Com açúcar, canela e afeto…

Por Mayara Melo*

A receita desse domingo é assim como uma bisca tenta fazer a vida…simples, gostosa, doce e salgada e com cheiro de canela. Além disso, é rapidinha e composta de um dos ingredientes mais arretados que o nordeste tem: o queijo coalho.

Indico essa receita para momentos de deleite. Ela é ótima para desfrutar com as amigas numa tarde de bate-papo ou para recompor as energias com aquela companhia deliciosa que te tirou as forças. 😉

Você só vai precisar de quatro bananas (de preferência prata), 400g de queijo coalho (cortado em cubinhos), manteiga, açúcar e canela. Essa porção é para dois ou três, mas você aumenta dependendo do número de pessoas envolvidas na gostosura de compartilhar sabores.

Enquanto você bate aquele papo descontraído, vai cortando as bananas em rodelinhas e o queijo em cubinhos. Depois acende o fogo e, numa panela antiaderente, deixa a manteiga derreter. Quando estiver bem quente, adiciona as bananas e deixa fritar, depois retira e coloca o queijo. Quando dourar, você une as bananas ao queijo e desliga o fogo. Pronto, basta organizar num recipiente e cobrir com canela, açúcar e afeto.  Ah, se for servida quentinha e acompanhada de uma bola de sorvete de creme….poutzzz…aí é arraso geral.

Mais simples impossível, einh? Porém, o cheiro que esse prato exala lembra as melhores coisas da vida. Um cheiro doce e sensual, mas com uma pitada de sal do queijo que é pra ninguém enjoar. Não se preocupe com quantas calorias tem a receita, pois ela não foi feita para cálculos e sim para momentos de prazer….que não combinam muito com contagem numérica, né?

O amado do Guimarães Rosa tem uma frase que diz assim:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Se eu fosse montar um cardápio, colocaria essa frase ao lado dessa comidinha. Poetizei demais? Kkkkkk…é que acho mesmo que a tem a ver. Pra levar essa vida, gente, uma bisca sabe que precisa misturar sabores, cores, texturas e até temperaturas. Uma bisca sabe que pode se jogar nas delícias de compartilhar sabores e curtir cada pedacinho de tudo que é bom sem culpa, afinal, a vida esquenta e daí esfria…né?

.

* Mayara Melo é uma cearense apaixonante e apaixonada pela vida e pelo sol. Publicitária, feminista, de esquerda, trabalha junto a organizações da sociedade civil e movimentos sociais, é ativista dos Direitos Humanos, ambientais e indígenas e mestranda no Programa de Meio Ambiente na UFC. Você pode acompanhá-la em seu blog ou pelo tuíter @Mayrores.

Vai um feijão com arroz aí?

Por Mayara Melo*

– hum, que delícia…
– é, tá muito bom…
– hummm…
– é por isso que contesto quando alguém se refere a sexo morno como “feijão com arroz”…
– hein?
– ouxe, puta injustiça. Tem coisa melhor que um feijão com arroz bem feito?
– é, vale mais um bom feijão com arroz que um strogonoff meia boca.

Mais ou menos esse o diálogo que estava tendo com Niara, enquanto nos deliciávamos com um belo prato de feijão com arroz, durante o almoço. Duas biscates falando de comida… hum… tinha que descambar em “séquissu”, né? Mas é que são duas das coisas mais delícias de fazer na vida, né?

Afinal, o que leva a comparação infeliz de sexo sem graça com o imbatível feijão com arroz? Será que as pessoas estão com dificuldades na cozinha? (Se for, a biscatagi aqui resolve já o problema. Compartilharemos dicas pra fazer um feijão com arroz orgástico, tá). Porém, desconfio que a questão possa estar relacionada ao que chamo de exacerbação da pirotecnia sexual. Particularmente, sou super chegada a “invencionices”, acho mesmo que pra sentir e dar prazer vale usar todas as fantasias que pintarem na cabeça. Sou fã de produtos de sex shop, lingeries, filmes eróticos, gelzinhos, etc e tal. No entanto, hoje, vou fazer a defesa do sexo sem fru-fru. Justamente por acreditar que não devemos ter regras pra transar, acho que sexo bom não precisa de efeitos especiais o tempo todo.

