Vou vadiar, eu vou

“Fui feita pra vadiar, eu vou…”

marcha das vadias sp 2013

A concentração e os preparativos na Praça do Ciclista [Av. Paulista esquina com Rua da Consolação], antes da Marcha das Vadias de São Paulo 2013 em 25 de maio.

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Mulheres e homens participaram da Marcha das Vadias em São Paulo, percorrendo a Avenida Paulista, Rua Augusta e terminando na Praça Roosevelt – zona central.

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“A Marcha das Vadias de São Paulo, assim como a Marchas das Vadias no mundo, marcha para que a sociedade entenda que as mulheres não são responsáveis pela violência que sofrem. A sobrevivente NUNCA é culpada. Culpado é o agressor.”

Ouça também Não Vadeia – Clementina de Jesus.

Somos muito vadias. Quanto mais vadiagem, melhor!

Roubei esse título descaradamente da Bisca-Borboleta Luciana, porque condiz lindamente com o que irei escrever hoje.

O último sábado foi marcado pela realização da Marcha das Vadias em várias cidades do Brasil. Eu, como biscate e vadia paulistana de nascença e por opção, estive na 3ª edição da Marcha, em Sampa. E foi tudo muito lindo, como eu nunca tinha visto (ao vivo) antes.

Manifestantes reunidxs na Nova Praça Roosvelt, no encerramento da Marcha das vadias SP - 2013

Manifestantes reunidxs na Nova Praça Roosvelt, no encerramento da Marcha das vadias SP – 2013

Tinha muita gente. Muita mesmo. A imprensa e a PM contabilizaram cerca de 1500 pessoas, mas acho que tinha muito mais gente. A Rua Augusta ( já consagrada como uma das mais boêmias da cidade) estava forrada de vadias. Vadias sim. Vadias com orgulho, de todas as idades, gêneros, cores e crenças. Vadias que empunhavam mensagens de liberdade e de empoderamento sobre seus próprios corpos.

Namorado e eu, vadiando juntos!

Namorado e eu, vadiando juntos!

Com o tema “Quebre o Silêncio”, a Marcha das Vadias de São Paulo chamou a atenção para a importância de denunciarmos  agressores e estupradores, que agem covardemente porque acreditam na impunidade e porque o machismo arraigado em nossa cultura faz com que eles acreditem que brutalidade, principalmente contra um grupo historicamente oprimido, seja um pré-requisito fundamental para provarem a sua “masculinidade”.

O que eu achei mais legal nesta edição? A pluralidade. Vi muita gente jovem, muitos idosos e crianças e muitos homens, bradando frases como “Cuidado, cuidado, cuidado seu machista. A América Latina vai ser toda feminista!”; “Vem, vem, vem pra rua vem, contra o machismo!”; “Eu amo homem, amo mulher, tenho o direito de amar quem eu quiser!”. Me enche de orgulho e de esperança saber que tantas pessoas acreditam e defendam a ideia que o mundo seria um lugar muito melhor sem o machismo.

Se ser livre e se lutar por isso é ser vadia, somos TODXS vadias. Muito vadias. Quanto mais vadiagem, melhor!

Bisca-Vadia, feminista e livre!

Bisca-Vadia, feminista e livre!

 

 

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