Uma História de Sexo

Sexo, pra mim, é das coisas mais divertidas que a gente pode fazer nessa vida. Simples assim! Sem muita filosofia, sem drama. Nunca fui dessas pessoas que “se guardam”, “se preservam” ou sei lá mais o que. Nunca entendi essa linguagem. Claro que tem aí alguns cuidados básicos que todo mundo tem que tomar pra não se estrepar e isso faz parte da socialização sexual: camisinha e consentimento, pra mim, o par inevitável. Embora eu admita que já deixei a primeira de lado algumas vezes, imprudente que fui.

AUTORE

Uma das vantagens de se ter uma vida sexual divertida é ter histórias pra contar. Acumulei algumas boas ao longo do tempo. Uma vez me envolvi com um sujeito casado, história sofrida. Apaixonei-me por ele num piscar de olhos (coisa que não é assim muito sábia, mas acontece nas melhores famílias) O cara nem sempre podia estar comigo o que era ocasião para intermináveis discussões e muita, muita frustração. Já sem saber o que fazer diante disso e covarde demais para terminar tudo, um dia disse num rompante: “Então, tá. Você não vem me ver? Então manda alguém no seu lugar porque eu quero transar hoje.” Qual não foi minha surpresa, quando o gajo, de fato, escalou um amigo para substituí-lo. Mandou-me mensagem no celular: “tenho um amigo disponível pra me substituir. Topa?”

Aí você pára e pensa nesse momento:

a)      Vou mandar esse cara se fuder;

b)      Ah, é? Tá achando que eu vou desistir?

Provavelmente tem várias alternativas a esse dilema, mas eu só pensei nessas duas. Eu fiquei meio espumando de ódio e meio curiosa pra saber quem seria esse amigo substituto misterioso. Afinal de contas, eu sou biscate, paciência, fazer o que? Topei pra ver até onde ia esse troço.

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A única coisa que me importava saber era se o amigo também concordava com essa situação. Afinal, já estava eu pensando no meu combo camisinha + consentimento, não saia de casa sem ele. E ele me garantiu que sim. Combinamos então que o amigo me telefonaria.

Meu caso queria acompanhar todo o desenlace da trama, queria participar dos detalhes do encontro. Aí veio o segundo tempo da negociação toda. Eu digo: “Só vai rolar o que eu quiser”. Nem pense que vai ficar controlando meu encontro que nem videogame, isso aqui não é playstation, meu filho. Não vai ter filmagem, não vai ter foto, não vai participar. No máximo, no máximo, te ligo no celular na hora que a coisa esquentar pra você poder ouvir o geme, geme (eu sou boa em sound effects) E assim aconteceu: o amigo substituto era uma graça, pessoa adorável, bom de cama. O sexo foi incrível e acabou rolando mais de uma vez, várias vezes depois. Claro que o tesão do outro só aumentou depois disso. Aliás, a bem da verdade, nós três ficamos bastante excitados com essa história toda. Um dia cheguei a encontrar os dois, um depois no outro, no mesmo motel. (eu já estava popular na recepção do estabelecimento)Não sei o que significou pra eles dois ou pra amizade deles, pouco me importava. Às vezes imagino que entre eles possa ter havido sexo também, nem que fosse só pela fantasia de imaginar como seria o amigo na cama com aquela mulher, eu. Mas, isso eram os meus devaneios. Eles nunca me perguntavam nada, nem me pediam pra comparar. O que teria sido meio ridículo, cá entre nós.

Pra mim, era uma aventura, alguma transgressão minimamente controlada e negociada. E eu me sentia jogando o jogo junto com eles e no controle da situação porque não acontecia absolutamente nada que eu não topasse e mais, eu sentia liberdade pra propor o que eu tivesse vontade. Nunca tivemos um ménage, ninguém nunca chegou a propor isso abertamente. Mas, éramos os três e durou algum tempo. Pra gente mais atirada do que eu, essa história pode até parecer inocente, mas eu estava me sentindo a própria Anais Nin.

O caso acabou tempos depois, o amigo substituto também desapareceu, como tantos outros mais que vieram depois. Essa não é uma história de amor, é uma história de foda. Tem sentimento, claro, porque a vida não tem graça sem esse colorido do afeto, mas não tem happy ending, só end e ponto final. Também não serve como guia pra auto-estima feminina, tem nada a ver com isso. Não me senti “poderosa”, “sedutora”, ou coisa parecida. Era uma brincadeira, e só.  Três adultos que fizeram um acordo e se divertiram até onde deu.

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