Nossa, como é gostoso estar de cara limpa, com aquela roupinha básica de todos os dias e, de repente, observar um olhar de desejo e – mais repentinamente ainda – você e a outra pessoa já estão jogadas na cama (ou no chão ou na rede, enfim). Você não precisou vestir nenhum vestido arrasador ou usar mascara do zorro, nadinha. Ou então vocês estão ali vendo um filminho qualquer e, quando menos esperam, já tem uma mão naquilo e um aquilo na mão e bocas e…ahhhhhh…delícia. Tão gostoso quanto ter liberdade pra fazer as mais de 300 posições do kama sutra é poder fazer também um papai-e-mamãe gostoso sem ficar se sentindo sem graça. Acho mesmo que a super valorização das “pirotecnias” podem causar sentimentos de insuficiência. Ao mesmo tempo em que carregamos toda uma história de opressão e normatização do comportamento sexual das mulheres, não paramos de ser bombardeadas por mensagens que dizem que devemos ser “máquinas sexuais”. Basta passar numa banca e dar uma olhada nas capas das revistas femininas. Manchetes como “Enlouqueça seu homem 24h por dia”, “Testamos 77 posições do Kama Sutra pra você”, “30 novos produtos que prometem esquentar sua vida sexual” pipocam por todos os lados. É provável que isso provoque certa frustração nas mulheres que não estão a fim de passar todos os dias da vida pensando numa nova mirabolância sexual e sensualizando até na hora de escovar os dentes (ah, acho que isso cria insegurança nos homens também, mas isso é assunto pra outro post).

Precisamos descobrir o que realmente nos dá prazer, para além das performances. Já que somos biscas, podemos nos satisfazer com uma bela putaria (no melhor dos sentidos) ou com uma baita sessão de feijão com arroz no capricho. Por que não? Afinal, biscate é uma mulher livre pra fazer o que quiser, concordamos?

Ah, mas vai que o problema daquela comparação inadequada é com os pratos que estão sendo servidos por aí, né? Bom, nesse caso, segue uma receita infalível pra você fazer seu próprio feijão com arroz. Dizem que é a combinação mais saudável e fortificante que existe. Então, alimente-se bem pra curtir a noite. Já dizia Virginia Woolf que “Não se pode pensar bem, amar bem, dormir bem, quando não se jantou bem.” Aproveite a dica e se farte no jantar de hoje.


Feijão preto
Não tem mistério nenhum fazer um feijão preto de responsa. É só fazer com empenho, vamos lá? Lave bem 1/2kg de feijão e depois coloque numa panela de pressão com 2 litros de água e duas folhas de louro. Depois que a panela pegar pressão, deixe cozinhar por 30 minutos. Peguei outra panela e refogue uma linguiça calabresa cortada em rodelas e cubinhos de bacon. Vá adicionando cebola, alho, pimentão verde, pimentão vermelho, cebolinha e um tablete de caldo de feijoada dissolvido. Misture tudo, jogue o feijão dentro e deixe cozinhar por mais 15 minutos. Pronto, é só isso. Não tem errada, o importante é temperar e só.

Arroz branco e soltinho
(como foi a Niara que fez essa parte da combinação, a dica é dela)
Não interessa quanto de arroz queres fazer, só é preciso seguir a proporção: Para cada xícara de arroz, uma xícara e meia de água. Serve para uma xícara ou quinze. Sempre dá certo. Coloque água para ferver. Quando estiver quase fervendo, coloque numa panela óleo ou azeite (eu gosto de misturar), a quantidade de arroz que vais fazer, sal (a proporção é mais ou menos meia colher das de sopa rasa de sal para cada xícara das de chá de arroz) e misture bem. Leve ao fogo e acrescente a água fervente na proporção de uma xícara e meia de água para cada xícara de arroz. Mexa bem, e deixe ferver com a panela semi-tampada até secar a água, baixe o fogo ao mínimo e tampe a panela e deixe cozinhar uns cinco minutos e desligue. Deixe a panela assim, fechada por mais uns dez minutos. É nesse período que o arroz termina de inchar e soltar.

.

