independente de gênero, número, grau ou orientação sexual. O único limite é o respeito, a si e ao outrx. E o sexo é claro que é parte (fundamental) dessas operações, mas não depende só do amor não. Sexo é troca, é entrega, é descoberta, é aventura que quando vem com amor é ótimo, mas por si só já é muito bom!

Marie

Marie, na luta

“Feminismo é a ideia radical de que mulheres são gente”. Você acha que há uma bandeira do feminismo que melhor lhe representa? E onde, na sua visão, estão as brechas, as falhas, as faltas? Acredito que falar em um único feminismo é muito pobre, pra mim, não há uma única bandeira que melhor me represente, prefiro feminismos, porque as bandeiras são muitas e infelizmente nem sempre andam juntas. Não é porque sou lésbica e que provavelmente aborto não será uma questão na minha trajetória que a bandeira dos direitos sexuais não tem que ser a minha também. Não é porque sou mulher cis que não tenha que levantar e defender as questões da transexualidade… Acho que a falha maior é essa, a brecha é falta de comunicação e até de compreensão que cada vez mais novos questionamentos se apresentam para nós. Se antes era o voto para mulheres, direito ao estudo, depois divorcio, depois pílula, depois representação politica, aborto, ainda temos a invisibilidade da mulher negra, da lésbica, da trans* e etc que são questões ainda muito negligenciadas e por muitas vezes propositalmente invisibilizadas. Como se essas questões não fizessem parte do feminismo, como se o feminismo existisse apenas para a mulher, cis, heterossexual, branca.

“oh! baby você não precisa de um salão de beleza, há menos beleza num salão de beleza, a sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão…” pra você, o que é o belo? você se considera bonita? como é lidar com os padrões de beleza? Belo é se amar, é se respeitar, é se gostar, gostar do que vê e do que mostra e acima de tudo o que não gostar escolher por si só se quer mudar ou não. Me acho a mais gostosona (desculpaê). Gosto do que vejo quando me olho no espelho, gosto do que eu mostro, gosto de mim e de cada pedaço meu. Sendo totalmente fora dos padrões (baixinha, gorda, tatuada, estrábica, da perna torta) é claro que precisei de muito tempo, terapia, ajuda e muito “foda-se padrões de beleza cretinos dessa sociedade”, e toda uma construção e entendimento de quem eu sou no mundo para me sentir bem como eu sou.

Marie

Marie, Frida

“gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões”… E você? Onde gosta de roçar a língua? qual a relevância do sexo na sua vida? quais suas fantasias, desejos – dos que quer e pode partilhar com a gente, claro. Eu gosto mesmo é de roçar a língua em mulher! Não só a língua, mas cada partezinha do corpo! Sexo, sexo, sexo, para mim é sempre bom. Sexo é uma troca e é uma parte importante de mim, escolhi viver plenamente e experimentar a minha sexualidade, transo com quem eu quero e quando eu quero! Transo comigo mesmo quando tenho vontade. Fantasias são muitas sempre com entrega e variam muito com meu humor. Tem dia que quero amorzinho bem gostoso devagarzinho e tem dia que a vontade é plantar bananeira e sair enlouquecida!

“Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim…” Onde você gostaria que se chegasse? quais seus sonhos, individuais e/ou coletivos… Eu tenho tido a habilidade e a sorte de transformar meus sonhos em realidade, but never is enough for me… Cada dia eu estuo com um sonho e um objetivo novo, mal termino uma coisa já começo outra… Nesse momento é o mestrado, minha casa nova, meu relacionamento, esses são meus objetivos/sonhos cada vez mais concretos. Gostaria mesmo é daquela utopia de a gente não precisasse mais levantar a bandeira da igualdade, nem da luta por direitos, porque né?! seria tão melhor, ai arranjaríamos mais tempo para ser feliz plenamente.

“biscate é uma mulher livre pra fazer o que bem entender, com quem escolher, e onde bem quiser.” Como você se relaciona com essa ideia? Essa ideia é o que move a minha vida, escolhi ser livre, escolhi me relacionar com quem eu quiser, da forma que eu quiser e tornar público isso a hora que quiser. Seja no meu relacionamento, minhas escolhas profissionais, seja minha militância, ser Biscate Livre é quase uma identidade política. E essa ideia de autonomia é o que fortalece meus ideais e é dessa forma que eu tento viver e conviver . Acho que esse é o recado para dar ao mundo: eu sou livre mesmo que vcs não entendam assim!

Marie

Marie, colorida

Diz o Gonzaguinha: “Eu apenas queria que você soubesse/ Que aquela alegria ainda está comigo/ E que a minha ternura não ficou na estrada/ Não ficou no tempo presa na poeira/ Eu apenas queria que você soubesse/ Que esta menina hoje é uma mulher/ E que esta mulher é uma menina/ Que colheu seu fruto flor do seu carinho/ Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta/ Que hoje eu me gosto muito mais/ Porque me entendo muito mais também/ E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora É se respeitar na sua força e fé/ E se olhar bem fundo até o dedão do pé/ Eu apenas queira que você soubesse/ Que essa criança brinca nesta roda/ E não teme o corte de novas feridas/ Pois tem a saúde que aprendeu com a vida” — O que você queria que os outros soubessem de você, do mundo…? O que você gostaria de dizer além do que perguntamos ou deixar de mensagem? Queria dizer que eu acho que o mundo é bão sebastião, existem algumas laranjas podres aqui e ali (e as vezes elas parecem ser infinitas!) mas a nossa parte nessa história é não se deixar contaminar e nem contaminar o resto que vale a pena, e como vale a pena… Que olhar pro próprio umbigo e se descobrir e se libertar é ótimo, mas olhar pro umbigo dxs outrx também é muito enriquecedor tanto quanto libertador, que o que te oprime, me oprime também e já que estamos juntxs nessa porque não lutar juntxs também?!. Que eu acho que a gente não veio ao mundo a passeio, mas que a gente pode tornar essa jornada muito melhor isso pode, e deve!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...