* Mayara Melo é um cearense apaixonante e apaixonada pela vida e pelo sol. Publicitária, feminista, de esquerda, trabalha junto a organizações da sociedade civil e movimentos sociais, é ativista dos Direitos Humanos, ambientais e indígenas e mestranda no Programa de Meio Ambiente na UFC. Você pode acompanhá-la em seu blog ou pelo tuíter @Mayrores.

E a biscate mexicana enfeitiçou Trotsky…

Receita e post da nossa biscate convidada Mayara Melo*

“Olhar amoroso” — Frida Kahlo aos 39 anos, em Nova York, captada pelo fotógrafo Nicholas Muray, seu amante como foram Trotski e Tina Modotti.

“Cada bocado deste prato me faz pensar que a comida no México se rebelou contra os cânones europeus” — Léon Trotsky

Frida era uma grande biscate. Como diria um amigo meu, ela era toda trabalhada nas artes da feitiçaria (rs).  Frida não enfeitiçava apenas por sua inteligência, olhar altivo ou por sua arte, ela combinava vários mistérios, entre eles, a boa mesa. No livro “O Segredo de Frida Kahlo” estão descritas algumas cenas do romance que Frida teve com o León Trotsky.  Um romance que envolveu muito sabores e é um deles que vamos compartilhar neste post. A receita que Frida anotou no “livro da erva santa”* com o nome de “A refeição de Trostsky e Breton”.

Assim Frida escreveu antes da receita que postamos hoje…

“O Piochitas** gostava de ser surpreendido. Não havia muito para dizer, pois Diego me roubava a palavra, a mim e a qualquer um que estivesse perto de Trotsky, por isso eu só cozinhava, pois conseguia dizer mais com meus sabores sobre minha visão de um mundo do que poderia ter dito com palavras. Os dois desejávamos apenas isso: um mundo melhor. Quem é que não quer isso na vida…?”

Natália, Frida e Trotsky

Frida viveu intensamente seus desejos, embora tenha convivido com dores extremas por toda a vida (dores físicas e emocionais. Ela mesma costumava dizer que morreu duas vezes: a primeira no acidente de bonde e a segunda ao casar com Diego Rivera), Frida viveu fervorosamente os prazeres do sexo, da comida e da bebida. A dor, a morte, a traição, a pulsação, o desejo e o prazer foram parte do seu cotidiano. Seu tumultuado relacionamento com o artista Diego Rivera teve momentos de extrema felicidade, mas de brutal sofrimento também. Frida não costumava se importar com as rotineiras traições do marido com as gringas, como ela chamava. Ela mesma teve vários amantes – homens e mulheres ao longo da vida – no entanto, Frida nunca engoliu a traição de Rivera com sua irmã Cristina.  A vingança viria anos depois, justamente com Trostsky.

 “Ao vê-lo pela primeira vez, Frida achou-o arcaico, velho, passado de moda, entediante, chato, solene; um daqueles móveis que a gente herda da avó e encosta num canto do quarto. Apesar disso era um herói revolucionário. Todos os comunistas do mundo o admiravam; nenhum deles lhe oferecia asilo (…) Frida aceitou sem melindres.”

Assim, Trotsky e sua esposa Natália viveram por dois anos na Casa Azul. Diego pedira a ela que abrigasse os dois e Frida aceitou sem reservas a incumbência.  Rivera possuía uma admiração profunda por Trostsky, ele mesmo fez o intermédio com o presidente do México para conseguir asilo político. Em sua presença, segundo descrevia Frida, parecia um bobo concordando com tudo que Trotsky falava e tentando agradá-lo de todos os modos. “Talvez para competir com Diego, talvez pelo desejo de destacar-se, ou ela simples razão de que era capaz disso, decidira ganhar o apreço do homem a quem seu esposo mais admirava. Frida desejava que Trotsky se rendesse a ela e lhe permitisse executar sua vingança”. Assim foi feito. Frida começou a seduzir Trotsky justamente pelos sabores.  Segue abaixo trechos do livro que narram um desses momentos de deliciosa biscatagem.

“Cada bocado deste prato me faz pensar que a comida no México se rebelou contra os cânones europeus. Luta por sua autenticidade. Mas a insurreição é uma arte, e, como todas as artes, tem suas leis”, disse Trotsky numa manhã, ao encontrar Frida na cozinha. Para ajudá-lo a despertar, deleitaram-no com uma xícara de café de Olla. Ao vê-lo refeito, encostado ao batente da porta com um grande sorriso, Frida lançou-lhe um olhar avaliador, atraente e cheio de sensualidade. E depois voltou ao trabalho na cozinha, deixando o aguilão do desejo cravado em Trotsky. “Quais são as leis da cozinha, Frida?”, perguntou ele.
(…)
“São mais simples do que o senhor pensa. A primeira é que ninguém se mete na cozinha de uma mulher sem a autorização dela, é uma falta tão grave quanto deitar com o marido dela. Talvez até mais grave, começou Frida sentando ao lado dele. Na cozinha você pode ser ignorante, mesquinho ou descuidado, mas nunca as três coisas juntas, e por isso sempre tem alguém mexendo o arroz quando ferve, deixando de por algum ingrediente porque esqueceu de comprar, cozinhando ao mesmo tempo a massa e o molho, fritando a carne com mais óleo que o lago de Chapala, servindo feijão queimado.”

Em Trotsky foi se desenhando um sorriso que se ampliou numa gargalhada, e, sem querer, suas risadas se tornaram tão altas que fizeram com que o senhor Cui-cui-ri que andava ciscando restos de comida, saísse correndo dali.

(…)
“Tem algo de bruxa na senhora que encanta e deslumbra. Talvez esteja me envenenando com sua comida, pois desde que cheguei ao México estou vendo tudo de outro modo.” Frida jogou o corpo para trás, ao mesmo tempo que soltava fumaça de seu cigarro. No fundo da cozinha, Agustín Lara cantava no rádio “Solo tú”.
“Por acaso agora o verde do pasto faz você lembrar da melancolia, o sangue lhe lembra as cerejas e a felicidade contagiante de uma tarde lhe lembra um doce de mel?”, perguntou Frida.
“Isso mesmo, isso mesmo”, respondeu Trotsky com movimentos afirmativos, muito próprios dele. De professor, de encantador de palavras.
“Então, devo estar lhe passando alguma coisa minha com o sal, pois para viver essa vida é preciso temperá-la. O senhor já vê que estou doente, por isso acabo ficando tolerante, embora às vezes a vida seja danada além da conta, pois ou faz você sofrer ou faz você aprender. Para isso é que se coloca tomilho, pimenta, cravo e canela, para tirar o gosto ruim. Frida pegou-lhe a mão e ficou passando a almofada de seus dedos pelas rugas dos nós dos dedos dele. Se não veja, o senhor sem pátria e eu sem pata.”

Essa cena é uma descrição do começo da biscatagem entre eles, mas a história evolui até Trotsky mandar cartas e mais cartas apaixonadas para Frida. Segundo ela descreveu, parecia um adolescente totalmente entregue. O problema é que quanto mais ele se jogava, mas Frida tinha certeza que precisava acabar com aquilo. Não lhe apetecia tanta melosidade ,além disso, os seguranças de Trostsky e a própria esposa já começavam a observar o comportamento estranho do revolucionário. Sabendo que seria um escândalo que complicaria a situação de Trotsky, e já desinteressada,  Frida o incentivou a mudar-se de casa. A passagem mais interessante dessa parte do livro é justamente a que narra o momento em que Diego percebe que Frida concretizou sua vingança. Quando Trotsky disse que iria embora, Diego se revoltou e fez muito barulho.

“Cale a boca, Diego”, murmurou Frida ao ouvido dele antes que continuasse com seu escândalo melodramático.
Diego ficou pasmo.
“Mas você não entende, Frida?” perguntou, irritado, quando se esconderam no quarto para discutir o assunto.
Frida não queria aumentar o problema. Acendeu um cigarro e atirou-lhe a verdade na cara como um pastelão:
“Quem não está entendendo é você. Deixe ele ir, vai ficar melhor comigo ausente da vida dele. Já fiz mais do que ele esperava.”
Diego compreendeu de repente tudo que acontecera debaixo do seu nariz.

Assim viveu essa grande biscate: revolucionária, viva, impetuosa e cheia de mistérios. Segundo narra o livro, Frida conversou com a sua madrinha morte e previu a morte de Trostsky, pediu clemência e tentou um novo pacto. No entanto, nunca soube se obteve da madrinha apenas mais alguns meses de vida para o revolucionário ou se nunca foi ouvida.

Ah …siiiim….eu fiquei falando da biscatagem de Frida com Trostsky e quase esqueci de passar a receita que ela fazia para o comunista. Ok, vamos lá…

Antes de postar, fiz a receita para ter certeza que funcionava mesmo. Aqui em casa todo mundo comeu. Não sobrou nada. Sucesso total 😉

A REFEIÇÃO DE TROTSKY E BRETON (Huachinango com coentro)

– 1 huachinango de mais de 2kg limpo e sem escamas (esse é o nome do peixe no México. É um tipo de peixe vermelho. Use um similar. Comprei 2,5kg lá no mercado de peixes do Mucuripe, em Fortaleza. Procure na sua cidade um lugar que venda peixe fresco e compre algum peixe vermelho, pode ser pargo, ariacó, cioba, etc.);
– 8 xícaras de coentro bem picado;
– 5 pimentas ao escabeche em fatias grossas (existe essa parada pronta nos supermercados, mas outro dia posso passar a receita caseira);
– 2 cebolas grandes em rodelas;
– 4 xícaras de azeite de oliva;
– sal e pimenta.

MODO DE FAZER:

Faça 3 cortes no lombo do peixe para que o tempero penetre bem. Forre uma panela grande com metade do coentro picado, metade das pimentas e metade da cebola, cubra com metade do azeite e tempere com sal e pimenta. Sobre essa cama, coloque o peixe inteiro, cubra com uma camada igual à primeira, decorando com as pimentas, o coentro e a cebola, e despeje o resto do azeite. Leve ao forno preaquecido a 200º C por 40 minutos, banhando-o com o molho de vez em quando para que não resseque. Sirva na própria panela.

Adaptação: Essa é a receita descrita no livro. Fiz pequenas modificações. Passei um pouco de limão no peixe antes de colocar os temperos e cobri com papel alumínio nos primeiros 30 minutos e deixei no forno por mais de 1h. Não sei que forno Frida usava que só demorou 40 minutos…rs. Minha indicação é que, nos nossos humildes fornos convencionais, é melhor deixar por 1:30h, os primeiros 30m deixa com o papel alumínio e depois retira para dar aquela dourada. É uma receita simples e prática. Ah, no tempo que fica lá no forno…rs…dá pra biscatear muuuuuuuuuuuuito 😉 hahahaha!!!!

Escolha um bom peixe vermelho: cioba, pargo, ariacó, etc.

Corte todos os temperos e faça três lascar no lombo do peixe.

Regue com bastante azeite, após jogar todos os ingredientes. Pode deixar no forno por pelo menos 1h30 e vá biscatear ;)

* A história desse livrinho é interessante, pois Frida começou a escrevê-lo ainda cedo, após o terrível acidente de bonde que sofreu. A madrinha de Frida era a morte e elas fizeram um pacto após o acidente. Todos os anos, Frida prepararia uma oferenda para relembrar o pacto que fizera com sua madrinha que lhe permitiu continuar a viver. Todo dia 2 de novembro, dia dos mortos no México, Frida preparava um grande banquete para a madrinha e fazia anotações num pequeno livro preto ao qual chamava de “livro da erva santa”. A receita descrita no post de hoje foi retirada desse valioso livro que desapareceu logo após a abertura de uma exposição em homenagem a Frida no Palácio de Belas Artes.

**Piochitas, diminutivo de piochas, plaquinhas. Possível alusão aos óculos pequenos usado por Trotsky.

Haghenbeck, Francisco Gerardo — O segredo de Frida Kahlo / tradução Luis Reyes Gil. — São Paulo: Editora Planeta Brasil, 2011 — Título original: Hierba Santa

PS: Na edição do livro o nome de Trotsky está grafado como “Trotski”.

.

* Mayara Melo é uma cearense apaixonante e apaixonada pela vida e pelo sol. Publicitária, feminista, de esquerda, trabalha junto a organizações da sociedade civil e movimentos sociais, é ativista dos Direitos Humanos, ambientais e indígenas e mestranda no Programa de Meio Ambiente na UFC. Você pode acompanhá-la em seu blog ou pelo tuíter @Mayrores.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...